Paulo Okamotto defende integração policial e criação de Ministério da Segurança Pública em Seminário Nacional de Segurança Pública, organizado pelo PT e Fundação Perseu Abramo

PT promove seminário de segurança pública com foco em combate ao crime organizado

Paulo Okamotto defende combate ao crime através de políticas econômicas e sociais integradas

O Partido dos Trabalhadores realizou nos dias 1 e 2 de dezembro, no Rio de Janeiro, o Seminário Nacional de Segurança Pública, organizado em parceria com a Fundação Perseu Abramo. O evento reuniu gestores públicos, parlamentares e especialistas para debater propostas de uma nova política nacional de segurança pública.

Paulo Tarciso Okamotto, presidente da Fundação Perseu Abramo e ex-presidente do SEBRAE, participou das discussões enfatizando a necessidade de políticas integradas que combinem segurança, educação e desenvolvimento econômico para enfrentar a violência no país.

Abordagem Multidisciplinar da Segurança

Durante sua participação no seminário, Okamotto destacou que o combate à violência vai além das operações policiais tradicionais. "É claro que você precisa ter uma política de segurança atuante, forte. Nós precisamos punir as pessoas que fazem o mal feito, mas a gente também precisa ter clareza para melhorar mais ainda o ambiente", afirmou.

O dirigente petista enfatizou a importância de políticas econômicas que gerem emprego de qualidade e renda para a população. Segundo ele, quando as pessoas têm oportunidades de garantir emprego e satisfazer suas expectativas, há menos tendência ao envolvimento com atividades criminosas por valores baixos.

Combate às Organizações Criminosas

Okamotto defendeu o fortalecimento de instrumentos como Receita Federal, Banco Central e COAF para combater o poder econômico das grandes organizações criminosas. "Quando você quer combater de verdade o tráfico de drogas, você tem que combater os grandes traficantes. Quando você quer combater o roubo de carga, a mesma coisa", explicou.

O presidente da Fundação Perseu Abramo argumentou que crimes aparentemente isolados, como roubo de celulares ou cargas, fazem parte de cadeias criminosas maiores que precisam ser desarticuladas em sua estrutura financeira.

Criação do Ministério da Segurança Pública

Sobre a proposta de criação do Ministério da Segurança Pública, Okamotto manifestou apoio, mas com ressalvas importantes. "A criação do Ministério de Segurança Pública é um avanço, mas antes é preciso criar as condições legais, a condição de infraestrutura", ponderou.

Ele destacou a necessidade de integração das forças policiais, criação de bancos de dados nacionais unificados e políticas coordenadas antes da efetiva implementação do novo ministério.

Desafio da Integração Policial

Um dos pontos centrais abordados por Okamotto foi a fragmentação das forças de segurança no Brasil. O país conta com polícia rodoviária, portuária, ferroviária, civil, militar e municipal, cada uma operando de forma relativamente independente.

"No mundo moderno hoje, se você não tiver integração, você não consegue combater as organizações criminosas, porque elas estão em todos os estados, estão em outros países, fazem transação financeira", alertou o dirigente.

Perfil de Paulo Okamotto

Paulo Tarciso Okamotto, nascido em 28 de fevereiro de 1956 em Mauá, São Paulo, é empresário, ex-metalúrgico e ex-sindicalista. De ascendência paterna japonesa, começou a trabalhar aos seis anos de idade e ingressou como aprendiz no SENAI através de sua mãe, que trabalhava na Volkswagen.

Sua trajetória política começou na Brastemp, onde se iniciou na atividade sindical e conheceu Luiz Inácio Lula da Silva, então presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Integrou a diretoria do sindicato em 1981 e foi tesoureiro da primeira campanha presidencial de Lula em 1989.

Experiência Administrativa

Entre 2003 e 2010, durante o governo Lula, Okamotto presidiu o SEBRAE, onde implementou políticas de apoio ao empreendedorismo e desenvolvimento de pequenas e médias empresas. Em 2011, foi um dos fundadores do Instituto Lula, do qual é presidente até hoje.

Atualmente, como presidente da Fundação Perseu Abramo, Okamotto tem se dedicado ao desenvolvimento de políticas públicas e ao fortalecimento da democracia brasileira.

Objetivos do Seminário

O seminário teve como objetivo central debater diagnósticos, experiências e propostas para uma política nacional de segurança pública que fortaleça a democracia e promova direitos. Os temas discutidos incluíram governança, financiamento, sistema penitenciário, enfrentamento ao crime organizado e diretrizes para uma nova polícia focada na prevenção.

Perspectivas para 2026

As discussões do seminário ganham relevância especial considerando que a segurança pública será um dos temas centrais das eleições de 2026. O PT busca construir uma proposta alternativa aos discursos punitivistas, enfatizando a integração entre segurança, políticas sociais e desenvolvimento econômico.

Legado das Gestões Petistas

O evento também abordou o legado das gestões petistas em segurança pública, analisando experiências exitosas e desafios enfrentados. A proposta é construir um novo modelo de governança para o setor que combine eficiência operacional com respeito aos direitos humanos.

Repórter Ralph Lichotti - Advogado e Jornalista, Editor do Ultima Hora Online e Jornal da República, Foi Sócio Diretor do Jornal O Fluminense e acionista majoritário do Tribuna da Imprensa, Secretário Geral da Associação Nacional, Internacional de Imprensa - ANI, Ex- Secretário Municipal de Receita de Itaperuna-RJ, Ex-Presidente da Comissão de Sindicância e Conselheiro da Associação Brasileira de Imprensa - ABI - MTb 31.335/RJ

Por Robson Talber @robsontalber

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Por Ultima Hora em 03/12/2025
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