Elias Menezes (Prefeito de Nepomuceno) ganha Moto Elétrica em sorteio como símbolo Verde da Transformação na Fundação do CIM-BR - Consórcio Interfederativo Multifinalitário dos Municípios do Brasil

Concentração de Recursos Federais desde os Anos 80 sufoca Cidades, denuncia Prefeito Mineiro

Elias Menezes recebe Símbolo Verde da Transformação na Fundação do Consórcio Nacional de Municípios

O Símbolo Verde da Transformação Administrativa

Elias Menezes, prefeito de Nepomuceno (MG), saiu da XXVII Marcha dos Prefeitos em Brasília com um prêmio simbólico que resume a agenda de inovação que o consórcio representa: uma moto elétrica. O presente não foi ocasional. Marcou o lançamento oficial do CIM-BR — Consórcio Interfederativo Multifinalitário dos Municípios do Brasil — que se posiciona como o maior e mais abrangente arranjo de cooperação interfederativa criado no país até agora.

A moto elétrica é emblemática. Representa transição tecnológica, economia de custos e sustentabilidade — exatamente o que Elias busca implementar em Nepomuceno. "Inclusive, em Nepomuceno nós estamos estudando a possibilidade de trocar a frota tradicional pela frota elétrica, não só pelos impactos ambientais, mas pelos impactos notadamente conhecidos e na economia, na diminuição de custos para as prefeituras," afirmou o prefeito durante a entrevista ao Jornal da República Última Hora.

O reconhecimento não é trivial. Simboliza que Elias é um dos líderes que compreende a urgência de inovação em gestão pública municipal — e que o CIM-BR, ao nascer, já o identifica como figura estratégica para sua expansão.

O CIM-BR: A Resposta Institucional para o Colapso Fiscal Municipal

O CIM-BR foi concebido como instrumento de escape para o dilema estrutural que sufoca municípios brasileiros: a concentração de recursos no âmbito federal acompanhada de transferência crescente de responsabilidades para o nível local.

Ao contrário de consórcios especializados (saúde, saneamento), o CIM-BR é multifinalitário — significa que pode atuar em qualquer área de interesse comum entre municípios, estados e União.

"Consórcios públicos são mecanismos para que governos municipais, estaduais e federais saiam da burocracia, atuem conjuntamente e possam destravar as amarras da administração pública para entregar mais e melhor para a população," explicou Elias durante a marcha. A inovação institucional do CIM-BR é sua natureza interfederativa: não congrega apenas municípios. Integra União, estados e municípios em uma estrutura única de governança.

Segundo informações divulgadas durante o lançamento em Brasília, o CIM-BR "pode servir a todos os estados" — ou seja, tem potencial de adesão nacional. É este o diferencial que o posiciona como "maior consórcio do Brasil": sua escala de alcance é federativa, não apenas regional como seus antecessores.

O Precedente Mineiro em Consórcios

Minas Gerais possui tradição consolidada em consórcios interfederativos. O CIMINAS reúne mais de 90 municípios, realiza mais de 100 credenciamentos e executa mais de 200 licitações compartilhadas — modelo que gera economia de escala ao agrupar compras públicas. Nepomuceno já participa de consórcios especializados, como o CONSANE (Consórcio Regional de Saneamento Básico).

A expertise mineira em cooperação municipal serviu como base para concepção do CIM-BR. Hemerson Máximo, uma das lideranças que tomou posse como Secretário-Geral do CIM-BR em maio de 2026, vem de trajetória consolidada em consórcios mineiros. A assembléia de fundação contou com delegações de múltiplos estados, incluindo Santa Catarina (CISAMUREL) e Rondônia (CINDERONDÔNIA — primeiro consórcio interfederativo multifinalitário criado no Brasil, em 2023).

A proposta do CIM-BR é ampliar este modelo de cooperação para alcance verdadeiramente nacional, permitindo que municípios de qualquer estado acessem os mesmos ganhos de economia de escala que Minas Gerais consolidou regionalmente.

A Concentração de Recursos Federais: Um Padrão de 40 Anos

Durante a marcha, Elias não poupou crítica à estrutura que o CIM-BR busca contornar. "É um cenário que a gente observa se agravar ao longo dos últimos anos e faço justiça não só o governo do PT, mas desde a década de 80, que é a concentração de recursos no âmbito federal," afirmou. A observação é precisa: desde a redemocratização brasileira, o padrão fiscal seguiu concentração crescente de receitas federais.

A União executava um movimento duplo: primeiro, reduz parcela de recursos compartilhados com estados e municípios (imposto de renda, IPI); segundo, eleva contribuições de apropriação exclusiva federal (CIDE, PIS, PASEP). O resultado é transferência permanente de receita do nível local para o federal, sem correspondência em responsabilidades.

"A União, cada vez que pode desapropria a parcela de recursos que é compartilhado com os estados e municípios," descreveu Elias o mecanismo.

Essa concentração não é acidente administrativo. É resultado de decisões legislativas deliberadas — aprovadas por congressistas que representam municípios mas votam contra interesses municipais quando pressões federais crescem.

Por isso Elias enfatizou: "É preciso revisar o pacto constitucional a bem dos municípios que estão tão combalidos, infelizmente."

O Apelo Silencioso por Emenda Constitucional

Apesar de candidatos presidenciáveis em 2026 — Flávio Bolsonaro (PL), Romeu Zema (ex-governador), Alkmin (representando Lula), Caiado — terem "assumido compromisso com os municípios das pautas voltadas ao pacto federativo," Elias deixou clara uma advertência: "Os candidatos parecem, pelo menos em discurso, estar sintonizados com a distribuição de recursos, mas é preciso, independente de quem vence as eleições, mas sobretudo observando as eleições parlamentares de quem legisla no parlamento, revisar o pacto constitucional."

A mensagem é direta: promessas presidenciais valem pouco. O Congresso Nacional é que decide se altera ou preserva a concentração fiscal. Uma emenda constitucional que redefina compartilhamento de receitas exige 3/5 da Câmara e do Senado — maioria que nenhum presidente pode garantir sozinho.

Os consórcios, portanto, não resolvem o problema estrutural. São ferramentas de eficiência — permitem que prefeitos façam mais com menos através de compras e execução compartilhadas. Mas não substituem financiamento adequado nem alteram a distribuição de receitas que origina a crise municipal.

Nepomuceno: Economia Cafeeira e Inovação Institucional

Nepomuceno integra a região sul-mineira de tradição cafeeira. Aproximadamente 33% da economia municipal provém do agronegócio, principalmente café de alta qualidade.

Em 2016, era o 15º maior produtor de café do país — posição conquistada através de cooperação entre pequenos e médios produtores que investem em qualidade de grão e marcas próprias.

Essa expertise em cooperação agrícola é transferível à administração pública. Elias compreende que assim como pequenos cafeicultores ganham escala ao se associarem, pequenos municípios ganham eficiência fiscal ao integrarem consórcios. O município também estruturou Festival Nacional do Café — iniciativa que valoriza tanto a cultura local quanto a cadeia produtiva.

A transição para mobilidade elétrica que Elias estuda — simbolizada pela moto recebida durante o lançamento do CIM-BR — reflete padrão de inovação também presente na economia local: produtores rurais que adotam tecnologia para reduzir custos e aumentar sustentabilidade.

A União de Vereadores como Força de Pressão

Durante a marcha, Elias participou de reunião estratégica com a União dos Vereadores de Minas Gerais. A presença desse segmento é crucial: vereadores representam "a ponta" da administração municipal, onde pressões populares se traduzem em demandas legislativas ao prefeito. "Os vereadores que representam a população na ponta, que indicam o prefeito onde ele deve atuar, tratando de temas essenciais como consórcios públicos," afirmou Elias.

Quando vereadores pressionam em favor de reformas que beneficiem municípios — como implementação de consórcios ou revisão do pacto federativo — amplificam legitimidade política da demanda. Não é apenas agenda de prefeitos. É anseio de toda estrutura municipal, do legislativo local até a cúpula do executivo.

Sobre Nepomuceno

Localizado no sul de Minas Gerais, Nepomuceno é município de aproximadamente 20 mil habitantes com economia baseada em café de alta qualidade. Participa de consórcios públicos como CONSANE (saneamento básico) e estruturou Festival Nacional do Café para valorizar produção local. Sob liderança de Elias Menezes, investe em transição energética para mobilidade elétrica e cooperação interfederativa através do CIM-BR.

Sobre o CIM-BR (Consórcio Interfederativo dos Municípios do Brasil) da qual a prefeita participou da fundação

O consórcio público é uma forma de cooperação entre entes federativos – municípios, estados e a União – para a gestão compartilhada de serviços e políticas públicas.

Eles permitem que diversas administrações trabalhem juntas, unindo esforços e recursos para oferecer serviços de maior qualidade e eficiência à população. Sendo um Consórcio Nacional, unifinatirário e multifinalitário vai atender melhor a centenas de Municípios Brasileiros.

Objetivos e Atuação do CIM-BR

Escopo Multifinalitário: Diferente de consórcios focados em apenas um setor, o CIM-BR é estruturado para atuar em múltiplas frentes de interesse público, englobando saúde, infraestrutura, desenvolvimento econômico e eficiência administrativa.
Fortalecimento Interfederativo: Unir municípios para aumentar o poder de negociação e a representatividade política junto aos governos estadual e federal.

Governança e Compliance: Modernizar a administração pública, trazendo transparência e eficiência técnica para as prefeituras.
Segurança Jurídica: Busca apoiar prefeitos na elaboração de projetos complexos, reduzindo burocracias e melhorando o poder de compra e licitações compartilhadas.

Representatividade: A entidade atua de forma a integrar os municípios, permitindo que até pequenas cidades tenham acesso a economias de escala e novas tecnologias

Criado com base na Lei Federal nº 11.107/2005, o consórcio público pode atuar em diversas áreas, como saúde, meio ambiente, infraestrutura, saneamento, desenvolvimento econômico, tecnologia e gestão de resíduos sólidos.

Repórter Ralph Lichotti - Advogado e Jornalista, Editor do Ultima Hora Online e Jornal da República, Foi Sócio Diretor do Jornal O Fluminense e acionista majoritário do Tribuna da Imprensa, Secretário Geral da Associação Nacional, Internacional de Imprensa - ANI, Ex- Secretário Municipal de Receita de Itaperuna-RJ, Ex-Presidente da Comissão de Sindicância e Conselheiro da Associação Brasileira de Imprensa - ABI - MTb 31.335/RJ

Por Robson Talber @robsontalber 

Notícias exclusivas e ilimitadas.

O JR Online reforça o compromisso com o jornalismo profissional e de qualidade.

Nossa redação produz diariamente informação responsável e que você pode confia.

Fontes

Transcrição de entrevista concedida por Elias Menezes, prefeito de Nepomuceno (MG), ao Jornal da República — Última Hora, durante a 27ª Marcha dos Prefeitos em Brasília, realizada em maio de 2026. Informações sobre CIM-BR (Consórcio Interfederativo Multifinalitário dos Municípios do Brasil) conforme divulgação institucional durante assembleia geral de fundação em Brasília, maio de 2026. Dados sobre consórcios interfederativos conforme Lei nº 11.107/2005, documentação da Confederação Nacional de Municípios (CNM) e informações de consórcios estaduais (CIMINAS, CINDERONDÔNIA, CISAMUREL). Informações sobre economia de Nepomuceno obtidas em banco de dados do IBGE (2016) e documentação sobre cafeicultura no sul de Minas Gerais. Referências ao CONSANE conforme publicações oficiais da Prefeitura Municipal de Nepomuceno.

#EliasMenezes #NepomucenMG #CIMBRConsórcioInterfederativo #MarchadosPrefeitos #PactofederlativoBrasileiro #MotoElétrica #ConsorciospublicosMultifinalitários #CaféMinas #InóvacaoEmgestãoPública #CriseOrçamentariaMunicipal

Por Ultima Hora em 22/05/2026
Aguarde..