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Os números de Daniel Vilela refletem consolidação política rara no cenário estadual. O candidato do MDB não apenas lidera, como domina em praticamente todos os segmentos demográficos, marcando 45% de intenção de voto na consulta espontânea e 42% a 43% em cenários estimulados.

Entre eleitores com apenas 16 e 17 anos, atinge 78%, sugerindo capacidade de renovação de base eleitoral. Sua rejeição mínima de apenas 5% indica que é mais fácil construir margem sobre seus competidores do que conquistar voto em seu favor por conversão.
A força de Vilela concentra-se particularmente na região Centro Goiano, onde alcança 48% a 50% das intenções, berço eleitoral tradicional da campanha. Entre eleitores de maior poder aquisitivo, sua penetração atinge 45% a 51%, mostrando capacidade de diálogo com classe média e setores de renda mais elevada. Mesmo em regiões onde demonstra menor performance, como Leste Goiano, mantém números respeitáveis de 52% a 63%.
Marconi Perillo e a luta pela relevância
Marconi Perillo surge como principal antagonista do MDB, consolidando uma posição defensiva e reativa. Com 21% de intenção de voto espontânea e 18% em cenários estimulados, o tucano enfrenta rejeição de 31%, a segunda mais elevada do campo, ficando atrás apenas da candidata petista. Sua base eleitoral concentra-se fundamentalmente entre eleitores mais idosos: alcança 28% a 30% entre faixa acima de 45 anos, e apenas 13% a 16% entre os mais jovens.
A estratégia de Perillo passa por consolidação entre setores tradicionais do PSDB e oferecer alternativa aos indecisos em relação ao MDB. Seu melhor desempenho ocorre na região Leste Goiana, onde marca 27% a 31% das intenções, e entre eleitores com maior escolaridade. Porém, essa base composta por eleitores mais velhos também explicita vulnerabilidade a longo prazo, considerando tendências demográficas de rejuvenescimento do eleitorado nas próximas eleições.
Wilder Moraes: a terceira via do bolsonarismo
O candidato do PL, Wilder Moraes, consolida terceira posição com 15% a 16% de intenção de voto em cenários estimulados. Sua rejeição de 18% coloca-o numa posição intermediária, sugerindo eleitorado mais volátil. Moraes demonstra força particular entre eleitores da região Noroeste (marcando 29% nessa região) e entre homens, onde atinge 25%, contra apenas 18% entre mulheres.
A base de Moraes incorpora votantes de renda média, onde alcança desempenho de 22% a 27% entre faixas de 5 a 10 salários mínimos. Sua penetração entre eleitores mais jovens, porém, fica aquém do esperado para candidato de extrema-direita: apenas 9% a 12% entre 18 a 24 anos. Este dado sugere que a apropriação do voto conservador em Goiás passa em grande medida por figuras mais institucionalizadas como Vilela, não por candidatos radicais.
Adriana Accorsi: isolamento petista na campanha
A candidata do PT enfrenta barreira política robusta. Adriana Accorsi figura com apenas 13% de intenção de voto na consulta espontânea e 11% em cenários estimulados, marcando a quarta colocação isolada. Mais preocupante: sua rejeição de 39% supera em magnitude seu apoio potencial, revelando que parcela significativa do eleitorado goiano constrói voto contra, não a favor.
Accorsi concentra apoio fundamentalmente em regiões de maior polarização de classe ou entre eleitores progressistas. Seu melhor desempenho ocorre na região Centro Goiana (13% a 19%) e entre mulheres (13% a 20%), segmento onde demonstra ligeira superioridade. A rejeição amplificada entre eleitores de maior renda (61% entre faixa acima de 20 salários mínimos) revela que a candidata enfrenta resistência estrutural em setores que controlam parcela importante do poder econômico estadual.
O cenário senatorial: fragmentação e abertura
O senado goiano contrasta com dinâmica do executivo estadual. Aqui não há predominância clara. Gracinha Caiado lidera com modestos 27%, aproveitando capital político familiar e aprovação de Ronaldo Caiado (86%), mas sem dominância. Seu desempenho é especialmente forte entre mulheres (34%) e na região Leste Goiana (37%), sugerindo apelo em nichos demográficos específicos.
Gustavo Gayer, do PL, marca 20% e demonstra força entre homens (28%), consolidando voto ideológico conservador. Vanderlan Cardoso, do PSD, reúne 15% como representante do centro político, e Zacarias Calil, do MDB, marca 9%, refletindo dispersão da coligação governista no senado.
A fragmentação senatorial oferece vulnerabilidade coletiva: os sete principais candidatos somam apenas 78% das intenções, com 9% em “nenhum deles” e 14% em “não sabe/não respondeu”. Este patamar de indecisão superior ao observado na corrida governacional indica campanha senatorial ainda pouco consolidada.
Dados metodológicos da pesquisa
O levantamento foi realizado entre 6 e 10 de abril com 1.206 entrevistas realizadas, alcançando pessoas maiores de 16 anos registradas para votar em Goiás. Utiliza sistema CATI (telefônico) com amostragem por cotas de sexo, faixa etária e renda. Margem de erro: ±2,88 pontos percentuais com intervalo de confiança de 95,55%. Pesquisa credenciada junto ao Tribunal Superior Eleitoral sob registro GO-09229/2026.
Pesquisa Cofundadora credenciada no TSE GO-09229/2026. Dados: Instituto de Pesquisa GerpCati. Margem de erro: 2,88 pp. Confiança: 95,55%. Base: 1.206 entrevistas.
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