Eduardo Girão Pede Quebra de Sigilo da Esposa de Alexandre de Moraes na CPI do Crime Organizado

Eduardo Girão Pede Quebra de Sigilo da Esposa de Alexandre de Moraes na CPI do Crime Organizado

A atuação firme dos senadores que ainda levam a sério o Brasil começa a expor o que o sistema quer manter no escuro: Eduardo Girão (NOVO-CE) assina a ação na CPI do Crime Organizado pedindo a quebra de sigilo bancário e fiscal da esposa do ministro do STF, Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes.

Os senadores Girão e Magno Malta (PL-ES) protocolaram na última quinta-feira (29) o requerimento, que baseia-se em indícios graves envolvendo o Banco Master.

A instituição, que está no centro do maior escândalo financeiro da história do Brasil com um prejuízo de pelo menos R$ 41 bilhões, teria obtido vantagens para realizar suas fraudes a partir da contratação do escritório de Viviane de Moraes.

A firma da esposa de Moraes recebeu R$ 129 milhões supostamente para defender o banco.

Porém, não há evidências de que o escritório tenha representado o Master juridicamente em instituições federais, o que lembra o modus operandi clássico de organizações criminosas de colarinho branco.

“A República não se sustenta sobre relações pessoais, cargos ou sobrenomes, mas sobre transparência, legalidade e igualdade perante a lei”, afirmam os senadores no documento.

Quebra de sigilo da esposa de Alexandre de Moraes: as suspeitas contra o escritório de Viviane de Moraes

No centro da investigação está um contrato milionário firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes.

O acordo previa o pagamento de R$ 129 milhões em apenas três anos para a suposta defesa da instituição financeira junto ao Banco Central, Receita Federal, Congresso Nacional e outros órgãos de controle.

O detalhe que salta aos olhos: após ofícios enviados pelo gabinete de Eduardo Girão às instituições citadas, todas responderam que Viviane Barci de Moraes nunca atuou em favor do Banco Master junto a esses órgãos.

Ou seja, um contrato astronômico sem atuação comprovada: não faz o menor sentido. No requerimento, Girão e Malta são claros ao afirmar que a quebra de sigilo não tem caráter punitivo ou acusatório.

Trata-se apenas de um instrumento legítimo para identificar possíveis vínculos econômicos que indiquem tráfico de influência, favorecimento indevido ou ocultação de ilícitos.

A solicitação abrange o período de 1º de janeiro de 2024 a 1º de janeiro de 2026 e inclui todas as contas bancárias, investimentos e bens mantidos em instituições financeiras.

No campo fiscal, o pedido é ainda mais amplo: declarações de IR, movimentações com cartões de crédito, operações imobiliárias e registros financeiros detalhados.

O requerimento agora aguarda deliberação da comissão. O que está em jogo não é perseguição, como gostam de alegar os defensores do sistema, mas algo básico: ninguém está acima da lei.

Por Ultima Hora em 08/02/2026
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