O Povo desconfia, e com razão: A farra das emendas não engana mais ninguém

Enquanto o povo aperta o cinto, tem deputado e senador engordando a conta com o dinheiro público sem dizer onde nem como gastou

O Povo desconfia, e com razão: A farra das emendas não engana mais ninguém

Não precisa ser especialista pra entender o motivo de tanta desconfiança: segundo pesquisa da Genial/Quaest, 82% dos brasileiros acham que as emendas parlamentares são usadas pra corrupção. E quem pode culpar esse povo? Todo dia aparece um escândalo novo, e o que se vê nas ruas é sempre o mesmo — buraco, mato alto, posto de saúde fechado, escola caindo aos pedaços.

As tais emendas, que deveriam servir pra melhorar a vida da população, viraram moeda de troca entre parlamentares e governos. É aquele velho jogo: "vota aqui no meu projeto que eu libero ali um dinheirinho pra tua base". E lá se vão milhões que poderiam ir pra saúde, educação ou transporte... mas que somem em obras fantasmas, promessas eleitoreiras e placas em terrenos vazios.

Alguém aí viu a prestação de contas? Cadê os nomes dos deputados que receberam essas verbas? Onde estão os relatórios dizendo o que foi feito, onde foi feito, quanto custou e quem ganhou com isso? Ninguém sabe, ninguém viu.

É muito fácil ser político com o dinheiro dos outros. Enquanto a maioria do povo mal consegue pagar a conta de luz, tem parlamentar construindo patrimônio e posando de salvador da pátria em evento de inauguração de obra que nem começou. Isso quando não termina o mandato e a tal obra vira matagal.

O recado da pesquisa é claro: o povo cansou de ser enganado. Chega de verba liberada no escuro, chega de conchavo entre políticos. Se é dinheiro público, tem que ter nome, sobrenome, endereço, começo, meio e fim. Tem que ter placa com CPF e data de entrega.

Se o Brasil quiser virar essa página, vai ter que começar cortando na carne e exigindo transparência total nas emendas. Ou então, vamos continuar assistindo os mesmos políticos ficarem cada vez mais ricos, enquanto o povo só vê a conta — e a revolta — aumentar.

Por: Arinos Monge

Por Ultima Hora em 21/07/2025
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