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O advogado Anderson Ávila (Batata) foi eleito presidente do diretório municipal do Partido dos Trabalhadores (PT) de Nova Iguaçu após a desistência de seu rival, Raphael Ruvenal, às vésperas do segundo turno marcado para este domingo (27).

A retirada da candidatura apoiada pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) consolida a vitória do grupo liderado pelo prefeito de Maricá, Washington Quaquá, e marca um novo capítulo na reorganização partidária da Baixada Fluminense.
A decisão de Ruvenal, anunciada nas redes sociais, surpreendeu parte da militância, mas era esperada nos bastidores políticos da cidade. Segundo avaliações internas, o candidato já previa uma derrota diante do crescimento da candidatura de Ávila, que saiu vitorioso do primeiro turno e reuniu em torno de si nomes históricos da legenda local. Entre os apoiadores estão o ex-vice-prefeito Ferreirinha e a Professora Marli, ambos ex-presidentes municipais do partido e figuras respeitadas na base petista iguaçuana.
A disputa interna em Nova Iguaçu refletiu as tensões que marcaram o Processo de Eleições Diretas (PED) 2025 em todo o país. Lindbergh Farias, que governou a cidade entre 2005 e 2010 e mantém forte identificação com o eleitorado local, chegou a gravar vídeo em apoio a Ruvenal, pedindo mobilização da militância.
"Quero você lá como presidente do PT de Nova Iguaçu, resgatando o que naquela cidade muita coisa foi feita pelo PT, quando eu era prefeito e Lula era presidente", declarou o deputado federal.
O recuo de Ruvenal escancara o enfraquecimento da influência de Lindbergh na política municipal e fortalece o grupo liderado por Quaquá, que já havia emplacado seu filho, Diego Zeidan, como presidente estadual do PT no primeiro turno do PED, com 61,97% dos votos no Rio de Janeiro. A vitória de Anderson Ávila representa mais uma conquista simbólica deste campo político, que vem ganhando espaço na estrutura partidária fluminense.
Em seu primeiro pronunciamento como presidente eleito, Anderson Ávila destacou a importância da unidade partidária e a necessidade de fortalecer o PT para os desafios eleitorais futuros.
"Não podemos deixar o Brasil voltar para trás. Nossa responsabilidade é construir um partido forte, unido e comprometido com as transformações que o povo brasileiro precisa", declarou o novo dirigente, em clara referência aos embates políticos nacionais e à necessidade de reorganização da esquerda no país.

O PED 2025 já é considerado o maior processo eleitoral interno da história do Partido dos Trabalhadores, com mais de 548 mil votantes em todo o país. A eleição, que definiu os comandos municipais, estaduais e a direção nacional do partido, mostrou mobilização recorde da base petista.
No plano nacional, Edinho Silva foi eleito presidente do PT com ampla vantagem — 73,1% dos votos válidos — consolidando a força da corrente Construindo um Novo Brasil (CNB), que obteve 51% da votação total.
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