Entre a Honra e a Omissão - O Futuro das Forças Armadas Brasileiras

Entre a Honra e a Omissão - O Futuro das Forças Armadas Brasileiras

Por Walter Felix Cardoso Jr

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O povo brasileiro já suportou crises, injustiças e tragédias, mas hoje assiste, perplexo, ao papel degradante que o Exército vem desempenhando nesta fase decisiva da nossa história. A Força Terrestre vive uma divisão silenciosa — não entre esquerda e direita, mas entre militares da ativa e veteranos de alta patente.

De um lado, há quem busque alinhamento com os Estados Unidos, na tentativa de evitar uma guinada à esquerda semelhante à venezuelana. De outro, uma ala apática, presa ao “piloto automático” das rotinas diárias, incapaz de reagir à altura. No meio desse impasse, a propaganda “bolsonarista” ainda ecoa, alimentando ilusões perigosas: o alívio de não obedecer a Lula, mas a supostos emissários de Trump, e a esperança difusa de que “alguém, enfim, fará algo”.

A verdade é que o Brasil atravessa um dos momentos mais críticos de sua existência. Nunca precisamos tanto de um Exército honesto, justo, patriota e preparado para as verdadeiras demandas do povo. As ameaças não vêm mais de campos de batalha declarados, mas de ataques ideológicos e globais que corroem valores fundamentais e minam nossa soberania.

Para recuperar sua dignidade, a Força Terrestre precisa enfrentar um duro tratamento moral: expurgar aqueles que erraram vergonhosamente nos últimos anos e que feriram a confiança da Nação. Pessoas passam, mas as instituições permanecem — e podem se regenerar, se houver coragem.

A covardia institucional, a submissão política e a descrença popular já empurraram o país além do ponto de retorno seguro. Não podemos aceitar a mediocridade como destino permanente. Algo precisa — e vai — acontecer. Que Deus nos ajude.

 

Por Ultima Hora em 10/08/2025
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