Assine nossa newsletter e fique por dentro de tudo que rola na sua região.
Eduardo Guollo destaca importância da CNM na defesa dos interesses municipais e ressalta gestão financeira responsável em sua cidade
Em entrevista exclusiva ao Jornal da República Última Hora, durante a 26ª Marcha dos Prefeitos em Brasília, Eduardo Guollo, prefeito de Morro da Fumaça, Santa Catarina, expressou suas preocupações sobre os possíveis impactos da reforma tributária nos municípios brasileiros, especialmente nos de pequeno porte.
"A marcha sempre foi muito importante. Já acompanho há algum tempo o movimento que é feito pela CNM, e especialmente nessa 26ª edição, venho com a preocupação maior para entender a respeito da reforma tributária", iniciou o prefeito, que havia acabado de participar de uma discussão sobre o tema.
Guollo destacou o trabalho da Confederação Nacional de Municípios (CNM) na análise dos potenciais efeitos da reforma: "Vejo que a CNM, junto com o comitê, está realmente trabalhando a fundo, procurando entender as dificuldades que irão surgir para os municípios. A atuação da CNM vai ser de extrema importância para que, no futuro próximo, os municípios não sofram o impacto do qual a gente está com medo, que venha afetar as finanças do nosso município."
Quando questionado sobre a dependência dos municípios em relação às transferências federais e estaduais, o prefeito foi enfático: "O município pequeno hoje é refém do governo federal. Nós temos o FPM como nossa maior fonte de arrecadação, assim como, em segundo, vem o ICMS. O IPTU e ISS ficam uma pequena parcela da arrecadação própria da cidade."
Sobre a reforma tributária, Guollo admitiu que o tema ainda está confuso, mas manifestou confiança no trabalho técnico da CNM: "Essa questão da reforma tributária ainda está muito confusa, mas com o devido esclarecimento, devido acompanhamento da CNM, dos técnicos que estão à frente disso, a gente vai conseguir esclarecer as dúvidas e tentar transformar isso em algo positivo, não apenas para o cidadão, mas especialmente para os municípios."
O prefeito também elogiou a atuação da bancada catarinense no Congresso Nacional, destacando a proximidade dos parlamentares com os gestores municipais: "A bancada de Santa Catarina sempre é muito próxima aos prefeitos, trabalham muito próximo à sua base, e eles vêm discutindo muito essa questão do pacto federativo."
Guollo defendeu a necessidade de evolução do pacto federativo para beneficiar os municípios menores: "Meu município é pequeno e é extremamente afetado devido a essas condições que temos hoje. Uma evolução do pacto federativo, com certeza, faz a diferença, também vai melhorar o nosso dia a dia lá no município."
Sobre a importância das emendas parlamentares, o gestor foi direto: "Os parlamentares hoje são essenciais, são fundamentais no dia a dia dos municípios pequenos. Se não tiver as emendas parlamentares, hoje o município acaba não sobrevivendo e não conseguindo fazer os investimentos necessários para melhorar a vida do cidadão."
Quando questionado sobre dívidas herdadas de gestões anteriores, Guollo destacou a boa situação financeira de Morro da Fumaça: "Meu município está controlado, não tem problema financeiro na cidade. Morro da Fumaça vem sendo um exemplo, especialmente nos últimos oito anos. A cidade trata com muita responsabilidade a questão financeira."
Na mensagem final, o prefeito ressaltou a importância da responsabilidade na gestão pública: "A gente assumiu agora com uma condição muito bacana, com recurso em caixa, não ficou coisa pendente para trás. Eu espero que quem assuma essa função pública, quem se coloca à disposição para estar à frente do governo municipal, realmente cuide com carinho e trate a gestão pública da forma que ela deve ser tratada, com muita responsabilidade, porque, afinal de contas, a gente cuida do dinheiro que é do cidadão."
A participação de Eduardo Guollo na Marcha dos Prefeitos reflete a preocupação de muitos gestores municipais com os rumos da reforma tributária e seus potenciais impactos nas finanças locais, especialmente em municípios de pequeno porte que dependem fortemente de transferências constitucionais como o FPM.

Por Robson Talber
Repórter Ralph Lichotti - Advogado e Jornalista, Editor do Ultima Hora Online e Jornal da República, Foi Sócio Diretor do Jornal O Fluminense e acionista majoritário do Tribuna da Imprensa, Secretário Geral da Associação Nacional, Internacional de Imprensa - ANI, Ex- Secretário Municipal de Receita de Itaperuna-RJ, Ex-Presidente da Comissão de Sindicância e Conselheiro da Associação Brasileira de Imprensa - ABI - MTb 31.335/RJ
Notícias exclusivas e ilimitadas
O Última Hora Online reforça o compromisso com o jornalismo profissional e de qualidade.
Nossa redação produz diariamente informação responsável e que você pode confiar. Fique bem informado!
Entre para os nossos grupos de WhatsApp CLIQUE AQUI PARA ENTRAR, nossas Redes Sociais Facebook, Instagram, Twitter e YouTube e receba notícias diariamente.
#MorroDaFumaça #EduardoGuollo #ReformaTributária #MarchaPrefeitos #CNM #PactoFederativo #GestãoResponsável #MunicípiosPequenos #FPM #BancadaCatarinense
Nenhum comentário. Seja o primeiro a comentar!