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Empresários comemoram recorde, foliões defendem a festa e lembram: avenida sempre foi palco plural da história brasileira
O Carnaval 2026 não foi só espetáculo — foi resultado. De acordo com o Ministério do Turismo, a maior festa popular do planeta movimentou R$ 18,6 bilhões em todo o país. Hotéis cheios, bares lotados, comércio aquecido e milhares de empregos temporários gerados.
No Sambódromo da Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, os desfiles mantiveram o padrão de grandiosidade. Mas o impacto foi nacional:
Salvador com seus trios elétricos,
Recife e Olinda com o frevo e o maracatu,
São Paulo com blocos e sambódromo lotado.
Cada região fez sua parte — e faturou.
Entre empresários do setor turístico, o clima é de satisfação. “Quem investiu teve retorno. Carnaval é planejamento, é indústria criativa. Não é só festa, é economia real”, resumiu um gestor do ramo hoteleiro da capital fluminense.
Ambulantes também celebraram. “Trabalhei todos os dias e vendi tudo. Para mim, foi o melhor ano”, contou um vendedor que atua nos blocos de rua.
E no meio da folia, também houve comentário político. Sobre a escola que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e acabou rebaixada, foliões reagiram com naturalidade. “A avenida sempre foi plural. Já passaram vários presidenciáveis por ali ao longo dos anos. Isso nunca tirou o brilho da cultura popular”, disse um empresário que acompanhava os desfiles.
Outro folião foi direto: “O resto é intriga de oposição. Carnaval é maior do que qualquer disputa política.”
A Sapucaí já contou histórias de diferentes personagens da vida pública brasileira. O desfile é espaço de memória, crítica, homenagem e arte. Faz parte da essência do Carnaval.
No fim, o que ficou foi o saldo positivo: bilhões movimentados, empregos gerados e a confirmação de que a cultura popular brasileira continua forte, diversa e economicamente relevante.
Porque, na avenida, a festa é do povo. E quando o povo vai para a rua, o Brasil cresce junto.
Por: Arinos Monge.
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