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Duas produções audiovisuais que recontam os detalhes do assassinato do menino Henry Borel estreiam nesta segunda-feira (14), reacendendo o debate nacional sobre violência contra crianças e o papel das instituições.
Ambas chegam às telas às vésperas do júri popular que vai julgar a mãe de Henry, Monique Medeiros, e o então vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, acusados de homicídio triplamente qualificado.
Na Veja+, plataforma de streaming gratuita da Editora Abril, estreia a série "Caso Henry Borel – A Marca da Maldade", produção em quatro episódios que será exibida também no cinema Estação Gávea, no Rio.
A obra mergulha na cronologia da tragédia que chocou o país em 2021, com mais de vinte depoimentos inéditos, entre eles o do pai do menino, o vereador Leniel Borel (PP), personagem central da narrativa.
Leniel afirma que o documentário "mantém viva a memória do caso", e traz à tona não só o que ocorreu naquela noite de março, quando Henry foi encontrado morto com 23 lesões no corpo, mas também os bastidores de um enredo marcado por tentativas de manipulação, omissões e disputas por influência.
"São quatro anos lutando todos os dias por justiça. Nada trará meu filho de volta, mas precisamos que a verdade venha à tona com força. É um alerta ao país inteiro", diz o parlamentar, autor da lei que leva o nome do filho e tornou homicídio contra menores de 14 anos crime hediondo.
Já na segunda temporada do Doc Investigação, exibida pela Record, o caso Henry abre os sete episódios da série com a abordagem jornalística da repórter Thais Furlan. A jornalista ouviu Jairinho e Monique dentro da prisão. A produção utiliza cenários virtuais e recriações digitais em 3D para reconstruir o apartamento onde o menino foi encontrado e oferecer uma experiência imersiva ao espectador.
"Fomos onde havia silêncio para buscar respostas. São revelações inéditas, incluindo contradições, provas novas e relatos emocionantes dos familiares, como o pai de Henry", afirma Furlan. Os episódios vão ao ar sempre às segundas-feiras, às 22h45.
Ambas as séries estreiam em um momento decisivo. O Tribunal de Justiça do Rio começou a organizar o julgamento do caso, com previsão para ocorrer entre setembro e outubro.
Para Leniel Borel, trata-se de mais um passo na longa jornada por justiça: "Meu filho foi vítima de uma brutalidade que nenhuma criança deveria enfrentar." Transformei minha dor em missão. É pela vida de outras crianças que seguimos".

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