Assine nossa newsletter e fique por dentro de tudo que rola na sua região.
Competidores como Flora Dias e Antônio Filho trazem a força da culinária amazônica ao Rio Othon Palace enquanto o Brasil escolhe os chefs que irão representar o país na final mundial da International Catering Cup, na França.
A gastronomia brasileira em sua expressão mais ampla
Diretamente do Rio Othon Palace, no coração de Copacabana, o Brasil vive um momento histórico na alta gastronomia.
O Circuito Gourmet Internacional de Chefs, produção que vem movimentando o país desde 2009, reúne talentos nacionais e internacionais para uma imersão de três dias marcados por competições, aulas-show, trocas culturais e a seletiva mais aguardada da culinária brasileira: a etapa nacional da International Catering Cup (ICC), considerada mundialmente a “Copa do Mundo dos Chefs”.
O evento, co-realizado pela ABRACHEFS, Sebrae Nacional, Sebrae Amapá, Polo Gastronômico da Amazônia e projeto Chefs de Origem, reafirma a potência e a diversidade da gastronomia do país.
Como dizia a chef Fernanda Young, “cozinhar é contar histórias”. E é exatamente isso que o Circuito faz: conta, une e celebra o Brasil em seus diversos sabores.
A emoção da competição nas vozes de quem vive o desafio
Entre os destaques da seletiva está a dupla Flora Dias e Antônio Filho, representantes do Amapá, que chegaram ao Rio determinadas a levar a cozinha amazônica ao pódio.
Em entrevista ao Última Hora, Flora relatou que descobriu o concurso quando estava no Peru e decidiu unir a gastronomia amazônica à técnica contemporânea de Antônio. Desde então, já venceram duas etapas e afirmam que “o prêmio já é do Amapá”.
Antônio, por sua vez, reforça que ninguém sai igual após uma disputa como essa. “Crescemos muito desde a primeira prova. Viemos para ganhar. É foco, disciplina e amor pelo que fazemos.”
Um país com sabores infinitos: a mandioca como símbolo nacional
Ao serem questionados sobre um ingrediente que represente o Brasil, Antônio não hesitou: “A mandioca é o que mais traduz o país.” A afirmação encontra respaldo histórico: segundo o Instituto de Gastronomia Brasileira, a raiz está presente em mais de 70% das preparações tradicionais registradas entre povos originários e comunidades rurais.
A mandioca, chamada “a árvore da vida” por Câmara Cascudo, é um elo entre o passado e o futuro da culinária brasileira.
Flora reforça que o evento também é um desafio de convivência e aprendizado com chefs de diferentes regiões. “Estamos entre os melhores do Brasil. Só isso já é vitória. Mas amanhã será uma disputa difícil. Quem ganhar, é vitorioso.”
A missão da ABRACHEFS e a grandeza da culinária do país
Para a diretora de comunicação Mônica Campanhã, a missão da ABRACHEFS é dar visibilidade ao “Brasil continental”, expressão que, segundo ela, sintetiza a diversidade de ingredientes, técnicas e identidades culturais de norte a sul. “O mundo desconhece a grandeza da nossa gastronomia. E, muitas vezes, o brasileiro também. Mostrar isso ao público é encantador e necessário.”
O presidente da ABRACHEFS, chef Pedro Alex, destaca que o circuito nasceu em 2009 e cresceu ao ponto de atrair 31 chefs, 11 estrangeiros, numa edição que reforça a ancestralidade, a técnica e a inovação. Para ele, “a gastronomia é a nossa história contada pelo sabor”.
Uma experiência completa: concursos, aulas-show e networking
Além da seletiva nacional do ICC, a programação inclui concursos de Cozinha Brasileira, Cozinha Afetiva, Pizza Delivery, Bolos Artísticos e Coquetelaria, todos acompanhados pelo público por ordem de chegada.
Há ainda um espaço para expositores, novidade desta edição, reunindo marcas e produtos inovadores do setor.
Empresários interessados em apoiar o evento podem procurar a ABRACHEFS diretamente pelo site abrachefes.org ou pelas redes sociais oficiais. “A gastronomia brasileira é apaixonante, e o mundo está olhando para nós”, afirma Pedro Alex.
Olhos do mundo voltados para Lyon
A grande final do ICC, em Lyon, França, reunirá chefs de todos os continentes. As duplas selecionadas no Rio representarão não apenas seus estados, mas todo o país. Como disse Auguste Escoffier, “a cozinha é a arte mais antiga e mais moderna ao mesmo tempo”. E é essa modernidade com raízes profundas que o Brasil levará para a França.

Por Robson Talber @robsontalber
Repórter, Débora Barbosa @chefdeborabarbosa
Sigam e compartilhem o nosso Instagram @jornalultimahoraonline
Nenhum comentário. Seja o primeiro a comentar!