André Marinho critica viagem de Lula aos EUA e propõe 'reset' na total na política fluminense e promete romper com corrupção em encontro com Zema

André Marinho promete combate incisivo à corrupção e critica Eduardo Paes durante debate na Associação Comercial do Rio de Janeiro

Pré-candidato do Novo ao governo do Rio defende classificação de facções como terroristas e promete combate à corrupção com exemplo de Romeu Zema

André Marinho, pré-candidato pelo Partido Novo ao governo do estado do Rio de Janeiro, participou de debate na Associação Comercial criticando duramente a viagem do presidente Lula aos Estados Unidos para conversa com Donald Trump.

O comunicador, youtuber e apresentador do Morning Show da Jovem Pan posicionou-se de forma contundente contra a política de segurança pública adotada pela administração federal, argumentando que o Brasil necessita de uma abordagem radicalmente diferente para enfrentar as facções criminosas que dominam comunidades fluminenses.

Marinho, formado em Ciência Política pela New York University e em Direito pela Damásio, questionou a efetividade das negociações diplomáticas presidenciais em contexto de segurança nacional. Segundo o pré-candidato, a relutância do governo federal em classificar o Comando Vermelho como organização terrorista revela-se como uma falha estratégica que compromete a soberania brasileira.

Para Marinho, essa postura representa sintoma de uma política que historicamente mantém relações questionáveis com setores criminosos, uma acusação que estende ao Partido dos Trabalhadores e ao seu candidato ao governo estadual, Eduardo Paes.

A proposta de classificação de facções como terroristas

Marinho defendeu explicitamente que as facções criminosas sejam tratadas como organizações terroristas, argumentando que tal classificação não representa invasão de soberania mas, ao contrário, seu fortalecimento.

Segundo o pré-candidato, o Rio precisa de mudança de paradigma só através dessa reclassificação seria possível devolver "paz, serviços públicos de qualidade e o mínimo de dignidade pros pobres que são os mais oprimidos".

A posição de Marinho alinha-se à agenda do Partido Novo de maior rigidez em políticas de segurança, diferenciando-se da administração federal que mantém diálogos diplomáticos com autoridades internacionais sem formalizar tratamento de facções como entidades terroristas.

O pré-candidato promete implementar "revolução na segurança pública" apoiada em "conexões internacionais" e "maiores alianças internacionais", rejeitando explicitamente as "soluções do século XX" que caracterizariam abordagens anteriores.

Crítica à corrupção e proposta de "reset" político

Marinho aproveitou repercussão do caso Mastercard com "repercussão geral" — que envolve acusações de corrupção contra políticos de diferentes espectros ideológicos — para defender sua proposta de "verdadeiro reset" do sistema político fluminense.

O comunicador argumenta que corrupção não constitui problema exclusivo de uma agremiação política mas característica estrutural da classe política como um todo. Sua solução apresenta-se como "começar o jogo do zero", embora rejeitando a "satanização" ou "demonização" de todos os políticos.

Marinho posiciona-se como "o único candidato ficha limpa, uma página em branco para junto do povo fluminense escrever essa nova história". Essa narrativa de candidato sem histórico político anterior busca diferenciá-lo de competidores, particularmente de Eduardo Paes, que Marinho critica por ocupar cargo de prefeito durante 14 anos coincidentes com governo Hugo Chávez na Venezuela. As acusações contra Paes incluem "apadrinhamento, loteamento" e ligações a Sérgio Cabral Filho, ex-governador condenado por corrupção.

Influência de Romeu Zema e modelo de gestão

Marinho destacou Romeu Zema, governador de Minas Gerais e pré-candidato presidencial pelo Partido Novo, como exemplo eloquente de transformação administrativa. Para Marinho, Zema "resgatou" Minas Gerais "contra tudo e contra todos com os piores prognósticos", demonstrando como "você pode tirar um estado do atoleiro moral, ético e econômico e poder colocar nos trilhos novamente".

Essa referência estratégica busca emprestar credibilidade a Marinho associando-o a figura de gestor já consagrado no partido.

O pré-candidato contrasta o modelo Zema com a realidade fluminense, argumentando que políticos cariocas tratam o dinheiro público como "balcão de negócio" onde "operadores políticos, deputados estaduais de mandados referendados pelo voto popular" colocam "traficantes no centro nervoso da pasta de educação do Rio de Janeiro".

Marinho critica ainda a qualidade de livros didáticos adotados na rede estadual, alegando que carecem de "base científica" e vêm inclusive do Ministério da Educação do governo Lula.

Trajetória e credenciais de Marinho

André Marinho, nascido em 10 de agosto de 1994, constrói sua candidatura sobre trajetória como comunicador de destaque midiático. Formado em Ciência Política pela NYU e Direito pela Damásio, participou de eventos políticos relevantes durante sua passagem por Nova York, conhecendo figuras como Jeb Bush, Rick Perry, Michael Bloomberg e Bill Clinton. Sua carreira como youtuber e apresentador consolidou-o como comunicador de audiência significativa, sendo escolhido pela Forbes Brasil em 2024 para a lista Under 30 na categoria "Influenciadores e Gamers".

Marinho integrou bancada do programa Pânico da Rádio Jovem Pan entre 2019 e 2021, onde desempenhou papel de comentarista político. Seu livro "O Brasil (Não) É Uma Piada", lançado em 2022 pela Editora Intrínseca, apresenta reflexões sobre história democrática recente do país e sua carreira como comunicador. Retornou à Jovem Pan em 2024 para comandar o Morning Show, posição que mantém enquanto desenvolve atividades de pré-candidato.

Contexto familiar e influências políticas

Marinho é filho de Paulo Marinho, empresário que colaborou na campanha de Jair Bolsonaro, transformando sua residência no Jardim Botânico em quartel-general de campanha onde foram gravados programas eleitorais.

Após vitória de Bolsonaro, a residência sediou primeira reunião formal de transição e composição ministerial do governo federal. Sua irmã é Giulia Be, cantora e compositora de projeção nacional, elemento que contribui ao perfil público de família de destaque no Rio de Janeiro.

Essa herança familiar em ambiente bolsonarista posiciona Marinho dentro de círculos de influência da direita brasileira, embora sua filiação ao Partido Novo em abril de 2026 signifique alinhamento com agremiação que, embora conservadora economicamente, mantém posicionamento menos ideológico que União Brasil ou PL.

Sua candidatura representa tentativa do Novo de expandir presença no Rio de Janeiro através de figura com capital midiático e credibilidade junto a segmentos de classe média e empresariado.

Repórter Ralph Lichotti - Advogado e Jornalista, Editor do Ultima Hora Online e Jornal da República, Foi Sócio Diretor do Jornal O Fluminense e acionista majoritário do Tribuna da Imprensa, Secretário Geral da Associação Nacional, Internacional de Imprensa - ANI, Ex- Secretário Municipal de Receita de Itaperuna-RJ, Ex-Presidente da Comissão de Sindicância e Conselheiro da Associação Brasileira de Imprensa - ABI - MTb 31.335/RJ

Por Robson Talber @robsontalber 

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Fontes: Jornal da República | Última Hora | Associação Comercial do Rio de Janeiro | Assessoria de André Marinho | Biografia pública de André Marinho | Partido Novo | Jovem Pan | Canal André Marinho Show no YouTube

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Por Ultima Hora em 07/05/2026
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