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Sem nunca terem assumido, ambos podem ocupar cadeiras na Câmara de Nova Iguaçu; nos bastidores jurídicos, definição é esperada até o fim de março
O tempo da Justiça virou pauta política em Nova Iguaçu. Enquanto decisões semelhantes já avançaram em outros estados, o caso envolvendo suspeitas de fraude à cota de gênero nas eleições municipais de 2024 segue em compasso de espera no Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro — pelo menos oficialmente.
Nos bastidores jurídicos, no entanto, o clima é outro: a expectativa é de que o processo seja finalmente resolvido até o fim deste mês de março.
A pressão aumenta na mesma medida em que cresce a comparação com o que aconteceu em São Paulo. Lá, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo já decidiu: cassou mandatos, anulou votos e redesenhou a composição da Câmara após identificar candidaturas femininas fictícias usadas apenas para cumprir a cota legal.
Em Nova Iguaçu, o roteiro é parecido — mas ainda sem o capítulo final.
Um ponto importante: Marquinho do Chapéu e Rodrigo Luiz nunca chegaram a assumir cadeiras no Legislativo. Desde que as denúncias foram formalizadas junto ao Ministério Público Eleitoral e ao próprio TRE-RJ, os dois aguardam o desfecho do processo para que a lei produza seus efeitos.
E esses efeitos são claros.
Caso a Justiça reconheça a fraude e determine a anulação dos votos dos partidos envolvidos, será feita uma nova totalização eleitoral. É nesse cenário que ambos entram: com a recontagem, passam a ter direito de assumir as cadeiras hoje ocupadas por vereadores eleitos sob questionamento judicial.
Ou seja, não é uma hipótese política — é uma consequência direta da decisão que está para sair.
A demora, porém, incomoda. Com parecer já apresentado pelo Ministério Público Eleitoral, a ausência de uma decisão definitiva mantém a Câmara sob sombra de instabilidade e alimenta a cobrança por uma resposta rápida.
Nos bastidores, a leitura é de que o tribunal já tem elementos suficientes para encerrar o caso. Falta transformar expectativa em sentença.
Até lá, a cidade acompanha.
De um lado, mandatos que podem cair. Do outro, nomes que aguardam para assumir. No centro disso tudo, a credibilidade do processo eleitoral.
Março caminha para o fim — e, com ele, a promessa de uma definição.
O povo segue atento.
Por: Arinos Monge
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