MTV encerra canais de videoclipes e mantém no ar emissora original

Grupos musicais como MTV 80s, 90s e Live saem do ar no Brasil e vários outros países

MTV encerra canais de videoclipes e mantém no ar emissora original

Com o encerramento de 2025, a MTV desativou, nesta quarta-feira (31), diversos canais dedicados exclusivamente à exibição de videoclipes 24 horas por dia. A decisão marcou o fim de uma era para fãs da programação musical contínua.

Além do Brasil, os canais MTV Music, MTV 80s, MTV 90s, Club MTV e MTV Live deixaram de ser transmitidos em países como Estados Unidos, Irlanda, França, Alemanha, Áustria, Polônia, Hungria e Austrália.

A informação foi divulgada inicialmente pelo site Deadline, que acompanhou o encerramento das transmissões em diferentes mercados internacionais.

O último clipe exibido e o simbolismo do fim

Segundo o Deadline, o último vídeo exibido no canal americano foi o mesmo que inaugurou a MTV nos anos 1980: “Video Killed the Radio Star”, da banda The Buggles, considerado um marco da história da música e da televisão.

A escolha do clipe reforçou o caráter simbólico do encerramento dos canais dedicados exclusivamente aos videoclipes, formato que ajudou a consolidar a identidade da emissora ao longo de décadas.

Apesar das mudanças, a MTV original não foi afetada e segue no ar com sua programação regular, que hoje inclui realities, séries e conteúdos de entretenimento.

Silêncio da emissora e mudanças no mercado musical

De acordo com a revista Rolling Stone, nem a MTV nem sua controladora, a Paramount, divulgaram explicações oficiais sobre os motivos que levaram ao encerramento simultâneo de vários canais musicais.

Especialistas apontam que a decisão reflete transformações no consumo de música, com artistas e gravadoras priorizando plataformas digitais e redes sociais em vez de investir grandes orçamentos na produção de videoclipes tradicionais.

O fim desses canais reacende o debate sobre o papel do videoclipe na indústria musical atual e sobre como a MTV vem se reinventando em um cenário dominado pelo streaming e pelo consumo sob demanda.

Por Ultima Hora em 01/01/2026
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