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A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira, a quinta fase da Operação Unha e Carne para apurar indícios de um esquema de lavagem de dinheiro ligado à nova cúpula do jogo do bicho e possíveis repasses a integrantes dos Poderes Executivo e Legislativo do Estado do Rio. Na ação, os agentes cumprem três mandados de prisão preventiva e 14 de busca e apreensão.
Entre os alvos estão o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) Rodrigo Bacellar, o contraventor Adilsinho — ambos já presos — e o pastor Márcio Poncio, preso pela manhã no flat do Gran Hyatt, na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio. Também é alvo da operação Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral, contra quem a PF cumpre apenas mandado de busca e apreensão.
Quem são os alvos
Márcio Poncio é pastor e empresário do ramo do tabaco. Pai da deputada estadual Sarah Poncio (Solidariedade-RJ) e do cantor Saulo Poncio, ele costuma destacar nas redes sociais tanto sua atuação religiosa quanto seu papel como “patriarca da família Poncio” e membro da Igreja da Nuvem. Sua trajetória empresarial no setor de cigarros lhe rendeu o apelido de “pastor do cigarro”.
Outro alvo é Marco Antônio Cabral, advogado, ex-deputado federal e ex-secretário estadual de Esporte do Rio de Janeiro durante o governo de Luiz Fernando Pezão. Filho do ex-governador Sérgio Cabral, foi filiado ao MDB por 18 anos, partido pelo qual iniciou sua trajetória política, e neste ano é pré-candidato para uma vaga na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) pelo partido da Sarah Poncio, o Solidariedade. Também ocupou cargo na assessoria da Presidência da Alerj, na gestão de Bacellar, onde atuou na interlocução com prefeitos e vereadores. Esta não é a primeira vez que um filho do ex-governador Sérgio Cabral tem o nome associado a investigação.
O ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, foi preso em dezembro na primeira fase da operação da Polícia Federal por suspeita de vazamento na operação que prendeu o deputado Thiego Raimundo dos Santos, o TH Joias. Na terceira fase da operação Bacellar, foi preso novamente no âmbito do caso Ceperj, após denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
Bacellar foi secretário de Estado do governo do Rio de Janeiro e atualmente é deputado estadual. Nas eleições de 2018, concorreu a deputado estadual pelo Solidariedade e foi eleito com 26.135 votos.
Nesta quinta-feira, o ex-presidente da Alerj foi encaminhado a uma unidade da Polícia Federal carregando uma Bíblia King James (KJV), na edição em letra “ultragigante”, versão de luxo. Ele será transferido para um presídio federal.
Já Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, é um bicheiro conhecido das autoridades de segurança cariocas. Preso em fevereiro deste ano, o contraventor controla a fabricação e a venda de cigarros ilegais na Região Metropolitana do Rio e, hoje, já expande seus negócios ilegais para outros estados.
Sua prisão foi conduzida pela operação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco/RJ), com atuação da Polícia Federal e da Polícia Civil. Ele foi capturado em uma residência em Cabo Frio, na Região dos Lagos, após trabalho de inteligência.
Com informações do Globo
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