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Um relatório afirma que mais da metade dos servidores em uma série de secretarias do governo carioca eram, na realidade, funcionários fantasma.
A apuração foi feita pela Controladoria Geral do Estado e do Gabinete de Segurança Institucional e divulgada pela Rede Globo.
O pior caso identificado foi o da Secretaria de Trabalho e Renda, onde 78% dos cargos de confiança eram ocupados por fantasmas. Outras secretarias estavam, em condições parecidas:
Esporte e Lazer (75% de funcionários fantasmas);
Turismo (73% de funcionários fantasmas);
Ciência e Tecnologia (65% de funcionários fantasmas);
Agricultura (65% de funcionários fantasmas);
Assistência Social (59% de funcionários fantasmas);
Casa Civil (58% de funcionários fantasmas).
Os desvios investigados até o momento chegaram a custar mais de R$17 milhões por mês aos cofres públicos.
Vale destacar que até o momento, o relatório contou com informações de apenas 20 dos 78 órgãos.
A auditoria continua e outras estruturas do governo estadual também deverão passar por um pente fino.
Desde o início do governo interino, após a renúncia de Cláudio Castro em março, mais de 4 mil pessoas foram demitidas. A expectativa é de que o número chegue a 6 mil até o final do ano.
Além dos funcionários fantasma, o governo também está investigando contratos sem licitação avaliados em valores superiores a R$1 milhão.
O que disse Cláudio Castro?
Cláudio Castro respondeu com uma nota ao portal G1 na qual disse que esses cargos são ocupados por indicações dos responsáveis pelas pautas. Leia completo abaixo:
"O ex-governador Cláudio Castro esclarece que a nomeação, a distribuição de funções e o acompanhamento direto dos servidores comissionados são responsabilidades dos secretários e das chefias de cada pasta.
Por isso, causa estranheza que algumas das pastas citadas no levantamento continuem sob os mesmos titulares na atual gestão. Se houvesse indícios amplos de irregularidades estruturais, seria incoerente manter esses mesmos gestores à frente das secretarias.
Apontamentos dessa natureza devem ser analisados com responsabilidade, a partir de dados individualizados e procedimentos formais de apuração. Exonerações e revisões administrativas são comuns em mudanças de gestão e não indicam, por si só, comprovação automática de irregularidade.
Cláudio Castro reafirma seu compromisso com a atuação dos órgãos de controle e com a apuração de qualquer situação concreta, defendendo a responsabilização individual nos casos eventualmente comprovados".
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