Evento no Rio defende energia nuclear como soberania estratégica

Foram investidos R$ 40 bilhões em novas usinas que vão gerar cerca de 1007 megawatts, um valor muito acima dos R$ 25 bilhões necessários para concluir Angra 3 que teria capacidade de gerar 1400 megawatts, afirma Julio Lopes, presidente da Frente Parlamentar de Energia Nuclear

Evento no Rio defende energia nuclear como soberania estratégica

Na abertura do evento Nuclear Summit 2026, na Firjan, o presidente da Frente Parlamentar de Energia Nuclear, deputado Julio Lopes (PP), deixou claro a necessidade dos pré-candidatos a Presidência da República se posicionarem ou terem preparado algum projeto em relação ao uso da energia nuclear.

Ele afirma ainda que esse é o momento para que o setor cobre dos políticos esses projetos. Para ele, se faz necessário uma maior mobilização política e institucional para que essa fonte de energia do país seja cada vez mais fortalecida, o que irá garantir através de decisões estratégicas a expansão da energia nuclear

 - A energia nuclear é uma energia pura e limpa. Mas é preciso que se tenha atenção nos leilões de capacidade de usinas térmicas a gás realizados pelo Ministério de Minas e Energia. Para se ter uma ideia, foram investidos  R$ 40 bilhões em novas usinas que vão gerar cerca de 1007 megawatts, um valor muito acima dos R$ 25 bilhões necessários para concluir Angra 3, que seria capaz de gerar cerca de 1400 megawatts. Investiram R$ 15 bilhões a mais em energia que vão render muito menos, isso sem falar no custo mensal que em Angra 3 seria R$ 650,00 por terminal, enquanto as novas usinas custariam R$ 700,00 por terminal. O problema de Angra 3, terceira maior usina nuclear do Brasil, não é dinheiro; o que falta é vontade política e determinação. Seria muito mais barato e apropriado investir em Angra 3, porque geraria uma enorme economia para milhões de consumidores - disse.

 Julio afirmou ainda que existe a necessidade de uma grande mobilização institucional e política para fortalecer essa fonte de energia, inclusive com a criação de um grupo de trabalho por representantes do setor destacando a necessidade de novas  estratégias que irão garantir o crescimento da energia nuclear, seja no setor privado e militar.

 - Com o Projecto One já estruturado pelo BNDES, onde a energia futura pagaria a obra como ocorreu com Itaipu, creio que não haveria como não terminar a obra. A continuidade dessa obra é de fundamental importância para a segurança energética do país - afirmou o parlamentar.

RESULTADOS DO LRCAP 2026 NO RJ

Usinas Novas:
2028: Nova Era Piraí (Natural Energia) - 180 MW
2028: Porto Norte Fluminense I D e C (Eneva) - 122 MW
2029: Porto Norte Fluminense II C e B (Eneva) - 238 MW
2029: Tupã (GPE) - 176 MW
2031: Porto Norte Fluminense II B (Eneva) - 291 MW

Total: 1007 MW
Receita Total: R$ 40 bilhões

Existentes recontratadas:

2026: Santa Cruz (J&F) - 500 MW
2026: Seropédica (Petrobras) - 360 MW
2026: Norte Fluminense (EDF) - 826 MW
2027: Termomacaé (Petrobras) - 900 MW
2028: Porsud I (KPS) - 116 MW
2028: Porsud II (KPS) - 78 MW
2028: Karkey 013 (KPS) - 258 MW
2028: Karkey 019 (KPS) - 115 MW
Total: 3156 MW
Receita Total: R$70 bilhões

Por Ultima Hora em 25/03/2026
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