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Avaliado em R$ 1,69 bilhão, o empreendimento é considerado estratégico para o abastecimento de água da região metropolitana e, por isso, atrai não apenas atenção técnica, mas também interesses políticos e econômicos.
Apesar da magnitude e da urgência da obra, o processo licitatório já foi suspenso diversas vezes desde sua publicação. O impasse tem provocado desconforto no Palácio Guanabara e acendido o alerta entre auxiliares próximos do governador Cláudio Castro. Afinal, com todas as condições favoráveis, por que o projeto não avança?
Nos bastidores, crescem os rumores de que a paralisia pode ter menos a ver com questões técnicas e mais com disputas de bastidores. Embora oficialmente se fale em dificuldades operacionais na formatação do edital, fontes ouvidas sob reserva apontam para a possível atuação de um grupo com interesses divergentes da atual gestão.
Esse grupo, segundo interlocutores do setor, seria ligado ao diretor responsável pelo processo e composto por ex-funcionários da própria Cedae. E mais: estaria alinhado a um projeto político alternativo — o do prefeito do Rio e pré-candidato ao governo do estado, Eduardo Paes.
A hipótese de “fogo amigo” já circula entre aliados do governador, que veem no atraso da licitação uma tentativa deliberada de travar uma obra simbólica da atual gestão. A suspeita é que o andamento do Novo Guandu esteja sendo usado como moeda política — e que a liberação dos recursos esteja condicionada a uma mudança no cenário eleitoral.
Se confirmada a articulação, o governador terá um dilema: manter a confiança em quadros que dizem estar a seu lado ou enfrentar, de frente, o jogo duplo que ameaça sabotar um dos projetos mais relevantes de sua gestão.
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