Após pedido de servidores, Sargento Portugal não descarta assumir transição do estado do Rio de Janeiro

Deputado federal, com trajetória na segurança pública fluminense, responde ao pedido de operadores de segurança pública_, _professores e profissionais de saúde, e não descarta assumir um eventual mandato tampão

Após pedido de servidores, Sargento Portugal não descarta assumir transição do estado do Rio de Janeiro

Diante da crise institucional aberta no Rio de Janeiro após a condenação do
governador Cláudio Castro por abuso de poder político e econômico, servidores
públicos estaduais- especialmente operadores de segurança pública, além de
profissionais de educação e saúde- têm pedido ao deputado federal Sargento
Portugal (RJ) que considere assumir a liderança do estado em caso de mandato
tampão. O parlamentar ouviu o pedido e não descarta o chamado.

O Supremo Tribunal Federal analisa se a substituição de Castro será feita por nova eleição
direta ou por eleição indireta na Assembleia Legislativa do Estado- o chamado mandato
tampão. O julgamento foi suspenso após placar inicial de quatro votos a um favorável à eleição
indireta. A decisão deve ocorrer nas próximas semanas.

Para os servidores que têm procurado o deputado, a crise vai além da disputa política. O estado acumula uma dívida histórica com o funcionalismo público- salários defasados e
parcelas de recomposição não pagas- que coloca em risco a continuidade dos serviços
essenciais prestados à população fluminense. São mais de 440 mil servidores e suas famílias
diretamente afetados.

Sargento Portugal tem trajetória que o conecta diretamente a esse universo. Praça da Polícia Militar do Rio de Janeiro antes de chegar ao parlamento, o deputado construiu sua atuação
legislativa em defesa do funcionalismo público e das carreiras de segurança. É essa história
que, segundo interlocutores das categorias, torna seu nome relevante neste momento.

"O Rio não pode ficar sem direção num momento como este. Ouvi o
pedido dos servidores, ouvi as categorias, e não vou virar as costas
para quem confiou em mim. Se for para contribuir com a transição deste estado, estarei à disposição.", disse Sargento Portugal.

O parlamentar ressalta que esse posicionamento é fruto de um diálogo constante que mantém
com servidores de todas as categorias. "Estou em contato permanente com quem serve o Rio
todos os dias, e sei o que vivem e o que precisam ouvir de quem governa", acrescentou.

O deputado é direto ao apontar o que considera prioridade absoluta para qualquer gestão de
transição: o reconhecimento e o pagamento da dívida do estado com seus servidores. 

Para ele,
ignorar esse passivo seria repetir o erro que gerou a crise atual. "O estado tem uma dívida com o funcionalismo. Isso não é opinião- é
fato. E enquanto essa dívida não for reconhecida e paga, o serviço
público do Rio de Janeiro vai continuar ameaçado. Não dá para governar
fingindo que esse problema não existe."

Além da questão financeira, o parlamentar defende que a transição precisa reestabilizar os
serviços essenciais -saúde, educação e segurança pública - sem perder de vista uma
agenda de modernização institucional que o Rio de Janeiro precisará retomar depois da crise.

"Um mandato de transição responsável é aquele que deixa o estado em
condições melhores do que encontrou. Não é trampolim - é serviço público.", disse o parlamentar.

Sargento Portugal aponta ainda a retomada dos territórios dominados por organizações
criminosas como pauta central de qualquer gestão de transição. "O estado não pode governar
de longe. Onde o crime ocupa o vácuo do poder público, não há escola que funcione nem
 servidor que trabalhe com segurança. Retomar esses territórios é pré-requisito para tudo o
mais.", afirmou.

A movimentação em torno do nome do deputado ainda depende da definição do STF sobre o formato da escolha do substituto. Mas o sinal dado por Sargento Portugal é claro: se o cenário
do mandato tampão se confirmar, ele estará no debate.

Por Ultima Hora em 13/04/2026
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