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Um vídeo gravado por um militar da reserva remunerada da Marinha, identificado como suboficial Marcelo, o “Sub do Judô”, viralizou nas últimas horas e acendeu um debate inflamado sobre segurança pública e autoridade militar nas imediações de quartéis das Forças Armadas no Rio de Janeiro.
As imagens, que já somam milhares de visualizações e centenas de comentários, mostram o militar confrontando um flanelinha ilegal que cobrava pelo estacionamento de veículos de famílias e oficiais em pleno perímetro sob jurisdição militar.
O episódio aconteceu na Avenida Brasil, em frente ao Quartel de Marinheiros (CIAA), durante o evento “Âncora Social”, voltado para a família naval. A audácia da cobrança em uma área da União gerou uma onda de revolta coletiva na internet.
“Chegamos ao fundo do poço”, desabafa suboficial
No vídeo, o Suboficial Marcelo expressa sua profunda indignação com o cenário de desordem urbana que avançou sobre as calçadas das próprias Forças Armadas.
“Passei 31 anos na Marinha sendo cobrado e cumprindo as coisas de maneira correta. Você chegar numa área militar com um flanelinha cobrando para militares pararem o carro é inadmissível. Chegamos no fundo do poço”, desabafou o militar da reserva na gravação.
Ao ser confrontado, o flanelinha tentou argumentar que “não estipulava valor” e alegou que o grupo costuma atuar no local rotineiramente em dias de concursos e exames oficiais da Marinha. Marcelo rebateu a justificativa, exigiu a saída do rapaz e reforçou que a normalização de pequenas ilegalidades destrói o respeito às instituições.
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Vídeo gravado pelo “Sub do Judô”
https://www.instagram.com/p/Das1z_zxyqd/
Onda de indignação divide redes sociais entre apoio e cobrança às autoridades
A repercussão do caso expôs uma ferida aberta na segurança do Rio de Janeiro. Nos comentários da publicação original, a reação do público foi imediata e majoritariamente favorável à postura de impor respeito na área externa do quartel. “Flanelinha cobrando pedágio para militar, em área militar, em um evento militar?! A desordem venceu o Rio”, protestou um internauta.

Comentários em redes sociais – captura de tela
Entretanto, percebe-se também no conjunto de comentários duras críticas à própria gestão das Organizações Militares (OM). Diversos militares e ex-servidores comentaram sobre o assunto. Um dos comentários diz que o oficial de serviço deveria ser avisado, outro menciona que haveria “omissão do comando” em assegurar o perímetro externo e que isso é um problema antigo, relembrando episódios frequentes de furtos de veículos e até de rodas de carros de alunos na mesma rua.
“Camarada, nesse ‘estacionamento’ faz décadas que eh extremamente comum o aluno ter o veículo furtado. Muita coisa errada”.
“Bom dia, meu caro. Realmente, causa indignação esses procedimentos, é um desrespeito generalizado. Entendo que deveria procurar o Oficial de dia e informar a ele o que está ocorrendo e exigir providências.”
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Até o momento, o Comando da Marinha do Brasil e a Prefeitura do Rio de Janeiro não emitiram notas oficiais sobre a situação ou as providências tomadas para coibir a atuação de guardadores irregulares de carros na região da Avenida Brasil nas imediações do Centro de Instrução Almirante Alexandrino e Casa do Marinheiro.
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