Sérgio Costa e Silva desenvolve há 28 anos o projeto 'Música no Museu' que democratiza acesso à cultura e leva artistas brasileiros para todos os continentes

Sucesso internacional: festival brasileiro chega à África do Sul em 2025

Diretor da Federação das Câmaras de Comércio Exterior celebra 75 anos da entidade e promove cultura brasileira no mundo

Durante as comemorações dos 75 anos da Federação das Câmaras de Comércio Exterior, o diretor Sérgio Costa e Silva destacou a importância histórica da entidade e revelou detalhes sobre seu trabalho de promoção cultural internacional. O jornalista e propulsor cultural desenvolve há 28 anos o projeto "Música no Museu", uma iniciativa que democratiza o acesso à cultura através de concertos gratuitos no Brasil e promove a música brasileira internacionalmente desde 2006, sempre com apoio de embaixadas e consulados brasileiros.

O projeto "Música no Museu" alcançou reconhecimento mundial ao realizar concertos em cidades e países de todos os continentes. Um dos marcos mais significativos foi a apresentação no Carnegie Hall, em Nova York, com o programa "Brazilian Music from Villa-Lobos to Tom Jobim", sob direção de Haroldo Costa. O evento histórico esgotou todos os ingressos cinco dias antes da apresentação, demonstrando o apelo internacional da música brasileira e a qualidade do trabalho desenvolvido pela iniciativa.

Costa e Silva enfatizou a conexão estratégica entre cultura e comércio exterior, explicando que a música brasileira complementa as ações de exportação do país. "A cultura complementa a ofensiva que o Brasil tem na sua exportação e nos vários produtos e é uma forma inclusive de fazer uma propaganda do país através da cultura", destacou o diretor. Essa abordagem inovadora utiliza a arte como ferramenta de soft power, fortalecendo a imagem do Brasil no cenário internacional.

O projeto está estruturado em cinco temporadas anuais - verão, outono, inverno, primavera e Natal - cada uma privilegiando temas específicos. O mês de julho é dedicado ao Festival Internacional de Arpas, que se tornou o maior evento do gênero no mundo. Iniciado de forma modesta no Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília, o festival expandiu significativamente sua abrangência geográfica e hoje alcança dez cidades em oito países europeus.

A expansão internacional do Festival de Arpas inclui apresentações em Portugal, Espanha, França, Croácia, Bélgica, Áustria, Alemanha e Itália. Este ano, o evento ampliou ainda mais seu alcance com a inclusão da África do Sul, realizando concertos na Cidade do Cabo. A duração do festival, que se estende de julho a dezembro, o consolida como o maior evento mundial de arpas em termos de duração, número de concertos e diversidade geográfica.

O instrumento harpa, com seus 5000 anos de história, encontrou no projeto brasileiro uma plataforma única de valorização e difusão mundial. O que começou como um resgate tímido da tradição musical se transformou em um grande instrumento de promoção cultural do Brasil. O festival conseguiu inserir-se no calendário mundial da harpa, estabelecendo o país como referência internacional neste segmento musical específico.

A iniciativa representa um modelo bem-sucedido de diplomacia cultural, demonstrando como projetos artísticos podem servir aos interesses nacionais de promoção internacional. O trabalho desenvolvido por Costa e Silva mostra que a cultura pode ser um vetor eficaz de relacionamento internacional, complementando as tradicionais ferramentas de comércio exterior e diplomacia econômica.

O sucesso do "Música no Museu" evidencia a receptividade internacional à cultura brasileira e o potencial inexplorado do país neste setor. A capacidade de lotar o prestigioso Carnegie Hall com música brasileira demonstra que existe demanda global por produtos culturais nacionais, abrindo perspectivas para outros projetos similares e para a indústria cultural brasileira como um todo.

A longevidade do projeto - 28 anos de atividades ininterruptas - atesta sua solidez institucional e relevância cultural. A evolução de concertos locais para um festival internacional de grande porte mostra como iniciativas culturais bem planejadas podem crescer organicamente e alcançar projeção mundial. O apoio consistente de embaixadas e consulados brasileiros tem sido fundamental para essa expansão.

A celebração dos 75 anos da Federação das Câmaras de Comércio Exterior coincide com este momento de reconhecimento internacional do trabalho cultural desenvolvido por um de seus diretores. Essa convergência simboliza a importância de integrar cultura e comércio nas estratégias de projeção internacional do Brasil, aproveitando as sinergias entre diferentes setores para maximizar os resultados.

Para aqueles interessados em conhecer mais sobre o trabalho desenvolvido, Costa e Silva disponibilizou os sites www.musicanomuseu.com.br e www.harpfestival.com.br, onde é possível acessar toda a história dos projetos e informações sobre programações futuras. Esses canais digitais facilitam o acesso do público às atividades e ampliam o alcance das iniciativas culturais.

Repórter Ralph Lichotti - Advogado e Jornalista, Editor do Ultima Hora Online e Jornal da República, Foi Sócio Diretor do Jornal O Fluminense e acionista majoritário do Tribuna da Imprensa, Secretário Geral da Associação Nacional, Internacional de Imprensa - ANI, Ex- Secretário Municipal de Receita de Itaperuna-RJ, Ex-Presidente da Comissão de Sindicância e Conselheiro da Associação Brasileira de Imprensa - ABI - MTb 31.335/RJ

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Por Ultima Hora em 02/11/2025
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