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Rio de Janeiro - O ex-secretário estadual de Transportes Washington Reis (MDB) não perdeu tempo após sua demissão confirmada pelo governador Cláudio Castro (PL) na última quarta-feira (8). Em menos de 24 horas fora do governo, o político já iniciou uma intensa articulação para sua pré-candidatura ao governo do estado em 2026, prometendo trazer o ex-presidente Jair Bolsonaro para o lançamento de sua campanha.
A movimentação de Washington Reis ilustra perfeitamente a máxima política de que "não existem fins, apenas meios", como já dizia Maquiavel. O presidente estadual do MDB tem planos ambiciosos de embaralhar o cenário político fluminense, aproveitando-se do desgaste gerado por sua própria demissão para se posicionar como alternativa viável.
Articulação nacional e local incentivado Paes
Ontem, Washington conversou com lideranças nacionais, representantes evangélicos e políticos considerados "desgarrados" da política fluminense. A estratégia demonstra a experiência do veterano político, que compreende que "a política é a arte do possível", conforme ensinou Otto von Bismarck.
O apoio da família Bolsonaro é considerado fundamental para qualquer candidatura competitiva no Rio de Janeiro. Inicialmente, acreditava-se que esse apoio seria destinado ao presidente da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar (União). No entanto, a demissão de Washington por Bacellar - na ausência de Castro - e o pedido não atendido do senador Flávio Bolsonaro para reconsiderar a exoneração podem ter mudado esse cenário.
Nos bastidores do Palácio da Cidade, dizem que a animação é total com uma terceira via de um líder 'pesona non grata' do candidato do Palácio das Laranjeiras, e a divisão dos votos de Bolsonaro e da Igreja, e já espera o apoio de Reis em caso de Segundo turno com o alcaide de Castro.
Terceira via em construção
Washington Reis integra um grupo que vem se reunindo para discutir uma terceira via na disputa de 2026. O objetivo é criar uma alternativa tanto ao prefeito Eduardo Paes (PSD) quanto a Rodrigo Bacellar. Como disse Winston Churchill, "a democracia é a pior forma de governo, exceto todas as outras que foram experimentadas".
No último encontro do grupo, realizado há menos de um mês na Barra da Tijuca, participaram:
Wladimir Garotinho (PP), prefeito de Campos
Welberth Rezende (Cidadania), prefeito de Macaé
André Português (PL), ex-prefeito de Miguel Pereira
Fernando Jordão (MDB), ex-prefeito de Angra dos Reis
Obstáculos jurídicos persistem
Apesar da movimentação política intensa, Washington Reis ainda enfrenta questões jurídicas significativas. O político mantém uma condenação por crime ambiental pendente e permanece inelegível até que a situação seja resolvida definitivamente na Justiça.
A situação exemplifica o que Gramsci chamava de "pessimismo da inteligência, otimismo da vontade" - mesmo diante dos obstáculos legais, Washington demonstra determinação em manter sua relevância no cenário político estadual.
Cenário político em ebulição
A demissão de Washington e sua imediata articulação para 2026 demonstram como a política fluminense permanece em constante movimento. O ex-secretário planeja realizar o lançamento de sua pré-campanha em Duque de Caxias, seu reduto eleitoral, apostando na força do apoio bolsonarista para viabilizar sua candidatura.
A movimentação de Washington Reis representa mais um capítulo na complexa trama política do Rio de Janeiro, onde alianças se fazem e desfazem rapidamente.
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