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Enquanto municípios como Indiana, no interior de São Paulo, já tomaram decisões duras contra fraudes nas cotas de gênero — como a recente cassação de quatro vereadores por candidaturas femininas fictícias do PL e Republicanos —, Nova Iguaçu vive uma situação completamente oposta. Aqui, os processos seguem parados, em segredo de Justiça, e sem previsão de decisão, gerando desconfiança e revolta entre políticos e eleitores.
Na cidade paulista, a Justiça Eleitoral anulou os votos dos partidos envolvidos e cassou os mandatos, cumprindo o que determina a lei e respeitando a Súmula 73 do TSE, que já virou referência nesses casos. Já em Nova Iguaçu, mesmo com ações semelhantes em andamento, o Judiciário parece ter pisado no freio.
O juiz responsável pela 156ª Zona Eleitoral de Nova Iguaçu, Gustavo Quintanilha Telles de Menezes, é quem conduz os processos que apuram supostas fraudes nas cotas de gênero nas eleições de 2024. Entre os casos mais falados, estão os que envolvem o suplente Marquinho do Chapéu (PDT), em que o Ministério Público Eleitoral aponta indícios de candidaturas "laranjas" para burlar a obrigatoriedade de 30% de candidatas mulheres.
Dois processos chamam atenção:
Apesar da gravidade das acusações, os processos seguem em sigilo e sem movimentações relevantes há meses. A ausência de decisões — ainda mais quando cidades vizinhas e outras zonas eleitorais do Brasil já concluíram julgamentos semelhantes — levanta suspeitas sobre um possível conflito de interesses dentro da própria Justiça Eleitoral local.
A morosidade também esbarra na legislação. A Súmula 73 do TSE é clara: basta comprovar que houve fraude em ao menos uma candidatura feminina para que toda a chapa seja anulada. Ou seja, a decisão deveria ser mais objetiva e célere, o que não vem acontecendo em Nova Iguaçu.
Enquanto isso, políticos e a sociedade civil aguardam respostas. Afinal, a demora não só compromete a confiança no processo eleitoral, mas coloca em dúvida a lisura das eleições de 2024. E como diz o ditado popular: “Justiça que tarda, falha.”
Por: Arinos Monge.
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