Favelivro chega à 50ª biblioteca comunitária no Rio e reforça o papel da leitura nas favelas

No ano em que o Rio de Janeiro recebe o título de Capital Mundial do Livro, concedido pela Unesco e em vigor desde ontem, uma iniciativa nascida nas periferias da cidade ganha ainda mais relevância.

Favelivro chega à 50ª biblioteca comunitária no Rio e reforça o papel da leitura nas favelas

Criado por dois amigos e mantido de forma voluntária, com apoio de doações, o projeto Favelivro está prestes a alcançar uma marca simbólica: 50 bibliotecas comunitárias instaladas em comunidades do Rio, da Zona Oeste à Zona Sul, ao longo dos últimos cinco anos.

A 49ª unidade será inaugurada no próximo dia 17 de maio, em Marechal Hermes, na salinha de um projeto social da comunidade do Muquiço. A atriz Patrícia Pillar será a madrinha do espaço. Já a 50ª biblioteca abrirá as portas em junho, em Madureira, também dentro das instalações de um projeto social. Esta levará o nome do jornalista Edimilson Ávila, da TV Globo. O Vidigal está entre as próximas comunidades a receber uma unidade do Favelivro, que já se expandiu também para a Baixada Fluminense e outras áreas da Região Metropolitana.

As bibliotecas geralmente nascem de um desejo coletivo dos próprios moradores, que sugerem o local ideal para a instalação — como uma sala ociosa em associações de moradores, igrejas, sedes de projetos sociais ou até uma garagem residencial. Cada espaço é montado com pelo menos 500 livros, além de mobiliário básico, tudo obtido por meio de doações.

A escolha do nome da biblioteca também vem da comunidade, que costuma homenagear personalidades públicas, como artistas e jornalistas. Os padrinhos e madrinhas ajudam a atrair atenção para o projeto e fortalecem a presença da cultura e da educação nas favelas.

Por Maicon Salles

 

Por Falando de Baixada Fluminense em 25/04/2025
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