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O mercado de dog walkers – profissionais especializados em passear com cães – cresce exponencialmente nas grandes metrópoles brasileiras, especialmente em São Paulo, que possui a terceira maior população canina do país, ficando atrás apenas do Rio Grande do Sul e Minas Gerais.
A profissão, que surgiu como alternativa para tutores sem tempo para exercitar seus pets, agora passa por um processo de profissionalização e regulamentação que estabelece regras claras para a atividade.
Esta semana, um importante curso de capacitação ministrado por Fernando Baiardi, considerado o primeiro dog walker do Brasil, atraiu profissionais interessados em elevar o padrão de qualidade do serviço oferecido aos tutores de cães na maior metrópole da América Latina.
Fernando Baiardi, que iniciou sua carreira em 1995 e foi pioneiro na legalização da profissão no Brasil, compartilhou conhecimentos técnicos e práticos durante o treinamento realizado em 14 de junho em São Paulo.
O curso abordou desde técnicas de manejo de diferentes raças até os aspectos legais que envolvem a profissão na capital paulista, onde existe um sistema de fiscalização rigoroso. "A profissionalização é o caminho para garantir tanto o bem-estar dos animais quanto a segurança dos profissionais e da população", destacou Baiardi durante o treinamento, enfatizando a importância da formalização para o crescimento sustentável deste segmento do mercado pet.

Um dos diferenciais de São Paulo em relação a outras cidades brasileiras é a fiscalização ativa por parte dos órgãos públicos. A Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP) e a Guarda Civil Metropolitana realizam rondas para verificar o cumprimento das normas estabelecidas, como o uso obrigatório de focinheira em espaços públicos para raças específicas, incluindo rottweilers, pitbulls e pastores.
As consequências para o descumprimento são severas: multas para os tutores e possibilidade de responder criminalmente por exercício ilegal da profissão no caso de dog walkers não regularizados.
Esta estrutura de fiscalização tem contribuído significativamente para a organização do setor e o aumento da confiança dos clientes nos serviços prestados.
A busca por capacitação reflete uma tendência crescente de profissionalização no mercado pet brasileiro, que movimenta bilhões anualmente e continua em expansão mesmo em períodos de instabilidade econômica.
Especialistas do setor apontam que a demanda por serviços de dog walkers profissionais aumentou consideravelmente após a pandemia, quando muitos tutores retornaram ao trabalho presencial, mas mantiveram os pets adotados durante o isolamento social.
"O objetivo agora é trazer esse modelo organizacional de São Paulo para outras capitais, como o Rio de Janeiro, aperfeiçoando o mercado pet com foco em segurança e qualidade de serviço", afirmou um dos participantes do curso, ressaltando a importância de estabelecer padrões nacionais para a atividade.
Para os consumidores, a profissionalização do setor representa maior tranquilidade ao contratar um serviço que envolve a saúde e bem-estar de um membro querido da família.
Um dog walker certificado e regularizado possui conhecimentos sobre comportamento animal, primeiros socorros veterinários e técnicas adequadas de condução, minimizando riscos durante os passeios. Além disso, profissionais legalizados geralmente possuem seguro de responsabilidade civil, garantindo cobertura em caso de acidentes ou imprevistos.
Esta segurança adicional tem feito com que tutores mais exigentes busquem apenas profissionais que investem em sua formação contínua, criando um ciclo virtuoso onde a especialização se torna um diferencial competitivo no mercado de serviços para animais de estimação.

Leo Ferreira, Instagram @leo_ferreira_adestramento
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