Governador estuda deixar o PL após divergências sobre candidato e busca apoio no Centrão para 2026 e PL pode perder sua hegemonia e 2 vagas cativas no senado

Castro articula sucessão no Guanabara em meio a impasse partidário

Governador estuda deixar o PL após divergências sobre candidato e busca apoio no Centrão para 2026 e PL pode perder sua hegemonia e 2 vagas cativas no senado

Castro articula sucessão no Guanabara em meio a impasse partidário

O governador Cláudio Castro (PL) realizou nesta segunda-feira (9) uma reunião estratégica no Palácio Guanabara com seus principais aliados para definir os rumos da sucessão estadual. O encontro expôs um impasse interno que pode resultar na saída do governador do Partido Liberal e sua migração para uma legenda do Centrão.

Disputa interna divide aliados

A divergência central gira em torno da escolha do candidato governista. Castro defende a indicação de Nicola Miccione, atual chefe da Casa Civil, para o mandato-tampão.

No entanto, o PL demonstra preferência por Douglas Ruas, deputado estadual licenciado e secretário das Cidades.

A resistência ao nome de Miccione, que também parece que já tem apoio de Eduardo Paes, não por acaso parte principalmente do senador Flávio Bolsonaro, que disputará a Presidência da República em outubro e considera o palanque com Ruas mais estratégico para suas pretensões nacionais.

Mudança partidária como alternativa

Diante do impasse, Castro avalia deixar o PL e migrar para um partido do Centrão, como o Progressistas (PP) que está federado com o União Brasil, levando consigo seu grupo político.

A estratégia visa garantir maior autonomia na escolha do sucessor e fortalecer sua base de apoio para a disputa ao Senado Federal. O governador deve deixar o cargo até abril para se candidatar à Casa Alta do Congresso Nacional.

Fortalecimento político após operações de segurança

A posição de Castro se fortaleceu significativamente após as operações de segurança pública realizadas nos Complexos da Penha e do Alemão, em outubro passado. As ações repercutiram positivamente nas pesquisas de opinião, aumentando seu capital político e influência nas negociações internas. Esse cenário favorável reforça sua determinação em indicar Miccione como sucessor, mesmo enfrentando resistências partidárias.

Negociações em andamento

A decisão final sobre o candidato deveria ser tomada em reunião entre Castro, Flávio Bolsonaro e Altineu Côrtes, presidente estadual do PL. Contudo, as articulações indicam que Bolsonaro e Côrtes tendem a apoiar Douglas Ruas. Castro chegou a ameaçar desistir da candidatura ao Senado caso não consiga emplacar Miccione, mas analistas políticos consideram essa possibilidade remota.

Cenário de pacificação no horizonte

O xadrez político fluminense pode encontrar uma solução através da vaga surgida no Tribunal de Contas do Estado (TCE). A indicação de Marcelo Delaroli para o órgão abriria espaço para Douglas Ruas na sucessão, pacificando as disputas internas do PL.

Essa articulação permitiria a Castro manter sua influência no grupo enquanto busca consolidar sua candidatura ao Senado Federal.

Se confirmar a saída de Castro, a Federação União Progressista (UPb), formada por União Brasil e Progressistas (PP) pode ter dois candidatos, Canella e Castro, considerando que duas candidaturas, a de Crivella e da Benedita da Silva estão cogitadas também como favoritos, o PL que vem a 3 eleições ocupando todas as vagas disponíveis para o Rio no Senado, devem ficar de fora em 2026.

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Por Ultima Hora em 10/02/2026
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