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O PGA TOUR Americas iniciou oficialmente sua temporada 2026 no Campo Olímpico de Golfe no Rio de Janeiro, com o 71º ECP Brazil Open servindo como evento de abertura. Em entrevista exclusiva ao Última Hora, Camilo Garcia, diretor do PGA TOUR Americas, revelou detalhes sobre o circuito internacional e o potencial de crescimento do golfe na América Latina.

Estrutura global do PGA TOUR Americas
"O PGA TOUR Americas é um tour internacional, parte do PGA TOUR, a marca mais importante de golfe no mundo", explicou Garcia, destacando a relevância do circuito no cenário golfístico global. "Para a temporada 2026, temos 15 etapas. Esta primeira de 15 etapas aqui no Brasil, estamos começando nossa temporada."
O diretor detalhou o roteiro internacional da temporada: "Daqui para frente vamos jogar na Argentina, vamos jogar no Peru, no Equador, no México, na Colômbia, nos Estados Unidos, no Canadá e terminamos na República Dominicana. Então é uma gira global de golfe em que participam 144 jogadores por cada etapa e eles competem por uma bolsa de US$ 225.000."
Sistema de progressão e premiações
Garcia explicou o sistema de progressão que torna o circuito uma porta de entrada para o golfe profissional mundial: "Começa com esse valor de US$ 225.000, a cada etapa vai aumentando. As etapas do PGA TOUR Americas todas estão em US$ 225.000, mas, quando eles se graduam e passam ao seguinte nível, eles competem por bolsas de US$ 1 milhão."
O sistema de classificação oferece oportunidades concretas de ascensão: "Os 10 melhores jogadores depois das 15 etapas vão para o seguinte nível no golfe mundial. O seguinte nível é Korn Ferry Tour. E aí, nessas etapas, eles competem por US$ 1 milhão."
Potencial de crescimento na América Latina
Quando questionado sobre o número de golfistas na América, Garcia revelou dados que evidenciam o potencial de expansão do esporte: "Na América Latina, eu acho que tem muito potencial. Por exemplo, no Brasil não vai ter mais de 8.000 jogadores de golfe, enquanto nos Estados Unidos você tem milhões de jogadores de golfe."
Garcia, que se identifica como colombiano, compartilhou sua perspectiva pessoal sobre os desafios regionais: "Como latino-americano, como colombiano, também tenho as mesmas dificuldades no meu país.
Mais iniciativas como o Campo Olímpico de Golfe, de novo, um campo público e que tem escolas, que tem programas sociais, que está em meio a uma reserva florestal protegida por um meio ambiente."
Democratização do acesso ao golfe
O diretor enfatizou os esforços para tornar o golfe mais acessível: "Uma oportunidade importante para um esporte que muita gente por aí acha que é difícil de ter acesso, mas o convite é para que participem do esporte aqui no Campo Olímpico.
Este é um campo público e muita gente não conhece a oportunidade que tem aqui no Rio de Janeiro para se aproximar, tentar e provar este esporte que é muito legal."
Durante o torneio, Garcia destacou a política de acesso: "Esta semana é uma oportunidade importante com o torneio do PGA TOUR Americas. As entradas são liberadas, são sem custo, assim como é um convite do PGA para que assistam e acompanhem a semana."
Legado olímpico e participação internacional
Garcia reconheceu a importância histórica do local: "O PGA TOUR tem um sentimento especial aqui no Campo Olímpico, porque foi parte da construção deste campo há 10 anos nas Olimpíadas de 2016. Foi o retorno do golfe como esporte olímpico, e o PGA TOUR teve uma parte importante nesse envolvimento."
O evento reúne talentos de diversos países: "São 144 golfistas de primeiro nível e mais de 20 nacionalidades. Então, um torneio completamente internacional. Tenho cinco brasileiros aqui nessa semana também, para que a gente possa torcer por eles, e as futuras estrelas do esporte do golfe global estão aqui no Rio de Janeiro esta semana."
Mudança de percepção sobre elitização
Abordando a questão da percepção elitista do golfe, Garcia demonstrou otimismo: "Acho que é uma questão que, com todos os envolvidos em golfe no mundo, estamos trabalhando para tratar de mudar esse pensamento. Acho que essas coisas e, de pouco a pouco, vamos mudando um pouco a mentalidade da gente."
Valores e benefícios do golfe
Garcia compartilhou sua experiência pessoal com o esporte: "Eu jogava futebol, eu jogava tênis e dei a oportunidade de jogar golfe.
E agora eu sou um super apaixonado pelo esporte. Realmente, é um esporte que tem muitas qualidades, de paciência, de honestidade, de respeito, e é muito divertido."
O diretor destacou os aspectos sociais únicos do golfe: "As paisagens são incríveis nos campos de golfe e o relacionamento também com as pessoas.
Se você joga golfe com uma pessoa por 5 horas, você se torna seu amigo, conhece essa pessoa de dentro. Então, acho que em muito poucos esportes você consegue fazer esse tipo de relacionamento."
Programas sociais e educacionais
Garcia reconheceu os programas de inclusão social desenvolvidos no Campo Olímpico: "Aqui no Rio de Janeiro o golfe se populariza porque aqui tem trabalhos sociais. Vêm escolas, crianças aqui para aprender e treinar golfe."
Atração turística internacional
O diretor destacou o apelo do Rio de Janeiro para golfistas internacionais: "Rio de Janeiro também tem essa parte especial.
Os nossos jogadores, a maioria são internacionais. Nos Estados Unidos, eles não têm oportunidades de vir, ver uma maravilha do mundo no Rio de Janeiro e, além disso, competir num campo de primeira. Então é uma semana espetacular."
Convite à participação
Garcia encerrou com um convite direto ao público brasileiro: "Uma invitação especial para que tomara que possam tentar jogar golfe aqui no Campo Olímpico. Tem que gostar da natureza, tem que gostar do sol, tem que gostar do ar livre."
A presença de Camilo Garcia como diretor do PGA TOUR Americas demonstra o compromisso do circuito com o desenvolvimento do golfe na América Latina, utilizando o Brasil como plataforma de lançamento para uma temporada que percorrerá oito países e oferecerá oportunidades únicas para golfistas profissionais ascenderem ao mais alto nível do esporte mundial.

Repórter Ralph Lichotti - Advogado e Jornalista, Editor do Ultima Hora Online e Jornal da República, Foi Sócio Diretor do Jornal O Fluminense e acionista majoritário do Tribuna da Imprensa, Secretário Geral da Associação Nacional, Internacional de Imprensa - ANI, Ex- Secretário Municipal de Receita de Itaperuna-RJ, Ex-Presidente da Comissão de Sindicância e Conselheiro da Associação Brasileira de Imprensa - ABI - MTb 31.335/RJ
Por Robson Talber @robsontalber
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