Presidente da Frente Parlamentar pelo Brasil Competitivo Julio Lopes garante que governo deverá descontingenciar quase 500 milhões das agências reguladoras

Presidente da Frente Parlamentar pelo Brasil Competitivo Julio Lopes garante que governo deverá descontingenciar quase 500 milhões das agências reguladoras

Após o encontro com representantes das 11 agências reguladoras realizado no último dia 15, que teve a finalidade de discutir propostas de descontingenciamento e mostrar ao governo que o funcionamento das agências reguladoras federais sem cortes de verbas irá proporcionar uma arrecadação superior a economia que se pretende fazer com a suspensão de seus gastos, o presidente da Frente Parlamentar pelo Brasil Competitivo, deputado Julio Lopes (PP), garantiu que houve um aceno favorável do Ministério do Planejamento que irá anunciar o descontingenciamento de cerca de R$ 450 milhões dessas agências.

De acordo com o parlamentar, a crise fiscal vem atingindo praticamente toda população devido a dificuldade encontrada para que executivo e legislativo driblem a excessiva burocracia e reduzam os gastos para a liberação de verbas, o que obriga a cortes que prejudicam o atendimento essencial e a qualidade dos serviços públicos prestados, principalmente das agências fiscalizadoras que sofreram cortes de cerca de 25% em seu orçamento prejudicando o setor.

- Vejo com muito otimismo as negociações conduzidas junto a Ministra do Planejamento, Simone Tebet, a secretária de Assuntos Institucionais, Gleisi Hoffmann e o apoio do secretário especial de Assuntos Federativos da SRI, André Ceciliano. Essa negociação é fundamental para manter o nível de arrecadação federal e o desempenho institucional das agências reguladoras, que há muitos anos vem tendo seus orçamentos comprimidos e que agora com o contigenciamento e bloqueio ficaram absolutamente inoperáveis, impedindo a realização de leilões e prejudicando toda a economia regular brasileira, como também o próprio faturamento do governo que deixará de arrecadar com renegociações, multas e emolumentos que são feitos pelas agências e geram enorme arrecadação para o país - explicou.

O parlamentar disse ainda que em uma conta simples de padeiro feita durante o encontro com as agências, mostrou a total inviabilidade da manutenção do bloqueio e descontingenciamento dos recursos das agências federais. Com isso, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) que irá realizar o leilão do Porto de Santos, não terá os recursos necessários para recolher as taxas para ele aconteça, deixando de arrecadar R$ 1 bilhão.

Ele disse ainda que todas as outras agências já tem leilões previstos e que pelas mesmas razões não poderão realizá-los; assim como também as ações de fiscalização que geram bilhões de reais.

 - Existe um contrassenso econômico nessa medida que certamente foi analisada por algum burocrata sem o devido aprofundamento, e que levou a um corte linear e pouco estudado. A criação de um fundo de programa de aprimoramento e capacitação do setor regulador brasileiro, trará benefícios profundos não só de aperfeiçoamento regulatório, mas também maiores facilidades para empresários, empreendedores e  todo o sistema regulador, que poderão obter rapidamente suas licenças gerando recursos para o Brasil e toda a população - disse.

Julio lembrou também que o desequilíbrio fiscal em que vive o país, fez com que o governo contigenciasse mais de 50% das verbas das agências reguladoras tornando seu funcionamento inviável. Com certeza a possibilidade da criação de um fundo para o programa de aprimoramento e capacitação do setor regulador brasileiro, trará benefícios profundos não só de aperfeiçoamento regulatório, mas também mais facilidade para empresários, empreendedores e  todo o sistema regulador, que poderão obter rapidamente suas licenças e realizar seus procedimentos, gerando enorme recursos para o Brasil.

 - Por isso a importância de se investir e fortalecer as agências, gerando eficiência e transparência dos serviços e impactando em toda a população - disse.

AGENCIAS QUE FORAM CONTINGENCIADAS

  • Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) - R$ 74,1 milhões
  • Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) - R$ 73,3 milhões
  • Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) - R$ 59,2 milhões
  • Agência Nacional de Águas (ANA) - R$ 48,4 milhões
  • Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) R$ 38,6 milhões
  • Agência Nacional de Petróleo (ANP) - R$ 34,9 milhões
  • Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) - R$ 30,7 milhões
  • Agência Nacional da Aviação Civil (Anac) - R$ 30 milhões
  • Agência Nacional de Mineração (ANM) - R$ 28,7 milhões
  • Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) - R$ 15,2 milhões
  • Agência Nacional do Cinema (Ancine) - R$ 11,2 milhões

Por Ultima Hora em 28/07/2025
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