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Ex-secretário de Transportes confirma candidatura ao Palácio Guanabara e revela estratégia para atrair apoios, incluindo lideranças evangélicas e bolsonaristas. Em entrevista exclusiva, Reis detalha planos eleitorais e nega ser "cavalo de troia" de Eduardo Paes.
Após ter sua exoneração mantida pelo governador Cláudio Castro (PL), Washington Reis (MDB) não perdeu tempo e oficializou suas pretensões eleitorais para 2026.
Em entrevista ao jornalista Thiago Prado, o ex-secretário de Transportes confirmou que será candidato ao governo do Rio e revelou uma estratégia audaciosa para conquistar apoios no campo conservador, incluindo figuras que hoje orbitam em torno de Rodrigo Bacellar (União Brasil).
Candidatura Confirmada e Composição Estratégica
Reis não apenas confirmou sua candidatura como também sinalizou uma chapa que pode causar grande impacto no cenário político fluminense. A ex-governadora Rosinha Garotinho surge como possível vice, enquanto Clarissa Garotinho seria candidata a deputada estadual, reconstruindo a influência da família Garotinho na política estadual.
"Vladimir Garotinho seria um vice dos sonhos", revelou Reis, indicando que o atual prefeito de Campos dos Goytacazes deve deixar o PP para se juntar ao projeto.
Questão da Elegibilidade
Um dos principais obstáculos de Reis continua sendo sua situação judicial. Condenado a sete anos de prisão por crime ambiental pelo STF, ele mantém otimismo quanto à reversão do quadro.
"Meu direito é bom. Estão me tratando como se eu tivesse assassinado alguém", declarou, referindo-se ao caso da Vila Verde, loteamento em área próxima à Reserva Biológica do Tinguá. O ministro Gilmar Mendes recentemente pediu ao relator Flávio Dino que considere um acordo de não-persecução penal, o que poderia resolver a inelegibilidade.
Apoio Evangélico e Bolsonarista
Reis demonstra confiança em sua capacidade de atrair lideranças que hoje apoiam o governo Castro.
"As lideranças evangélicas sabem que sou cristão de verdade, cresci na Assembleia de Deus", afirmou, citando nomes como Edir Macedo, R.R. Soares, Valdemiro Santiago e Silas Malafaia como possíveis apoiadores. No campo bolsonarista, menciona o deputado Sóstenes Cavalcante e Altineu Cortes como aliados potenciais.
Negando Ser "Cavalo de Troia"
Questionado sobre sua aproximação com Eduardo Paes, que teria motivado sua demissão, Reis negou veementemente ser um "cavalo de troia" do prefeito carioca. "É normal o prefeito do Rio estar agindo como um jovem solteiro numa festa. Está paquerando todo mundo neste momento", ironizou, explicando que Paes visitou a Fazenda Paraíso, projeto social de recuperação de dependentes químicos em Caxias.
Críticas a Bacellar e Estratégia Eleitoral
Reis não poupou críticas ao presidente da Assembleia Legislativa, questionando a legitimidade de sua candidatura. "Por que faltando mais de um ano para a eleição eu tenho que apoiar alguém? Também tenho legitimidade para ser candidato", declarou.
Comparou sua situação à vitória de Anthony Garotinho nos anos 90, quando venceu a máquina estadual comandada por Marcello Alencar.
Relação com Castro e Bolsonaro
Apesar da demissão, Reis mantém tom respeitoso em relação a Castro, negando mágoas. "Sou vascaíno igual a você. Ficar magoado é coisa de tricolor", brincou.
Sobre Jair Bolsonaro, afirmou estar no campo do ex-presidente e sugeriu que não há compromisso firmado entre Bolsonaro e Bacellar. "Bacellar que ficou correndo atrás de Bolsonaro em Angra para tirar uma foto", provocou.
Cenário Político em Transformação
A confirmação da candidatura de Washington Reis adiciona um novo elemento de instabilidade ao cenário sucessório fluminense. Com experiência política, base na Baixada Fluminense e potencial para atrair setores evangélicos e conservadores, Reis pode forçar uma reconfiguração das alianças no campo da direita.
Sua estratégia de atrair apoios tanto de Castro quanto de Bacellar revela a fragmentação do conservadorismo fluminense e a disputa por hegemonia que se intensifica a cada movimento.
A entrada oficial de Reis na corrida, mesmo com os obstáculos judiciais, promete tornar a sucessão de 2026 ainda mais imprevisível, especialmente se conseguir viabilizar sua candidatura e construir a chapa dos sonhos com os Garotinho, recriando uma das mais poderosas máquinas políticas da história recente do Rio de Janeiro.
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