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Direto de Brasília, nossa equipe acompanhou as últimas declarações do presidente do Conselho Federal de Biomedicina, Edgar Garcez Júnior, sobre o aguardado congresso Biomedicina em Rio 2025. Considerado o maior evento da categoria no país, o encontro chega ao Rio de Janeiro com 5.500 inscrições já confirmadas e uma programação que promete transformar o cenário da profissão.
Entre os destaques, está o lançamento oficial da Comissão Nacional das Biomédicas, reforçando o protagonismo das mulheres, que representam impressionantes 94% do universo de profissionais registrados na área, um marco que reflete a força e a influência feminina no setor da saúde e pesquisa.
O congresso vai muito além da apresentação de novas tecnologias e produtos inovadores em áreas como análises clínicas, estética, imagenologia ou genética: é uma arena de discussões fundamentais para a valorização profissional e o futuro da Biomedicina.
O compromisso do Conselho Federal em liderar debates sobre o piso salarial nacional, as condições de trabalho dignas e a urgente revisão das Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) dos cursos de graduação revela a profunda preocupação com a qualidade da formação e a excelência na atuação biomédica.
"É hora de discutir e garantir avanços reais para a categoria, assegurando remuneração justa e ambientes de trabalho seguros e adequados", enfatizou Edgar Garcez Júnior, destacando o papel crucial das mulheres na condução e articulação dessas pautas essenciais.
A revisão das DCNs, por exemplo, é vital para alinhar a formação às rápidas evoluções tecnológicas e científicas da área, garantindo que o biomédico egresso esteja preparado para os desafios do mercado e as novas habilitações.

Entre as conquistas mais significativas celebradas no contexto do congresso está o recente decreto presidencial que põe fim aos cursos de graduação em Biomedicina na modalidade Educação a Distância (EAD), uma luta histórica do Conselho Federal.
Essa medida garante que a formação essencial para a prática biomédica seja predominantemente presencial ou, no máximo, semipresencial com um mínimo de 60% da carga horária dedicada a atividades práticas em laboratório e ambientes clínicos. Essa vitória reafirma o compromisso do Conselho com a excelência, a segurança do paciente e a humanização no atendimento, pilares fundamentais que dependem diretamente da proficiência técnica e prática adquirida em contato direto com amostras biológicas, equipamentos complexos e pacientes.
A manipulação de materiais biológicos, a realização de exames diagnósticos precisos e a execução de procedimentos estéticos ou de imagenologia exigem habilidades manuais e discernimento crítico que só podem ser plenamente desenvolvidos em um ambiente prático supervisionado.
A preocupação com a proliferação de indivíduos não habilitados e charlatões no mercado, que colocam em risco a saúde pública e a credibilidade da profissão, levou o Conselho a reforçar a importância e a facilidade de consulta pública dos registros profissionais em seus sites regionais e federal. Com mais de 150 mil biomédicos devidamente registrados no Brasil, a transparência e a segurança ao paciente são prioridade máxima.
"Consultar o registro profissional de quem o atende deve ser um hábito fundamental para qualquer cidadão. Denunciar irregularidades e a atuação de falsos profissionais é um ato de proteção à sociedade e à saúde pública", afirma o presidente. Os conselhos disponibilizam ferramentas online simples para verificar se o profissional possui registro ativo e está habilitado para exercer a função.
O Biomedicina in Rio 2025 promete registrar em sua história o avanço de pautas de interesse nacional cruciais, a modernização da formação acadêmica, o fortalecimento contínuo da categoria profissional e o merecido empoderamento das mulheres biomédicas.
Com a participação ativa e coordenada dos conselhos regionais e federal, o evento pretende consolidar o novo patamar da profissão no Brasil, tornando-se um espaço de referência e articulação estratégica para todos que buscam uma biomedicina cada vez mais forte, ética, reconhecida e inovadora, alinhada às necessidades da população e aos avanços científicos globais.

Por Robson Talber
Repórter Ralph Lichotti - Advogado e Jornalista, Editor do Ultima Hora Online e Jornal da República, Foi Sócio Diretor do Jornal O Fluminense e acionista majoritário do Tribuna da Imprensa, Secretário Geral da Associação Nacional, Internacional de Imprensa - ANI, Ex- Secretário Municipal de Receita de Itaperuna-RJ, Ex-Presidente da Comissão de Sindicância e Conselheiro da Associação Brasileira de Imprensa - ABI - MTb 31.335/RJ
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