A Odisseia dos Sete Pretendentes: Eduardo Paes e a Busca Épica pelo Vice Perfeito

Depois de seis tentativas, Eduardo Paes aposta na família Reis para vice

A Odisseia dos Sete Pretendentes: Eduardo Paes e a Busca Épica pelo Vice Perfeito

Como Penélope tecendo e destecendo sua trama, o prefeito carioca constrói e desconstrói alianças em busca do parceiro político ideal

Ah, meus caros leitores, se Homero fosse vivo e carioca, certamente escreveria uma nova Odisseia sobre Eduardo Paes e sua épica jornada em busca do vice-prefeito perfeito! Como diria minha avó: "Quem muito escolhe, pouco acerta" – e parece que nosso prefeito está testando a paciência dos deuses políticos do Olimpo carioca.

Sétimo vice de Paes surge: será que é dessa vez que cola?

O Labirinto dos Pretendentes Descartados

Nossa saga começa como a lenda grega de Penélope e seus pretendentes. Assim como a esposa de Ulisses recebia inúmeros candidatos enquanto aguardava o retorno do marido, Eduardo Paes tem recebido uma fila interminável de aspirantes ao posto de vice, cada um prometendo ser "o escolhido".

Primeiro veio Fabiano Horta, indicado por Quaquá, que hoje figura na lista de desafetos do prefeito. Como dizem por aí: "De médico e louco, todo mundo tem um pouco" – e de político rejeitado, Paes já tem uma coleção considerável!

O segundo pretendente foi Wladimir, ligado ao clã Garotinho. Mas como na mitologia grega, onde os deuses são volúveis, essa aliança também se desfez, transformando antigos aliados em adversários. O Garotinho, que um dia foi parceiro, hoje ocupa o posto de desafeto número dois.

A Dança das Cadeiras Políticas Continua

Dellaroli entrou na dança como terceiro candidato, mas foi rapidamente descartado – provando que na política, como no amor, nem tudo que reluz é ouro.

Neto, prefeito de Volta Redonda, ocupou a quarta posição nessa novela sem fim.

Nessa toada do PP surge o ex-prefeito de Nova Iguaçu Rogério Lisboa, forte na Baixada Fluminense, que se tornou o quinto nome da lista.

Renato Cozzolino Prefeito de Magé e líder do DC foi o sexto a tentar a sorte, mas como Ícaro voando muito perto do sol, suas asas derreteram antes de alcançar o objetivo.

O Sétimo Selo: A Família Reis Entra em Cena

Agora, como em uma profecia bíblica, surge o sétimo pretendente: a família Reis. Com Washington Reis desistindo de concorrer ao governo estadual, o caminho se abriu para que ele indique alguém da família para compor a chapa de Paes. As apostas recaem sobre Rosenverg Reis, irmão mas o MDB deve indicar Jane irmã de Washington Reis para vice na eleição de governador, para não perder a vaga da família na Alerj.

A Reunião dos Deuses do MDB

Nesta quinta-feira pós-carnavalesca, os representantes do MDB nacional, incluindo o presidente Baleia Rossi, descem ao Rio como deuses do Olimpo para definir os rumos eleitorais de outubro. A política aposta que, se não houver desvios no percurso, o apoio irá para Eduardo Paes, em troca da indicação do vice pela família Reis.

O Enigma de Penélope Política

Como Penélope tecia durante o dia e destecia à noite para adiar sua decisão, Eduardo Paes parece estar tecendo e destecendo alianças há meses. As "péssimas línguas" – como diria Jimmy Fallon em seu programa – não se contêm e perguntam: "O que será de todos os outros 'vices' de Paes?"

É como se nosso prefeito estivesse colecionando ex-candidatos a vice como cartas de um baralho político infinito. Cada descarte revela não apenas as complexidades das alianças partidárias, mas também a dificuldade de encontrar o equilíbrio perfeito entre lealdade, competência e viabilidade eleitoral.

Por Ralph Lichotti

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Fontes: Informações baseadas em dados políticos atuais e movimentações partidárias no Rio de Janeiro, com análise das articulações entre MDB e PSD para as eleições municipais de 2026.

Por Ultima Hora em 17/02/2026
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