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Durante o 4º Fórum de Responsabilidade Social da Fundação Getúlio Vargas, Andréa Häggsträm, Diretora de Relações Institucionais da Aegea e Mestre em Administração Pública, participou de um painel dedicado à discussão sobre vulnerabilidade feminina e empregabilidade. A executiva destacou a importância de empresas privadas assumirem papel ativo na inclusão de mulheres em situação de vulnerabilidade social no mercado de trabalho.
"Quando chegamos num território, precisamos trazer prosperidade e incluir as mulheres é fundamental", afirmou Häggsträm durante sua participação no evento. A diretora enfatizou que as mulheres enfrentam dupla ou até tripla jornada de trabalho, o que torna essencial não apenas oferecer empregos, mas investir em capacitação profissional para garantir oportunidades de qualidade.
O debate abordou a persistente diferença salarial entre homens e mulheres no Brasil, problema que ainda representa um desafio significativo para o mercado nacional. Segundo a executiva, os índices de empregabilidade e remuneração feminina revelam um gap considerável que demanda ação coordenada entre empresários e poder público. "As mulheres precisam ser capacitadas para ascenderem a melhores posições e terem melhores salários", destacou.
A discussão também contemplou o fenômeno da "uberização" e "pejotização" das relações trabalhistas, tendências que têm impactado especialmente as trabalhadoras. Häggsträm defendeu que a capacitação profissional é fundamental para ampliar o leque de opções das mulheres no mercado, permitindo que escolham entre empreendedorismo ou vínculos empregatícios formais com maior autonomia e segurança.
O painel ganhou relevância adicional após declarações do ministro Flávio Dino sobre a intensificação da jornada de trabalho, incluindo o modelo "997" - das 9h às 21h, sete dias por semana. Diante desse cenário, a executiva ressaltou a necessidade de políticas públicas que considerem o "recorte de gênero", reconhecendo que mulheres tradicionalmente assumem responsabilidades de cuidado com familiares, filhos e pais idosos.
"As políticas públicas têm que ter um olhar para isso. A mulher precisa ter rede de apoio para poder se capacitar e buscar o mercado de trabalho, sempre com segurança para deixar seus filhos", concluiu Häggsträm. A diretora defendeu a criação de estruturas de apoio que permitam às mulheres conciliar desenvolvimento profissional com responsabilidades familiares.
O 4º Fórum de Responsabilidade Social da FGV reúne lideranças empresariais, acadêmicas e do poder público para debater estratégias de inclusão social e desenvolvimento sustentável. O evento destaca o papel crescente do setor privado na promoção de políticas de equidade de gênero e redução das desigualdades sociais.
A Aegea, empresa do setor de saneamento, tem desenvolvido programas de responsabilidade social voltados para comunidades onde atua, incluindo iniciativas específicas para capacitação e inserção de mulheres no mercado de trabalho. A participação da empresa no fórum reforça o compromisso corporativo com a agenda de desenvolvimento social e empoderamento feminino.

Repórter Ralph Lichotti - Advogado e Jornalista, Editor do Ultima Hora Online e Jornal da República, Foi Sócio Diretor do Jornal O Fluminense e acionista majoritário do Tribuna da Imprensa, Secretário Geral da Associação Nacional, Internacional de Imprensa - ANI, Ex- Secretário Municipal de Receita de Itaperuna-RJ, Ex-Presidente da Comissão de Sindicância e Conselheiro da Associação Brasileira de Imprensa - ABI - MTb 31.335/RJ
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Por Robson Talber
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