Pesquisa Prefab Future mostra PL levando as duas vagas para o Senado com Flávio Bolsonaro e Cláudio Castro

Prefeito carioca dispara nas intenções de voto para governador com 35,5% em nova pesquisa, e PL mantém hegemonia no Senado ocupando novamente as 3 cadeiras do Rio

Pesquisa Prefab Future mostra PL levando as duas vagas para o Senado com Flávio Bolsonaro e Cláudio Castro

Uma nova pesquisa do instituto Prefab Future revela um cenário eleitoral que pode redefinir os rumos políticos do estado do Rio de Janeiro.

Eduardo Paes, atual prefeito da capital, surge como franco favorito para o governo estadual, registrando impressionantes 35,5% das intenções de voto.

O levantamento, realizado entre os dias 12 e 16 de agosto com 1.001 entrevistas presenciais, expõe uma disparidade significativa entre o líder e seus principais concorrentes. Wladimir Garotinho aparece em segundo lugar com apenas 5,5%, seguido por Washington Reis (4,7%) e Rodrigo Bacellar (4%). A distância abissal entre Paes e os demais candidatos demonstra a força política consolidada do atual gestor municipal.

O cenário se torna ainda mais interessante quando analisamos os números de rejeição. Wilson Witzel lidera esse quesito negativo com 21,1%, seguido pelo próprio Paes com 18,6%. Para João Nonato, diretor de análise de dados da Prefab Future, esses números revelam tanto a força quanto a vulnerabilidade do favorito.

"Os dados reforçam a liderança de Paes, mas também mostram um eleitorado fragmentado, com muitos indecisos", explica o especialista. Com 21% de votos brancos e nulos, além de 22,7% que não souberam responder, há margem considerável para mudanças no tabuleiro político. "Ainda há espaço para movimentação política até 2026", afirma Nonato, sinalizando que a corrida está longe de estar definida.

A metodologia da pesquisa seguiu rigorosos critérios científicos, com entrevistas presenciais realizadas em pontos de fluxo sorteados aleatoriamente em diferentes regiões do estado. A amostra respeitou cotas proporcionais de sexo, idade, grau de instrução e renda domiciliar, sendo os dados ponderados com base no IBGE (Censo 2010, PNADC 2024) e no TSE (2024).

A margem de erro estabelecida é de 3,1 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Essa precisão técnica confere credibilidade aos resultados apresentados, tornando-os um termômetro confiável do humor eleitoral fluminense.

Na disputa pelo Senado, outro cenário político se desenha com Flávio Bolsonaro assumindo a dianteira com 22,2% das intenções de voto. O filho do ex-presidente demonstra força eleitoral significativa, seguido por Cláudio Castro (11,2%), atual governador do estado, e Marcelo Freixo (9,9%).

Benedita da Silva aparece com 6,6%, enquanto Anielle Franco registra 5,2% das preferências. Os demais candidatos ficam abaixo dos 5%: Hélio Lopes (4,0%), Clarissa Garotinho (3,8%), Alessandro Molon (2,4%), Pedro Paulo (2,1%), Fernando Jordão (1,5%) e Portinho (1,1%). Chama atenção o alto índice de indecisos e votos brancos/nulos, que somados chegam a 30%, indicando volatilidade também nesta disputa.

Paradoxalmente, Flávio Bolsonaro também lidera o ranking de rejeição senatorial com 21,5%, seguido por Benedita da Silva (10,2%), Cláudio Castro (8,4%) e Marcelo Freixo (8,4%). Esse fenômeno de liderança simultânea em intenção de voto e rejeição revela a polarização política que marca o cenário eleitoral brasileiro.

No âmbito presidencial, Luiz Inácio Lula da Silva mantém a primeira posição com 25,4%, seguido por Tarcísio de Freitas (13,7%), Ratinho Júnior (4,4%), Ronaldo Caiado (2,7%) e Romeu Zema (2,1%). Contudo, os números de brancos, nulos e indecisos são alarmantes: 28,4% e 23,3% respectivamente, totalizando mais da metade do eleitorado sem posição definida.

A avaliação dos governos revela dados preocupantes para os gestores atuais. O governador Cláudio Castro registra aprovação de apenas 30,3%, contra 37,1% de desaprovação e 32,6% que não souberam avaliar. A situação do presidente Lula no Rio é ainda mais delicada: apenas 25,5% aprovam seu governo, enquanto 61,1% desaprovam e 13,4% não souberam responder.

Essa observação destaca um ponto crucial: a ausência de uma candidatura de oposição consolidada que possa efetivamente desafiar a hegemonia do prefeito carioca. A fragmentação do campo conservador e a falta de consenso em torno de um nome competitivo beneficiam diretamente Paes, que pode aproveitar esse período para consolidar ainda mais sua liderança.

Os números apresentados pela pesquisa Prefab Future desenham um mapa eleitoral complexo e dinâmico para o Rio de Janeiro. Enquanto Eduardo Paes desfruta de uma posição confortável na corrida estadual, os altos índices de indecisos em todas as disputas sugerem que mudanças significativas ainda podem ocorrer.

A polarização evidente nos números de rejeição, especialmente de figuras como Witzel e Flávio Bolsonaro, indica que o eleitorado fluminense mantém memórias políticas vívidas e posicionamentos bem definidos sobre determinadas lideranças. Com mais de dois anos até as eleições de 2026, o cenário permanece fluido e sujeito a transformações substanciais.

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Por Ultima Hora em 19/08/2025
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