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O Prefeito que aprendeu com 2018 e agora antecipa jogadas para não repetir o fiasco de Witzel em 2025
Eduardo Paes está na frente das pesquisas para o governo do Rio em 2026, mas como diz o ditado popular, "gato escaldado tem medo de água fria" - e o prefeito carioca sabe muito bem o que isso significa. Em 2018, ele também liderava todas as pesquisas e, mesmo assim, viu um completo desconhecido chamado Wilson Witzel virar governador do estado.
Desta vez, porém, Paes parece ter aprendido a lição mais valiosa da política: "é melhor prevenir do que remediar". Sua estratégia não é mais esperar a disputa chegar, mas sim retirar os adversários do tabuleiro antes mesmo da largada oficial.
O Jogo Mudou, Mas a Estratégia Evoluiu
Enquanto o PL ainda adia a definição de um nome competitivo para enfrentá-lo, o próprio presidente nacional do partido, Valdemar da Costa Neto, já admite a dificuldade: "tirar a eleição do Eduardo será muito difícil". Mais que isso, o dirigente ainda demonstra simpatia pelo prefeito - um sinal claro de que os ventos políticos mudaram de direção.
Como bem observa a sabedoria popular, "quem não tem cão, caça com gato" - e Paes parece estar aplicando essa máxima ao pé da letra. Nos bastidores, o cenário de 2018 se repete com algumas adaptações cruciais que podem definir o futuro político do estado.
Novo contexto Nacional
O contexto nacional mudou drasticamente desde a última eleição estadual. A condenação de Jair Bolsonaro alterou completamente o jogo político, embora a possível anistia ainda possa embaralhar as cartas novamente. Mas, no jogo atual, Eduardo Paes está claramente dois passos à frente dos concorrentes.
A diferença fundamental é que desta vez ele não quer apenas vencer para depois pacificar - ele quer pacificar para vencer. É uma inversão estratégica que pode ser genial: ao invés de polarizar para mobilizar sua base, Paes busca ampliar seu espectro de apoio antes mesmo da campanha começar.
A Arte da Antecipação Política
Um movimento que exemplifica essa nova estratégia é a possibilidade de incluir um nome ligado ao PL em sua chapa. Seria o símbolo perfeito de um novo eixo de diálogo político, mostrando que "política é a arte do possível", como ensina a tradição.
O exemplo vem de São Paulo, onde Gilberto Kassab, presidente do PSD (partido de Paes), caminha ao lado de Tarcísio de Freitas, governador do Republicanos e potencial candidato a presidente pelo PL. É a demonstração prática de que a polarização pode estar com os dias contados.
O Cansaço da População com o Conflito
Quem vive da retórica do "nós contra eles" já percebeu uma mudança fundamental: o povo está cansado de conflito. Como diz o ditado, "água mole em pedra dura, tanto bate até que fura" - e o discurso de confronto constante está perdendo força junto à população.
O discurso inflado pode até eleger em momentos específicos, mas não sustenta governos nem projetos de longo prazo. E Eduardo Paes, queimado pela experiência de 2018, aprendeu na pele que "subestimar o adversário é o primeiro passo para a derrota".
Xadrez Versus Dominó
Desta vez, o prefeito parece determinado a não repetir os erros do passado. Enquanto muitos políticos ainda jogam dominó - reagindo às jogadas dos outros -, Paes tenta jogar xadrez: antecipando movimentos, costurando apoios, silenciando opositores antes que eles ganhem força.
A verdadeira disputa em 2026 talvez não seja entre direita e esquerda, como tradicionalmente se imagina. O maior embate pode ser entre quem aprendeu com a história e quem ainda insiste em repeti-la, entre quem se adapta aos novos tempos e quem permanece preso às velhas fórmulas.
A Imprevisibilidade do Eleitor
Mas como bem lembra a experiência política brasileira, "o jogo só acaba quando o povo vota" - e o povo, ah, o povo é sempre imprevisível. Por mais que Paes tente controlar todas as variáveis, a democracia tem dessas surpresas que nenhuma pesquisa consegue prever completamente.
Talvez o que realmente decida a eleição não seja quem grita mais alto nos palanques, mas quem entende melhor o silêncio das ruas. Quem consegue interpretar os sinais que a população manda através de suas escolhas cotidianas, seus medos, suas esperanças.
O Novo Brasil Político
Os estrategistas de todos os partidos fariam bem em prestar atenção: o Brasil não é mais o mesmo de 2018, e o Rio de Janeiro nunca foi simples de decifrar. A política tradicional está sendo questionada, e quem não se adaptar pode ficar pelo caminho.
Eduardo Paes parece ter entendido que, como diz o povo, "tempo perdido não volta mais" - e desta vez ele não quer perder tempo subestimando adversários ou confiando apenas nas pesquisas. Sua estratégia é clara: construir uma vitória tão sólida que nem mesmo os imprevistos da política fluminense consigam abalar.
Resta saber se essa nova abordagem será suficiente para evitar outro "efeito Witzel" ou se a política brasileira ainda reserva surpresas para quem pensa que já entendeu todas as regras do jogo.
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