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A empresa Azul Linhas Aéreas anunciou que fechou acordos de investimentos com as companhias aéreas estadunidenses American Airlines e United Airlines. Segundo comunicado divulgado nesta quarta-feira (18), as duas companhias se comprometeram a fazer investimentos de US$ 100 milhões cada uma.

O aporte irá apoiar a capitalização da Azul na saída do processo de recuperação judicial da Azul nos Estados Unidos, chamado Chapter 11.
O acordo permite que, supervisionada por um tribunal norte-americano, a empresa inicie uma reestruturação financeira enquanto mantêm suas atividades.
“Nos termos dos respectivos EIAs (do inglês aditamentos aos acordos de investimento) e de seus respectivos termos e condições, a American e a United se comprometeram individualmente a realizar investimentos em equity que apoiarão a capitalização da Azul na saída do Chapter 11 e estão integrados ao plano de reorganização da companhia aprovado pela United States Bankruptcy Court for the Southern District of New York”, diz o comunicado da empresa.
De acordo com o comunicado, o aporte feito pela United vai ser realizado no contexto da oferta pública de ações, que foi divulgada ao mercado em 3 de fevereiro deste ano e que terá liquidação prevista para 20 de janeiro de 2026.
Já sobre o investimento feito pela American Airlines, a expectativa é que ele seja realizado mediante a emissão de bônus de subscrição, “nos termos e condições previstos em um contrato de subscrição de warrants”. Os warrants são títulos de garantia que permitem ao detentor comprar ou vender um ativo.
Além disso, a companhia aérea informou ter celebrado um Acordo de Investimento Adicional com “determinados credores existentes”, assegurando mais US$ 100 milhões dentro da mesma oferta pública.
Processo de reestruturação
A Azul entrou com o pedido de recuperação judicial em 28 de maio de 2026 e o plano foi aprovado em dezembro por um tribunal dos Estados Unidos.
Segundo a companhia, o Chapter 11, como é chamado esse processo de reorganização financeira supervisionado pela Corte nos Estados Unidos, permite a reestruturação do passivo da empresa, mas mantendo a operação em curso.
“A Azul utilizará essa estrutura jurídica consolidada para eliminar mais de US$ 2 bilhões de dívidas financeiras, readequar contratos de leasing e otimizar sua frota, com o objetivo de emergir com maior flexibilidade e sustentabilidade operacional e financeira”, disse a empresa, na época.
Azul conclui processo de reestruturação financeira nos EUA
A companhia aérea Azul informou nesta sexta-feira (20) que concluiu o processo voluntário de reestruturação financeira nos Estados Unidos. Em comunicado, a empresa disse que o processo foi um sucesso e que saiu com um balanço patrimonial fortalecido, “posicionada para maior estabilidade de longo prazo e um crescimento sustentável”.

“A reestruturação foi implementada por meio de acordos com seus principais credores, incluindo os detentores de títulos de dívida da companhia emitidos no mercado, seu maior arrendador de aeronaves, a AerCap, bem como com dois investidores estratégicos, a United Airlines, Inc. e a American Airlines, Inc”, disse a companhia em comunicado.
Segundo a Azul, o processo resultou na redução da dívida de empréstimos e financiamentos em aproximadamente US$1,1 bilhão; queda da dívida de arrendamentos de aeronaves em quase 40%; e diminuição estimada dos pagamentos anuais de juros em mais de 50% em comparação aos níveis anteriores.
De acordo com comunicado, o novo capital social da Azul passa a ser de R$ 21.756.852.177,39, dividido em 54.730.851.778.811 ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal.
“[A Azul] concluiu com sucesso, nesta data, seu processo voluntário de reestruturação financeira, com a consequente saída do Chapter 11 do U.S. Bankruptcy Code, conduzido perante o United States Bankruptcy Court for the Southern District of New York, após o pagamento integral, nesta mesma data, do financiamento debtor-in-possession [dívida em recuperação judicial] e a liquidação da oferta pública de ações da Companhia divulgada ao mercado em 3 de fevereiro de 2026”, diz o comunicado.
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