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Conhecido pelo apelido de "El Tigre", Abelardo de la Espriella recebeu mais de 10 milhões de votos e se consolidou como o principal nome da direita na disputa presidencial colombiana.
O advogado e empresário conservador conseguiu 43,7% dos votos contra 40,9% para Iván Cepeda, aliado de Gustavo Petro.
No dia 21 de junho, enfrentará Cepeda no segundo turno que definirá quem comandará a Colômbia até 2030.
Espriella chegou à liderança com um discurso de linha dura contra o crime organizado e críticas à gestão Petro.
Aos 47 anos, Abelardo se apresenta como um empresário bem-sucedido que decidiu entrar na política por se revoltar com o estado das coisas, um outsider.
De pequeno empresário a advogado milionário
Nascido em Bogotá, em 1978, ele passou parte da infância em Montería, no norte da Colômbia.
Começou a empreender ainda jovem, vendendo mantimentos no bairro onde cresceu. Mais tarde negociou roupas, uísque e esmeraldas nos Estados Unidos.
Formado em Direito pela Universidade Sergio Arboleda, construiu uma carreira que combinou advocacia e negócios.
Atualmente, afirma controlar dezenas de empresas ligadas a diferentes setores além de seu escritório jurídico, incluindo:
mercado imobiliário;
comércio de alimentos;
bebidas;
vestuário;
pecuária.
Antes de entrar na política, se tornou uma figura conhecida na Colômbia por atuar em casos de grande repercussão.
Ele representou figuras como Álex Saab, apontado pelas autoridades americanas como operador financeiro do governo de Nicolás Maduro.
O que Abelardo de la Espriella defende?
O movimento criado por ele, chamado Defensores da Pátria, buscou atrair eleitores descontentes tanto com o governo atual quanto com os partidos tradicionais.
Inspirado pelo governo Milei, ele defende uma diminuição do Estado, com foco na redução de impostos e cortes de gastos públicos.
Durante sua campanha chegou a dizer que governará o Estado como se fosse uma empresa:
"A empresa mais importante do país, que é o Estado, seja gerida por pessoas que na vida criaram riqueza", afirmou.
No entanto, a principal bandeira de sua campanha é a segurança pública. Espriella afirma que pretende combater grupos armados, narcotraficantes e organizações criminosas.
O candidato promete acabar com a política mais branda de Petro, conhecida como "paz total".
Uma de suas principais propostas é a construção megapresídios de segurança máxima, inspirados no CECOT de El Salvador.
A prisão com capacidade para 40 mil detentos foi construída sob ordem do governo de Nayib Bukele.
O rígido modelo de combate ao crime estabelecido pelo presidente está no centro do debate sobre segurança pública.
Isso porque o pequeno país da América Central tinha a maior taxa de homicídios no mundo, mas conseguiu se consertar e virar o mais seguro no hemisfério ocidental.
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