Comandante Felipe pré-candidato a Deputado Estadual defende fortalecimento dos municípios e aponta mar como caminho para geração de emprego e renda no estado

A economia azul como motor de desenvolvimento: o projeto do Rio de Janeiro para prosperar

Comandante Felipe pré-candidato a Deputado Estadual defende fortalecimento dos municípios e aponta mar como caminho para geração de emprego e renda no estado

Comandante Felipe aponta oceano como caminho para o Rio de Janeiro sair da crise e prosperar

A 27ª Marcha de Prefeitos do Brasil trouxe à tona uma discussão essencial para o futuro econômico do Rio de Janeiro: o potencial inexplorado da economia do mar. Marcelo Felipe Alexandre, conhecido como Comandante Felipe, ex-Subsecretário Adjunto de Economia do Mar do Governo do Estado do Rio, apresentou durante o evento em Brasília uma visão estratégica que coloca o oceano como centro da prosperidade fluminense.

Com 33 anos de serviços prestados à Marinha do Brasil, mestrado e doutorado em Ciências Navais, e experiência como diplomático e gestor público, o Comandante Felipe traz credibilidade e profundidade a um debate frequentemente negligenciado pela agenda política nacional.

O município como centro da vida real

O Comandante Felipe iniciou sua fala reafirmando um princípio fundamental que deveria nortear toda a administração pública brasileira: a vida acontece no município. Com quase 5.700 municípios no país, são nesses territórios que nascem as políticas públicas concretas de saúde, educação, segurança e infraestrutura.

Durante sua atuação como Subsecretário de Assuntos Federativos no governo Bolsonaro, trabalhou na ligação entre o governo federal e os municípios, garantindo que verbas chegassem às pontas da linha onde realmente existem problemas e demandas.

O resultado dessa priorização foi notório: mesmo durante a pandemia, recursos federais continuaram fluindo para as cidades, sustentando economias locais e garantindo a continuidade de serviços essenciais.

O Comandante Felipe destaca que a "fortaleza do nosso país está aí", nos municípios bem estruturados que funcionam como alicerce da nação. No Rio de Janeiro especificamente, existem 92 municípios, dos quais 27 têm ligação direta com a economia marítima — uma proporção que revela o peso do setor costeiro para o estado.

A economia do mar como DNA fluminense

A economia marítima não é um setor secundário ou complementar. Para o Rio de Janeiro, é o DNA econômico do estado. Através da Secretaria de Energia e Economia do Mar (CNEMAR), da qual foi subsecretário adjunto, o Comandante Felipe trabalhou no fomento à geração de emprego, renda e alimentos através da pesca, da extração de petróleo e gás, e de toda a cadeia produtiva associada ao oceano.

Os números impressionam: o Rio de Janeiro é responsável por 85% da produção de petróleo do Brasil e 75% da produção de gás. Se fosse uma nação independente, seria o 10º maior produtor mundial. Essa riqueza não é apenas números em relatórios — representa milhões de empregos diretos e indiretos, investimentos contínuos e arrecadação tributária que sustenta universidades, hospitais e infraestrutura em todo o estado.

A trajetória do Rio nas últimas gestões prova o potencial dessa abordagem. Saindo de uma posição próxima ao 20º lugar na geração de emprego e renda no Brasil, o estado chegou ao segundo lugar durante o governo Cláudio Cas, quando políticas públicas foram deliberadamente orientadas para o setor marítimo.

Esse avanço não foi acidental — foi resultado de formulação de políticas específicas através da CEDEMAR (Comissão Estadual de Economia do Mar), que o Comandante Felipe coordenou como secretário executivo, articulando 16 grupos de trabalho em torno de objetivos claros.

Comércio exterior: a via marítima como infraestrutura crítica

Outro aspecto crucial que o Comandante Felipe enfatiza é o papel do mar no comércio exterior brasileiro. Aproximadamente 95% do comércio exterior do país é realizado através de rotas marítimas.

Esse volume colossal de mercadorias — oriundas da China, Estados Unidos, Índia e dezenas de outras nações — passa por portos brasileiros e alimenta toda a economia local. Produtos chegam, são processados, distribuídos, e geram emprego em cascata pelos municípios.

Como presidente do Conselho de Segurança e Defesa da FCCE (Federação das Câmaras de Comércio Exterior), o Comandante Felipe trabalha na interface entre segurança marítima, defesa naval e facilitação do comércio.

A Marinha do Brasil, responsável por garantir a segurança nas águas jurisdicionais brasileiras — a chamada Amazônia Azul, com 7.500 km de litoral — é fundamental para que essa rota comercial permaneça viável e protegida de ameaças externas.

A economia azul e o desenvolvimento sustentável

O Comandante Felipe traz à discussão um conceito cada vez mais relevante internacionalmente: a economia azul. Não se trata apenas de explorar recursos marinhos, mas de fazê-lo de forma sustentável, garantindo que as riquezas do oceano permaneçam disponíveis para gerações futuras.

Civilizações históricas como fenícios e gregos construíram sua prosperidade no mar. Mais recentemente, potências como Estados Unidos e China investiram pesadamente em infraestrutura marítima e domínio oceânico.

O Rio de Janeiro, embora seja o terceiro menor estado do Brasil em extensão territorial, possui o terceiro maior litoral. Essa combinação — tamanho reduzido com litoral rico — cria uma oportunidade única: concentrar esforços de desenvolvimento em um setor onde o estado tem vantagem competitiva absoluta.

Se bem organizado em torno da economia azul sustentável, o Rio pode se posicionar como liderança nacional e sul-americana em inovação, tecnologia e geração de valor no setor marítimo.

Representatividade política e pré-candidatura

Em um movimento que reflete a necessidade de maior representação política do setor marítimo no legislativo estadual, o Comandante Felipe recebeu convite do Partido Liberal para ser pré-candidato a deputado estadual. Sua candidatura carrega uma mensagem clara: o setor marítimo do Rio de Janeiro carece de um representante que realmente conheça, tenha vivido e possa defender os interesses dessa indústria.

Com 33 anos de serviço na Marinha, tendo comandado três navios de guerra e atuado como diplomático na Coordenação da Área Marítima do Atlântico Sul em Montevidéu, o Comandante Felipe traz expertise rara ao debate legislativo.

Não é um político tentando entender o setor — é um oficial e gestor que viveu suas complexidades e conhece suas demandas em profundidade. Essa representatividade importa porque a Assembleia Legislativa do Rio frequentemente carece de voz qualificada que possa negociar investimentos e políticas específicas para o setor marítimo.

A mensagem para os prefeitos e o futuro do Rio

Ao encerrar sua intervenção, o Comandante Felipe deixou um recado que transcende a economia azul: 80% das pessoas nascem e morrem no mesmo município.

As preocupações reais dos cidadãos não giram em torno de polarizações políticas em Brasília, mas de questões práticas — saúde, educação, emprego, segurança — que são resolvidas na esfera municipal. A Marcha de Prefeitos existe justamente para colocar essas demandas reais na agenda dos gestores e do governo federal.

Para o Rio de Janeiro, a mensagem é mais específica: o oceano não é apenas uma praia bonita para turismo. É riqueza que pode sustentar prosperidade econômica, gerar empregos de qualidade, fomentar inovação tecnológica e colocar o estado em posição de liderança no desenvolvimento de economias sustentáveis.

Com organização adequada e vontade política, o Rio de Janeiro pode transformar seu litoral em motor de desenvolvimento que beneficie não apenas o estado, mas toda a região sudeste e o Brasil.

Repórter Ralph Lichotti - Advogado e Jornalista, Editor do Ultima Hora Online e Jornal da República, Foi Sócio Diretor do Jornal O Fluminense e acionista majoritário do Tribuna da Imprensa, Secretário Geral da Associação Nacional, Internacional de Imprensa - ANI, Ex- Secretário Municipal de Receita de Itaperuna-RJ, Ex-Presidente da Comissão de Sindicância e Conselheiro da Associação Brasileira de Imprensa - ABI - MTb 31.335/RJ

Por Robson Talber @robsontalber 

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Fontes

  • Depoimento de Marcelo Felipe Alexandre (Comandante Felipe), ex-Subsecretário Adjunto de Economia do Mar do Governo do Estado do Rio de Janeiro, Capitão de Mar e Guerra (Veterano) da Marinha do Brasil, durante a 27ª Marcha de Prefeitos do Brasil
  • Dados sobre o Rio de Janeiro: 92 municípios, 27 com ligação marítima; terceiro menor estado com terceiro maior litoral
  • Informações sobre a economia marítima fluminense: 85% da produção de petróleo do Brasil, 75% da produção de gás
  • Dados sobre comércio exterior: 95% realizado por via marítima
  • Amazônia Azul: 7.500 km de águas jurisdicionais brasileiras
  • Referências institucionais: CNEMAR (Secretaria de Energia e Economia do Mar), CEDEMAR (Comissão Estadual de Economia do Mar), FCCE (Federação das Câmaras de Comércio Exterior)

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Por Ultima Hora em 20/05/2026
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