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Vereador expõe hipocrisia: 'Críticos dos MCs são os primeiros a curtir quando bêbados'
O vereador Leonel de Esquerda participou da audiência pública "Direito à Produção Artística-Cultural das Favelas", proposta pela deputada estadual Dani Monteiro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ).
Durante sua fala, o parlamentar denunciou o que chamou de "debate mentiroso e hipócrita" sobre apologia ao crime na música, defendeu a liberdade dos MCs presos e criticou duramente os brasileiros que apoiam sanções econômicas contra o país.
Leonel também questionou o preconceito da grande mídia contra artistas periféricos, apesar do sucesso desses profissionais nas plataformas digitais.
Crítica ao "debate mentiroso" sobre apologia
Leonel de Esquerda foi categórico ao classificar como hipócrita o debate sobre apologia ao crime na música produzida nas favelas. "Esse debate de apologia ou não apologia é um debate mentiroso, hipócrita. A gente não canta só a nossa realidade, a gente canta o que a gente vê, a gente canta para sobreviver", declarou o vereador.
Segundo ele, até mesmo os críticos da música periférica consomem esse conteúdo, especialmente seus filhos e quando estão sob efeito de álcool. O parlamentar denunciou a prisão de MCs como Oruan e criticou as tentativas de criminalizar artistas que apenas exercem sua profissão, enfatizando que os músicos presentes na audiência sabem que "se hoje é com um, amanhã pode ser qualquer um deles".
Defesa da soberania nacional contra "entreguistas"
Ao ser questionado sobre as manifestações pró-Bolsonaro nos Estados Unidos, Leonel de Esquerda foi contundente em sua crítica aos "falsos patriotas". "Se dizem patriotas, mas apoiam a taxação de um estado americano no nosso país. Querem pagar mais taxa nos produtos americanos em troca de derrubar um governo que eles não gostam", declarou o vereador.
Ele estabeleceu um contraste com o período de prisão do presidente Lula, quando a esquerda denunciou internacionalmente a situação sem pedir sanções contra o Brasil. Para Leonel, a palavra "soberania nacional" deveria ser ensinada desde a educação básica, pois "não adianta ser brasileiro, tem que defender a nossa soberania".
Exposição da elite privilegiada e aristocracia
O parlamentar aproveitou para expor o que considera uma contradição dos movimentos golpistas. "Aqueles entreguistas deram tiro no pé, porque agora está todo mundo vendo quem são os verdadeiros brasileiros e quem são os falsos patriotas", afirmou Leonel de Esquerda.
Segundo sua análise, esses grupos apenas querem "preservar uma aristocracia privilegiada de uma elite" e não demonstram verdadeiro amor ao país. O vereador encerrou essa parte de sua fala com seu bordão característico: "Nós temos lado na luta, vamos para cima deles até que o último de nós vença", demonstrando sua postura combativa contra o que considera forças antidemocráticas.
Preconceito cultural da grande mídia
Questionado sobre o sucesso dos MCs nas plataformas digitais versus a falta de espaço na grande mídia, Leonel foi direto: "É o preconceito cultural". O vereador destacou o talento dos artistas periféricos e a qualidade de suas músicas, que retratam a realidade vivida nas comunidades.
"Se eles estão batendo recorde, é porque tem para quem ouvir, as pessoas gostam", argumentou. Leonel estabeleceu um paralelo com a Rede Globo, que transmite realidades através de novelas e filmes, questionando por que os MCs não podem fazer o mesmo através de suas músicas.
Defesa radical da liberdade artística
O parlamentar encerrou sua participação defendendo de forma veemente o direito à expressão artística. "Tem nenhum bandido aqui. Ninguém está traficando cocaína, ninguém está roubando. Estão fazendo arte, vendendo música que o povo gosta de escutar", declarou Leonel de Esquerda.
Para ele, embora seja legítimo ter opiniões diferentes sobre estilos musicais, "vetar o povo de escutar e prender os MCs que estão cantando é uma barbaridade, uma hipocrisia sem tamanho". O vereador reafirmou seu compromisso em defender "o direito de cada MC, de cada cantor, de cada artista, de ser o que ele quiser ser, cantar o que ele quiser cantar para quem quiser ouvir".
Indo pra cima deles, Até que o Último de Nós Vença!

Por Robson Talber @robsontalber
Repórter Ralph Lichotti - Advogado e Jornalista, Editor do Ultima Hora Online e Jornal da República, Foi Sócio Diretor do Jornal O Fluminense e acionista majoritário do Tribuna da Imprensa, Secretário Geral da Associação Nacional, Internacional de Imprensa - ANI, Ex- Secretário Municipal de Receita de Itaperuna-RJ, Ex-Presidente da Comissão de Sindicância e Conselheiro da Associação Brasileira de Imprensa - ABI - MTb 31.335/RJ
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