Defesa Nacional e o desafio estratégico das Três Forças em um mundo em tensão

Defesa Nacional e o desafio estratégico das Três Forças em um mundo em tensão

Os recentes acontecimentos no cenário internacional reacenderam debates relevantes sobre a importância da Defesa Nacional e dos investimentos estratégicos nas Forças Armadas. Declarações do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicando uma possível retomada da Doutrina Monroe, voltaram a colocar a América do Sul no centro das atenções geopolíticas.

Durante o governo Jair Messias Bolsonaro, havia um alinhamento político evidente com Trump, o que conferia ao Brasil certo prestígio e previsibilidade na relação bilateral. O mesmo não ocorre no atual governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que não possui afinidade política com o modelo trumpista e mantém laços diplomáticos mais estreitos com países como China e Rússia — fato amplamente conhecido pelos Estados Unidos.

Esse novo cenário aumenta o nível de tensão regional. Declarações recentes de Trump sobre a possibilidade de ações na Colômbia reforçam a percepção de instabilidade e servem de alerta para os países sul-americanos. Diante desse contexto, cresce a necessidade de investimentos sólidos em defesa, especialmente em áreas ligadas à chamada guerra eletrônica, na qual tecnologia e capacidade de resposta rápida são fatores decisivos.

A relação entre guerra e tecnologia sempre foi determinante ao longo da história. Das armas rudimentares da Idade do Ferro ao mundo pós-industrial, passando pelo uso estratégico do cavalo com estribos pelos hunos até o emprego de drones de ataque por potências como Estados Unidos e Israel, as inovações tecnológicas moldaram conflitos e redefiniram o equilíbrio de forças entre nações.

Cada avanço tecnológico aplicado ao campo militar trouxe consigo novas armas, novas estratégias e novos atores no cenário internacional. Exemplos recentes podem ser observados nas pressões e movimentações envolvendo a Venezuela e o governo de Nicolás Maduro, onde a tecnologia desempenha papel central nas disputas políticas e militares.

Nesse contexto, torna-se evidente que a soberania de uma nação está diretamente ligada à sua capacidade de investir em defesa própria e em tecnologia nacional. Países que negligenciam o fortalecimento de suas Forças Armadas tornam-se mais vulneráveis a pressões externas e perdem protagonismo no cenário global. Em um mundo cada vez mais instável, possuir uma defesa forte, moderna e autônoma deixou de ser opção para se tornar uma necessidade estratégica.

Luiz Azenha

Advogado e comunicador

Por Ultima Hora em 06/01/2026
Aguarde..