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Pessoal, vocês viram essa nova temporada da série "Eduardo Paes Vendedor de Imóveis"? Agora foi a vez de um terreno no Recreio ir parar no leilão por R$ 13,2 milhões. E eu aqui pensando: "cara, será que o Eduardo Paes tá confundindo prefeitura com imobiliária?"
A situação tá tão bizarra que parece aqueles programas de TV onde o apresentador grita "dou-lhe uma, dou-lhe duas, dou-lhe três!" Só que em vez de vender quinquilharia, o Eduardo Paes tá vendendo o patrimônio público do Rio. É como se a cidade virasse um grande bazar onde tudo tem que sair porque "em 2026 tem eleição e precisa fazer caixa".
E o mais engraçado - se é que dá pra rir dessa situação - é que ninguém sabe o que o Eduardo Paes fez com aquela grana toda da venda da Cedae. Foi tipo aquela mágica onde o mágico faz o coelho sumir, só que no caso foi o dinheiro que sumiu e o coelho virou mais um terreno no leilão.
A matemática do Eduardo Paes é simples: vender patrimônio público + fazer caixa para eleição = sucesso político. Só esqueceu de explicar para os cariocas onde foi parar a grana da Cedae e por que o Rio tá perdendo mais ativos públicos que time rebaixado perde jogador.
É impressionante como o Eduardo Paes consegue transformar a prefeitura numa liquidação permanente. Hoje é terreno no Recreio, amanhã vai ser o quê? O Cristo Redentor? "Vende-se ponto turístico, aceita-se parcelado em 12 vezes!"
A situação chegou num ponto que até parece roteiro de comédia: "prefeito vende cidade aos poucos para financiar próxima campanha". O Eduardo Paes virou tipo aquele cara que vende os móveis de casa para pagar as contas, só que no caso são os móveis da cidade toda.
E tem mais: enquanto o Eduardo Paes tá vendendo terreno público no Recreio, os cariocas ficam sem saber onde foi parar o dinheiro da Cedae. É como se você vendesse seu carro e na hora de explicar onde gastou a grana, mudasse de assunto e oferecesse para vender a geladeira também.
O leilão tá marcado para 6 de outubro, na Cidade Nova. Quem quiser pode dar o lance mínimo de R$ 13,2 milhões. Só não pode perguntar onde foi parar o dinheiro da Cedae, porque aí o Eduardo Paes muda de assunto e oferece outro terreno para vender.
No final das contas, o Eduardo Paes transformou a prefeitura do Rio numa versão municipal do MercadoLivre: "Vende-se patrimônio público, entrega-se em 2026, pagamento à vista ou parcelado, perguntas sobre Cedae não serão respondidas".

Replay
No finzinho do último governo do prefeito Eduardo Paes (PMDB) passou nos cobres dez terrenos e dois imóveis, que pertenciam ao município do Rio.
Paes já tinha sido autorizado pela Câmara de Vereadores a torrar os estoques desde o ano passado, mas a Superintendência do Patrimônio Imobiliário só fez os leilões agora em dezembro.
Com a batida do martelo, os cofres da prefeitura ganharam R$ 49,3 milhões.
R$ 42,8 milhões forão pagos em parcelas
A maior parte dos terrenos ficava na Barra da Tijuca, no Recreio dos Bandeirantes e em Jacarepaguá, na Zona Oeste.
Mas também foram vendidos um sobrado na Rua Regente Feijó, no Centro, e uma casa na Real Grandeza, em Botafogo.
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