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A entrada de Sergio Moro no PL custou ao partido quase todos os seus prefeitos no Paraná. Dois dias após a filiação do senador, 48 dos 53 prefeitos filiados ao partido no estado anunciaram saída durante uma coletiva de imprensa nesta quinta-feira.
O movimento foi liderado pelo deputado federal Fernando Giacobo, que também confirmou sua saída da legenda.
Giacobo não escondeu a insatisfação. Para ele, a direção nacional quebrou um acordo que previa apoio a um candidato ligado ao governador Ratinho Junior.
"Sempre disse, em alto e bom som: nós do PL vamos acompanhar, para governador, o candidato escolhido pelo Ratinho, quer seja quem for. Não fui eu que quebrei acordo nenhum. Não fui eu que filiei o Moro para ser candidato a governador, que não é o candidato do Ratinho."
Antes de o partido anunciar Moro, Giacobo chegou a se colocar como opção para o governo do estado. No início do mês, articulou para ter seu nome testado em uma pesquisa de intenção de voto contratada pelo diretório nacional.
A divulgação do resultado foi bloqueada por decisão do Tribunal Regional Eleitoral, que apontou risco de influência irreversível na opinião pública.
Nas anotações atribuídas a Flávio Bolsonaro que vieram a público, Giacobo aparecia como alguém que "não pode ser candidato" por determinação de Valdemar Costa Neto.
O histórico entre Giacobo e Moro
O deputado acionou a Justiça Eleitoral em nome do próprio PL para cassar o mandato de Moro após as eleições de 2022, sob acusação de abuso de poder político e econômico. O TRE-PR e o TSE consideraram as acusações improcedentes.
Agora fora do partido, Giacobo sinalizou que pretende se filiar a "um partido de direita na base do governador Ratinho Junior".
De acordo com o jornal O Global, o cenário para o PL no Paraná ficou mais complicado. Com a filiação de Moro, o partido fechou as portas para uma aliança que vinha sendo costurada com o grupo do governador.
O acordo incluía a indicação de Filipe Barros ao Senado em uma chapa liderada por um sucessor de Ratinho.
Na última segunda-feira, o governador desistiu da candidatura à Presidência e decidiu permanecer no cargo até o fim do mandato, usando a força política para impulsionar seu sucessor.
Os nomes cotados são o secretário Guto Silva, o presidente da Assembleia Legislativa Alexandre Curi e o prefeito de Curitiba Eduardo Pimentel, este último teria que renunciar ao cargo para concorrer.
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