Alex Winetzki, Diretor da Stefanini explica por que profissionais sem conhecimento em IA ficarão obsoletos

CEO da Woopi, Stefanini Group lidera revolução da IA no Brasil com 40 mil funcionários e visão global

Brasil desponta como potência em inteligência artificial com liderança da Stefanini Group

CEO da Woopi destaca transformação irreversível e necessidade de capacitação massiva no país

O Brasil posiciona-se estrategicamente no cenário global de inteligência artificial, impulsionado por empresas pioneiras como a Stefanini Group, que com seus 40 mil funcionários representa a maior empresa de TI da América Latina. Alex Winetzki, CEO da Woopi e Diretor de P&D do Stefanini Group, oferece perspectiva privilegiada sobre essa transformação tecnológica que redefine completamente o panorama empresarial nacional.

A Stefanini Group, fundada há 35 anos por Marco Stefanini, enfrenta o desafio de liderar a transformação digital em uma era dominada pela inteligência artificial. Winetzki enfatiza que essa mudança exige repensar modelos de negócio, relacionamentos com clientes e estratégias de oferta de produtos, demonstrando como grandes corporações adaptam-se às demandas tecnológicas contemporâneas.

A trajetória tecnológica descrita por Winetzki, baseada na visão de Bill Gates, revela quatro grandes transformações dos últimos 40 anos: interface gráfica de usuário, computadores pessoais, internet, smartphones e agora a inteligência artificial. Essa perspectiva histórica demonstra que nenhuma dessas tecnologias teve retorno, estabelecendo-se como elementos permanentes da sociedade moderna.

"Você não pega mais seu telefone e joga fora. Você não vive mais sem internet, você não vai viver sem inteligência artificial", afirma Winetzki, estabelecendo paralelo contundente sobre a irreversibilidade dessa transformação. Essa analogia ilustra como a IA não representa apenas uma tendência passageira, mas uma mudança estrutural definitiva nos processos produtivos e sociais.

A Stefanini Group atua estrategicamente com as 500 maiores empresas brasileiras e muitas das principais corporações mundiais, posicionando-se como consultora especializada em transformação digital. O objetivo central consiste em demonstrar como a inteligência artificial pode gerar retorno real, superando o hype tecnológico para alcançar resultados mensuráveis nos negócios.

Winetzki estabelece critério objetivo para avaliar o valor da inteligência artificial: ela deve aumentar faturamento, reduzir custos ou melhorar posicionamento de mercado. Essa abordagem pragmática transforma discussões tecnológicas em análises de negócio, priorizando resultados concretos sobre especulações teóricas.

O mercado profissional brasileiro já demonstra sinais claros dessa transformação. Grandes escritórios jurídicos priorizam conhecimento em inteligência artificial sobre formação acadêmica tradicional, enquanto a medicina incorpora essas ferramentas em diagnósticos e tratamentos. Essa mudança de paradigma redefine critérios de empregabilidade em setores estratégicos da economia.

A democratização da inteligência artificial representa aspecto fundamental destacado por Winetzki. A tecnologia "ensina você a usá-la", tornando profissionais melhores em suas respectivas áreas, desde estagiários até executivos seniores. Essa característica autodidata da IA acelera processos de capacitação e melhoria profissional.

O agronegócio brasileiro exemplifica aplicação avançada de inteligência artificial em escala industrial. Desde tratores autônomos até análise de preços para otimização de vendas, o setor demonstra como a IA integra-se completamente às cadeias produtivas, influenciando desde plantio até distribuição final.

A versatilidade da inteligência artificial manifesta-se em setores diversos como segurança e educação, criando "conjunto de possibilidades" que se expande conforme aprofunda-se o conhecimento sobre aplicações específicas. Essa transversalidade setorial demonstra o potencial transformador da tecnologia em múltiplas dimensões da economia.

Winetzki avalia o Brasil como país "curioso" em relação à inteligência artificial, destacando características nacionais favoráveis como criatividade e inteligência. Essa percepção positiva fundamenta-se na capacidade brasileira de adaptação e inovação, elementos essenciais para aproveitamento máximo das oportunidades tecnológicas emergentes.

Investimentos em infraestrutura tecnológica, especialmente data centers e capacitação humana, representam fatores determinantes para consolidação da liderança brasileira em IA. Winetzki ressalta que "inteligência artificial também depende de pessoas", evidenciando a importância do fator humano mesmo em contextos altamente automatizados.

Iniciativas de capacitação massiva, como o programa de treinamento para 1 milhão de pessoas anunciado recentemente, demonstram comprometimento empresarial com desenvolvimento de talentos nacionais. Empresas como Nvidia, Microsoft e Google investem em formação brasileira, reconhecendo o potencial do país nesse setor estratégico.

A combinação entre talento nacional, investimento estrangeiro e liderança empresarial doméstica cria ambiente propício para que o Brasil se destaque mundialmente em inteligência artificial. Essa convergência de fatores posiciona o país como protagonista na próxima fase da revolução tecnológica global.

Repórter Ralph Lichotti - Advogado e Jornalista, Editor do Ultima Hora Online e Jornal da República, Foi Sócio Diretor do Jornal O Fluminense e acionista majoritário do Tribuna da Imprensa, Secretário Geral da Associação Nacional, Internacional de Imprensa - ANI, Ex- Secretário Municipal de Receita de Itaperuna-RJ, Ex-Presidente da Comissão de Sindicância e Conselheiro da Associação Brasileira de Imprensa - ABI - MTb 31.335/RJ

Por Robson Talber

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Por Ultima Hora em 16/08/2025
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