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Carol, que é irmã da atual prefeita de Japeri, Fernanda Ontiveros, vem se destacando como uma das novas vozes políticas da região e busca consolidar seu nome com pautas voltadas para desenvolvimento, fortalecimento dos municípios e união regional.
No entanto, junto ao anúncio do apoio, ressurgiram debates importantes sobre o histórico administrativo de Gelsinho em Mesquita, marcado por críticas, controvérsias e desgaste público.
Gestão marcada por desgaste e rejeição pública em Mesquita
Durante seu mandato entre 2013 e 2016, Gelsinho acumulou uma série de críticas da população e da imprensa regional. Em reportagem recente, o próprio ex-prefeito admitiu que buscava “mudar a imagem que deixou” na cidade, reconhecendo o desgaste após sua administração.
Seu governo ficou marcado por:
• Ausência de obras relevantes e falta de investimentos estruturais, deixando bairros abandonados;
• Problemas crônicos na saúde, com déficit de médicos, demora em atendimentos e falta de manutenção;
• Irregularidades na coleta de lixo e interrupção de serviços básicos, especialmente no fim da gestão;
• Falhas administrativas que travaram o atendimento ao cidadão e prejudicaram o funcionamento da máquina pública.
Esse cenário contribuiu diretamente para sua derrota nas eleições de 2016 e para a necessidade de reorganização administrativa por parte da gestão seguinte.
Contas reprovadas e candidatura barrada pela Justiça Eleitoral
Um dos pontos mais emblemáticos do legado de Gelsinho foi a reprovação de suas contas pela Câmara Municipal de Mesquita, situação que gerou desdobramentos jurídicos importantes.
Quando tentou voltar ao cargo em 2024, sua candidatura foi indeferida pela Justiça Eleitoral, com base justamente nas irregularidades detectadas durante seu mandato.
O Ministério Público Eleitoral emitiu parecer desfavorável, reforçando a gravidade dos problemas administrativos ocorridos na época.
A decisão repercutiu amplamente e consolidou a percepção pública de que sua gestão deixou mais problemas do que avanços.
Caos no fim da gestão: atrasos salariais e paralisação de serviços
Relatórios e matérias da época apontam que, após perder as eleições de 2016, a situação da cidade se agravou. Entre os problemas relatados:
• interrupção da coleta de lixo,
• atraso de pagamentos a servidores e terceirizados,
• falta de manutenção básica e limpeza urbana,
• protestos de trabalhadores prejudicados,
• bairros inteiros sem serviços essenciais.
Esse cenário reforçou a imagem de abandono e instabilidade administrativa, gerando forte rejeição popular.
Apoio a Carol Ontiveros reacende debates na Baixada Fluminense
É nesse contexto que o apoio de Gelsinho à candidatura de Carol Ontiveros, irmã da prefeita de Japeri, ganha destaque.
Carol vem defendendo a união de forças para fortalecer a Baixada Fluminense e valorizar lideranças locais. Seu discurso tem foco na renovação e na representação regional, especialmente no que diz respeito ao papel das mulheres na política.
Mas, para parte da população, a associação ao ex-prefeito reacende questionamentos importantes sobre alianças, coerência política e responsabilidade com o legado administrativo de cada liderança.
Para outros, o gesto é visto como parte comum dos movimentos estratégicos de pré-campanha.
O impacto dessa aliança na disputa pela Alerj
Com a disputa se aproximando, a movimentação tende a repercutir tanto em Mesquita quanto em Japeri, onde Fernanda Ontiveros, irmã de Carol, conduz uma gestão que ganhou peso na região.
Resta saber como a população da Baixada Fluminense interpretará essa aliança:
um reforço político ou um ponto de desgaste para a pré-candidata?
O certo é que o cenário está aquecido — e cada gesto no tabuleiro político terá impacto direto na corrida rumo à Assembleia Legislativa.
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