ALERTA: Paulo Perez, CEO da Biofy Technologies afirma 'Pessoas não vão perder emprego para IA, mas para quem usa IA'

CEO da Biofy Technologies desenvolve primeira solução global para diagnóstico de infecções bacterianas em 4 horas e sistema jurídico que evita alucinações da IA

Paulo Perez revoluciona medicina e direito com inteligência artificial brasileira que conquista reconhecimento mundial

Paulo Perez, CEO e co-fundador da Biofy Technologies, está liderando uma revolução tecnológica que coloca o Brasil na vanguarda mundial da inteligência artificial aplicada. Durante o Adapta Summit 2025, o maior evento de IA do país, o engenheiro elétrico e cientista da computação com mais de 30 anos de experiência revelou detalhes de duas inovações que prometem transformar radicalmente os setores de saúde e direito no Brasil e no mundo.

Formado em Engenharia Elétrica e Ciência da Computação pela Universidade Estadual de Campinas, com mestrado e doutorado na área, Perez construiu uma carreira sólida que começou como programador há quase 35 anos e evoluiu através de diversas funções estratégicas. Sua trajetória inclui passagens como analista de sistemas, engenheiro de telecomunicações, professor universitário, CISO (Chief Information Security Officer) e CEO de várias empresas de tecnologia.

A experiência internacional de Perez, incluindo estudos na Universidade de Southampton no Reino Unido e trabalho com equipes globais de empresas americanas, alemãs, italianas, espanholas, israelenses e francesas, contribuiu para sua visão abrangente sobre tecnologia e inovação. Nos últimos anos, ele se especializou no universo do agronegócio, compreendendo a cadeia produtiva e as necessidades dos produtores rurais.

A primeira revolução apresentada por Perez é na área jurídica. A Biofy desenvolveu uma LLM (Large Language Model) especializada exclusivamente em direito, treinada com linguagem jurídica e jurisprudência brasileira. "Construímos uma IA focada no direito, treinada com juridiquês e jurisprudência. Ela é utilizada para pegar um processo, seja pequeno ou de milhares de páginas, e resumir em poucos bullets, além de dar insights para o advogado", explicou Perez durante a entrevista.

O sistema vai além do simples resumo de processos. A IA identifica lacunas estratégicas, apontando quando falta uma contestação, provas ou documentos específicos. Mais impressionante ainda, ela sugere os próximos passos processuais, orientando sobre recursos e estratégias jurídicas. "Ela tira insights para o advogado: 'olha, está faltando uma contestação para isso, está faltando aquilo, estão faltando provas'. Então ela sugere os próximos passos: entre com recurso assim, assim assado", detalhou o CEO.

A solução inclui um agente de IA interativo que permite aos advogados tirarem dúvidas, fazerem perguntas e discutirem teses jurídicas, tudo focado no processo específico. Esta ferramenta promete revolucionar a advocacia brasileira, permitindo que os profissionais se concentrem nas relações humanas e na captação de clientes, enquanto a IA cuida do trabalho técnico repetitivo.

Perez destacou um diferencial crucial de sua solução jurídica: a prevenção de alucinações da IA. "Se você pegar um ChatGPT ou outros e pedir uma jurisprudência, elas não sabem dizer 'não sei'. Se você fizer uma pergunta que ela não sabe, ela vai inventar uma resposta", alertou. Para resolver este problema crítico, a Biofy criou um banco de dados vetorial específico com jurisprudência real, garantindo que a IA consulte apenas informações verificadas antes de responder.

A segunda inovação é ainda mais impressionante e coloca o Brasil na liderança mundial de uma tecnologia revolucionária para a medicina. A Biofy desenvolveu a primeira solução global que combina sequenciamento de DNA com inteligência artificial para diagnóstico ultra-rápido de infecções bacterianas. "Criamos uma solução que combina sequenciamento de DNA com inteligência artificial. Você pega uma amostra de sangue ou saliva, sequenciamos o DNA dessa amostra e identificamos qual bactéria está presente", explicou Perez.

O diferencial desta tecnologia é impressionante: enquanto exames laboratoriais similares levam de três a cinco dias para fornecer resultados, a solução da Biofy entrega diagnóstico completo em apenas quatro horas, da coleta ao resultado final. "Quatro horas pode ser decisivo, principalmente para uma pessoa que está numa situação mais grave, indo para uma UTI ou numa situação de risco maior", enfatizou o CEO.

A tecnologia vai além da identificação da bactéria. O sistema analisa o DNA do microorganismo e determina exatamente quais antibióticos ele resiste, recomendando o tratamento mais eficaz. "Olha o DNA da E.coli e fala: 'essa E.coli tem resistência ao antibiótico cipro'. Então ela enumera quais antibióticos aquela bactéria tem resistência e recomenda o melhor tratamento", detalhou Perez sobre o funcionamento da solução.

Esta inovação brasileira ganhou reconhecimento internacional quando a Meta (dona do Facebook e Instagram) publicou mundialmente um case sobre a empresa brasileira que desenvolveu esta tecnologia pioneira. "Semana passada saiu um case nosso na Meta, que publicou mundialmente falando de uma empresa brasileira que desenvolveu esse tipo de tecnologia", celebrou Perez, demonstrando o impacto global da inovação nacional.

O problema que a solução resolve é crítico para a humanidade. As infecções bacterianas estão se tornando cada vez mais resistentes aos antibióticos disponíveis, causando milhares de mortes por sepse diariamente. "Todo dia você vê, infelizmente, alguém morrendo de sepse. Por quê? Ou porque houve um diagnóstico errado, não identificou exatamente qual era a bactéria e qual o melhor tratamento, ou porque aquela bactéria já tem resistência aos antibióticos de mercado", explicou o CEO sobre a urgência do problema.

Questionado sobre a adoção de IA pelo Sistema Único de Saúde (SUS), Perez reconheceu que o setor público já deu os primeiros passos, mas ainda há muito por fazer. "O SUS já tem tido iniciativas focadas na análise de dados, eventualmente no atendimento, mas nessa parte de diagnóstico e tratamento há muito ainda por ser feito", avaliou, destacando que existe tecnologia nacional disponível para contribuir nesta direção.

No setor jurídico, a situação é diferente. Perez observou que o Judiciário brasileiro está sendo mais revolucionário na adoção de IA, impulsionado pela necessidade urgente de resolver a morosidade processual. "O Brasil é o país dos processos. São mais de 200 milhões de processos. Até onde eu saiba, já é recorde mundial. O Brasil ganha em primeiro lugar em processos per capita", destacou, enfatizando que a IA é essencial para dar celeridade ao sistema.

"Ou o Judiciário adota a IA para auxiliar na celeridade ou não tem como resolver o problema da morosidade", declarou Perez categoricamente. Ele citou o exemplo do evento SECOM, onde foi criada uma LLM específica para casos de licitação, demonstrando a tendência de especialização da IA em áreas específicas do direito.

A trajetória da Biofy Technologies reflete a visão estratégica de Perez para inovação. A empresa começou como uma software house de IA, mas evoluiu para o desenvolvimento de produtos com propósito e impacto social. "Cada vez que encontrávamos uma demanda que tem propósito e impacto na sociedade, transformávamos isso num produto. Muitas vezes esse produto se transforma numa empresa separada", explicou sobre a estratégia de crescimento.

A solução de saúde está tendo tanto sucesso que se tornou uma empresa independente, a Biofy Genômica, com CNPJ próprio e foco exclusivo na área médica. A solução jurídica tende a seguir o mesmo caminho, demonstrando como a inovação pode gerar novos negócios e oportunidades de mercado.

Perez trabalha com IA desde 1994, durante seu mestrado, acumulando quase três décadas de experiência na área. "Eu brinco que meus cabelos brancos são de IA. Hoje fico feliz de ver isso se consagrando como presente e futuro da humanidade", comentou com bom humor sobre sua longa jornada tecnológica.

Sobre o impacto da IA na sociedade, Perez tem uma visão equilibrada e realista. Ele acredita que a educação está mudando fundamentalmente, questionando a necessidade de memorizar informações que a IA pode fornecer instantaneamente. "No meu tempo aprendi tabuada decorando, capitais dos estados, fórmulas químicas. Para que decorar hoje se tenho uma IA que sabe muito mais e responde muito mais rápido?", questionou.

A solução, segundo Perez, é especializar-se no que os humanos ainda fazem melhor: relações interpessoais, empatia, criatividade e pensamento estratégico. "As pessoas não vão perder emprego para IA, elas vão perder emprego para alguém que usa IA. Isso é inevitável", alertou, comparando com revoluções tecnológicas anteriores como internet e automação.

O CEO enfatizou que as revoluções tecnológicas estão acontecendo cada vez mais rapidamente. "Máquina a vapor foi em 1800 e pouco, eletricidade 1900 e pouco, internet 1990 e pouco, IA 2020 e pouco. As revoluções estão ficando mais rápidas", observou, destacando a necessidade de adaptação constante da sociedade.

Para quem ainda não entrou no mundo da IA, Perez foi direto: "Não adianta lutar contra, veio para ficar, veio para mudar não só a sociedade, mas as relações entre nós, a forma de aprender, a forma de trabalhar". Ele destacou que há tempo para se adaptar, citando iniciativas como o compromisso do vice-presidente da Google Cloud de treinar um milhão de brasileiros em IA.

"Esse é o momento do Brasil não ser refém. Se lutarmos por isso, estudarmos e corrermos atrás, podemos ser protagonistas", declarou Perez com otimismo. Ele acredita que a IA "deu uma zerada" na corrida global, colocando todos os países em condições similares de competição, onde a criatividade pode fazer a diferença.

Sobre a legislação brasileira para IA, Perez apresentou uma visão pragmática. Ele defende que o Brasil não deve tentar criar LLMs do zero, o que custaria bilhões e levaria anos para alcançar o nível atual das big techs. "Começar do zero não faz sentido. Podemos pegar modelos open source e treiná-los para ter nossa IA nacional", sugeriu como alternativa mais viável.

Perez alertou contra legislação excessivamente restritiva que possa limitar o desenvolvimento tecnológico nacional. "Sou contra deep fakes, isso tem que ser barrado. Mas querer limitar a IA é limitar o desenvolvimento tecnológico do país. Se não desenvolvermos, China e outros vão desenvolver, e perderemos a corrida", argumentou.

Sua recomendação para os parlamentares é clara: incentivar o desenvolvimento de uma LLM nacional baseada em modelos open source e fomentar empresas de tecnologia para criar soluções específicas em saúde, direito, educação e agricultura. "Vamos ter uma política para que o país seja protagonista e esteja na liderança, não lá no final pedindo bênção para quem criou essas tecnologias", concluiu.

A Biofy Technologies, sob liderança de Paulo Perez, representa o melhor da inovação tecnológica brasileira: soluções com impacto social real, reconhecimento internacional e potencial para colocar o Brasil na vanguarda mundial da inteligência artificial. Com produtos revolucionários em saúde e direito, a empresa demonstra que o país tem capacidade técnica e criativa para competir globalmente na era da IA.

O trabalho de Perez exemplifica como a combinação de experiência técnica sólida, visão estratégica e foco em problemas reais pode gerar inovações transformadoras. Suas soluções não apenas resolvem problemas críticos da sociedade brasileira, mas estabelecem novos padrões globais de excelência tecnológica, provando que o Brasil pode ser protagonista na revolução da inteligência artificial.

Repórter Ralph Lichotti - Advogado e Jornalista, Editor do Ultima Hora Online e Jornal da República, Foi Sócio Diretor do Jornal O Fluminense e acionista majoritário do Tribuna da Imprensa, Secretário Geral da Associação Nacional, Internacional de Imprensa - ANI, Ex- Secretário Municipal de Receita de Itaperuna-RJ, Ex-Presidente da Comissão de Sindicância e Conselheiro da Associação Brasileira de Imprensa - ABI - MTb 31.335/RJ

Adapta Summit 2025: O maior evento de IA Generativa do Brasil revoluciona o cenário empresarial

Líderes mundiais em inteligência artificial se reúnem em São Paulo para transformar negócios brasileiros

O Adapta Summit 2025 está prestes a redefinir o panorama da inteligência artificial no Brasil. Marcado para os dias 12 e 13 de agosto, no Transamerica Expo Center em São Paulo, o evento promete ser uma imersão transformadora para empresários, C-levels e gestores que buscam implementar IA generativa em seus negócios.

Com um lineup impressionante de palestrantes internacionais e nacionais, o evento não se posiciona como mais um congresso motivacional, mas como uma experiência acional focada em resultados práticos.

Entre os destaques estão Stefan Georgi, CEO da Copy Accelerator e responsável por mais de US$ 1 bilhão em vendas online, Nathan Labenz, fundador da Waymark e criador do podcast "The Cognitive Revolution", e Carol Paiffer, investidora do Shark Tank Brasil.

O diferencial do Adapta Summit está na abordagem prática. Como destaca Max Peters, CEO da Adapta e organizador do evento:

"Um bom evento não deveria ser repleto de palestrantes profissionais que conseguem te dar uma palestra motivacional. Deveria ser repleto de praticantes, que estão testando e implementando IA em seus negócios. Na vida real."

Cinco pilares estratégicos para transformação digital

O evento estrutura-se em cinco áreas fundamentais que estão sendo revolucionadas pela IA generativa:

Marketing e Copywriting: Com Stefan Georgi compartilhando técnicas que geraram bilhões em vendas, os participantes aprenderão a criar agentes de conteúdo altamente eficazes.

Atendimento ao Cliente: Cases como o do BotConversa, que faturou R$ 26 milhões em 2023, demonstrarão como automatizar atendimento mantendo qualidade e personalização.

Vendas e Prospecção: Estratégias para qualificar leads, aumentar conversões e otimizar processos comerciais usando IA generativa.

Gestão Empresarial: Ferramentas para liderança mais eficiente, tomada de decisões baseada em dados e otimização de operações.

Setor Jurídico: Automação de tarefas complexas e otimização do trabalho jurídico através de IA especializada.

Cases de sucesso que inspiram transformação

O evento apresentará histórias reais de empresas que já colhem frutos da implementação de IA.

Thiago Lopes, fundador do BotConversa, compartilhará como saiu de R$ 1,2 milhão no primeiro ano para R$ 26 milhões, com meta de R$ 60 milhões em 2024. Luiz Ramalho, CEO da Magie, revelará como construiu a maior agente de IA financeira do Brasil, responsável por 2% do volume do PIX através do Open Finance.

A Adapta, organizadora do evento, exemplifica o poder da IA aplicada. Com apenas 60 funcionários, a empresa alcançou 170 mil clientes, demonstrando como um "laboratório interno de IA" pode escalar negócios exponencialmente.

Networking estratégico e oportunidades de investimento

Além das palestras, o evento proporcionará networking qualificado entre líderes empresariais, investidores e inovadores. A presença de Carol Paiffer, que já investiu em mais de 100 startups, e Edmar Ferreira, fundador da Coeus Ventures, criará oportunidades únicas para conexões estratégicas e potenciais investimentos.

O formato do evento também inclui uma Hackathon, considerada a maior do Brasil, onde desenvolvedores competirão para criar soluções inovadoras de IA, com os vencedores sendo anunciados durante o evento.

Democratização do acesso à tecnologia

Reconhecendo a importância de democratizar o acesso ao conhecimento em IA, o Adapta Summit oferece diferentes modalidades de participação. Além dos ingressos presenciais, que variam de R$ 999 a R$ 7.200 (já esgotados), o evento disponibiliza o Passaporte Digital por R$ 899, permitindo acompanhar toda a programação online em tempo real.

Esta estratégia reflete o compromisso do evento em expandir o alcance das discussões sobre IA para além dos grandes centros, contribuindo para a transformação digital do país como um todo.

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Por Ultima Hora em 14/08/2025
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