Deputada Gisela Simona lidera batalhas contra Cigarros Eletrônicos e por proteção das mulheres e justiça racial

Líder da Bancada Feminina defende criminalização de vapes e amplia pena para feminicídio

Líder da Bancada Feminina Defende Reparação Histórica e Combate ao Feminicídio

A deputada federal Gisela Simona (União Brasil), líder da Bancada Feminina na Câmara dos Deputados, tem se destacado por uma agenda legislativa que combina proteção à juventude, justiça racial e defesa dos direitos das mulheres. Em entrevista exclusiva ao Jornal da República, a parlamentar detalhou suas principais bandeiras, que incluem a criminalização do comércio de cigarros eletrônicos, a criação de um fundo de reparação para a população negra e o endurecimento das penas para feminicídio.

A questão dos dispositivos eletrônicos para fumar tem sido uma das prioridades da deputada, que alerta para os riscos que os cigarros eletrônicos representam especialmente para jovens e adolescentes. Simona destaca que, apesar da proibição da Anvisa, o comércio desses produtos continua crescendo, aproveitando-se de aromas e sabores que criam a falsa percepção de serem menos prejudiciais à saúde. "Dá a percepção de que é melhor, de que não causa prejuízo à saúde, mas não é", alertou a deputada.

O projeto de lei apresentado por Simona propõe a criminalização da comercialização e publicidade dos dispositivos eletrônicos para fumar, com agravamento das penas quando o crime envolver menores de idade. A parlamentar argumenta que os custos com saúde pública decorrentes do tabagismo superam qualquer benefício econômico que a regulamentação poderia trazer, contrapondo-se a correntes que defendem a legalização controlada dos produtos.

Deputada relata PEC de reparação histórica com 175 assinaturas

Na área de justiça racial, a deputada atua como relatora de uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que cria um fundo de reparação e promoção da igualdade racial. A iniciativa, liderada pelo presidente da Bancada Negra, deputado Damião Feliciano, já conta com 175 assinaturas e tramita na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Simona enfatiza que a proposta visa corrigir desigualdades históricas que ainda colocam a população negra em situação de desvantagem socioeconômica.

"Tem que acabar com esse discurso de meritocracia diante de um país que foi o país que mais escravizou no mundo", declarou a deputada, lembrando que o Brasil continuou o tráfico negreiro por quase 30 anos após sua proibição legal. O fundo proposto busca incentivar o empreendedorismo negro, facilitar acesso ao crédito e promover oportunidades de emprego de melhor qualidade para essa população.

Gisela Simona defende diplomacia contra tarifas de Trump

Sobre as tensões comerciais com os Estados Unidos e as ameaças de tarifação impostas pelo presidente Donald Trump, Simona adotou tom diplomático, defendendo negociação para preservar a economia brasileira. A deputada, que representa um estado com forte agronegócio, alertou para os riscos de polarização política prejudicar discussões econômicas essenciais.

"A Câmara tem se manifestado no sentido que é preciso melhorar as nossas relações diplomáticas", afirmou, equilibrando defesa da soberania nacional com pragmatismo econômico.

Bancada Feminina cria pacote antifeminicídio contra impunidade

A pauta feminina permanece como eixo central do mandato de Simona, que se orgulha de ter relatado o "pacote antifeminicídio" que elevou para 40 anos a pena máxima para quem mata mulher por razões de gênero. A medida busca combater os altos índices de violência contra a mulher no Brasil, país que figura entre os que mais matam mulheres no mundo. A deputada destaca que a lei já está em vigor e representa importante avanço no combate à impunidade.

Além do endurecimento penal, Simona defende a necessidade de políticas públicas de acolhimento às vítimas de violência doméstica, envolvendo os três níveis de governo. A parlamentar argumenta que é preciso quebrar o ciclo de violência antes que ele culmine em feminicídio, através de redes de proteção mais eficazes e programas de prevenção.

A atuação da deputada reflete os desafios de representatividade na Câmara dos Deputados, onde as mulheres ainda são minoria apesar de constituírem a maioria do eleitorado brasileiro. Sua agenda legislativa demonstra como parlamentares podem articular diferentes pautas sociais de forma coerente, conectando questões de saúde pública, justiça racial e direitos das mulheres em uma visão integrada de transformação social.

Repórter Ralph Lichotti - Advogado e Jornalista, Editor do Ultima Hora Online e Jornal da República, Foi Sócio Diretor do Jornal O Fluminense e acionista majoritário do Tribuna da Imprensa, Secretário Geral da Associação Nacional, Internacional de Imprensa - ANI, Ex- Secretário Municipal de Receita de Itaperuna-RJ, Ex-Presidente da Comissão de Sindicância e Conselheiro da Associação Brasileira de Imprensa - ABI - MTb 31.335/RJ

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Por Ultima Hora em 18/07/2025
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