Benny Briolly enfrenta máfia da cafetinagem e Justiça decreta prisão de explorador sexual em Niterói

Foto: Marcio Farias/ Divulgação

Benny Briolly enfrenta máfia da cafetinagem e Justiça decreta prisão de explorador sexual em Niterói

A Justiça do Rio de Janeiro expediu mandado de prisão preventiva contra João Vitor Nascimento da Cruz, acusado de atuar como cafetão e explorar sexualmente travestis e mulheres transexuais em Niterói. A medida é resultado direto da denúncia formalizada ao Ministério Público, em janeiro deste ano, pela ativista dos direitos humanos e vereadora Benny Briolly, primeira parlamentar trans eleita e reeleita no Estado do Rio de Janeiro.

De acordo com a decisão judicial, a prisão preventiva foi decretada com base nos artigos 312 e 282 do Código de Processo Penal, para garantia da ordem pública e conveniência da instrução criminal, reconhecendo a gravidade dos fatos denunciados e a necessidade de interromper a atuação do investigado.

Desde que recebeu os relatos, Benny Briolly atuou de forma incisiva para que o caso fosse investigado pelas autoridades competentes, cobrando responsabilização e proteção às vítimas. A vereadora travou uma forte articulação junto ao Ministério Público, à rede de direitos humanos e às instâncias de segurança pública para enfrentar o que classificou como a máfia da cafetinagem em Niterói.

“Em Niterói ninguém toca nas minhas travestis”, afirmou a parlamentar ao tratar do caso, reforçando que seu mandato é instrumento direto de defesa da vida, da dignidade e dos direitos da população trans.

O mandado de prisão preventiva representa um passo importante no combate à exploração sexual, prática marcada por violência, coerção e violações sistemáticas de direitos humanos, especialmente contra travestis e mulheres trans, grupo historicamente exposto à marginalização e à ausência de políticas públicas efetivas.

Benny Briolly destacou que a exploração de corpos trans é uma violência cruel que precisa ser enfrentada com investigação rigorosa, políticas públicas, fiscalização, acolhimento e ação direta do poder público. “Travestis e mulheres trans merecem dignidade, oportunidades, proteção e o direito básico de existir sem medo”, defende.

A vereadora reafirmou ainda seu compromisso político e institucional: “Enquanto eu estiver eleita, nenhum corpo trans será violado, explorado ou silenciado. Nosso mandato é instrumento de defesa, resistência e transformação. Direitos humanos não se negociam”.

Reconhecida por sua atuação firme na defesa dos direitos humanos, Benny Briolly segue acompanhando o caso de perto, colocando seu mandato à disposição das vítimas e das autoridades para garantir que a investigação avance, que a justiça seja feita e que situações como essa não se repitam em Niterói.

Por Ultima Hora em 12/02/2026
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