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O Rio+Agro 2025 foi palco da estreia oficial do Projeto Menino Verde, uma iniciativa inovadora que combina educação ambiental, literatura infantojuvenil e tecnologia interativa.
Durante três dias no Riocentro, os criadores Flávio Santos, Valentim Paulo e Carlos Augusto apresentaram ao público um projeto que transcende as páginas de um livro para se tornar uma plataforma multimídia de conscientização ambiental.
Em entrevista exclusiva ao Jornal da República Última Hora, a equipe revelou detalhes de um projeto que levou oito anos para ser desenvolvido e que agora desperta interesse internacional. "O nosso grande desafio foi transportar os princípios da sustentabilidade que estão nos fóruns internacionais para uma história de realismo fantástico infantojuvenil", explicou Flávio Santos, responsável pela narrativa.
Carta da Terra como elemento mágico.
A base conceitual do projeto utiliza a Carta da Terra, documento oficial da ONU, como elemento central da narrativa. "A gente pegou a Carta da Terra como um documento mágico que tem o poder da imortalidade do planeta", detalhou Santos.
Na história, os vilões buscam roubar essa imortalidade para benefício próprio, enquanto os protagonistas - Menino Verde, Caleque, Rafa, Duda e Batué - lutam para proteger o documento e garantir um futuro sustentável para as próximas gerações.
Esta abordagem criativa permite que crianças e jovens compreendam conceitos complexos de sustentabilidade através de uma narrativa envolvente e acessível. A transformação de um documento técnico em elemento fantástico demonstra a capacidade do projeto de tornar a educação ambiental mais atrativa e compreensível.
Diversidade brasileira representada.
Carlos Augusto, responsável pela criação visual dos personagens, destacou o cuidado em representar a diversidade étnica e cultural brasileira. "A gente sentou e foi pontuando cada personagem na diversidade brasileira, porque assim, a gente tem uma enorme diversidade de etnias, de cores e raças", explicou o designer.
Os personagens representam diferentes regiões do país, incluindo a Amazônia, Rio de Janeiro e Búzios, onde a história se desenvolve. "Você vai ver índios, crianças aqui do Rio de Janeiro, crianças que são da região caiçara de Búzios", detalhou Augusto. Esta representatividade permite que crianças de diferentes origens se identifiquem com os protagonistas, fortalecendo o engajamento com a mensagem ambiental.
Tecnologia interativa e aprovação na Lei Rouanet.
Valentim Paulo revelou que o projeto já foi aprovado pela Lei Rouanet e está em fase de captação de recursos junto ao setor privado, com lançamento previsto para três meses. O diferencial do livro está na integração com tecnologia digital por meio de QR codes que direcionam para conteúdos complementares.
"Vai ter três tipos de QR codes no livro para a criança, por meio do celular, acessar a história que ela leu nos três capítulos com uma contadora de história", explicou Paulo. Além disso, os leitores terão acesso a filmes curtos relacionados aos capítulos lidos e a 20 músicas ambientais, criando uma experiência multissensorial única.
Parceria internacional surpreendente.
Uma das maiores surpresas do projeto foi o interesse demonstrado por produtores internacionais. "O americano deu um passo à frente. Nós fomos abraçados por um grande player internacional, que já assinou um contrato de confidencialidade conosco", revelou Valentim Paulo.
O acordo definitivo para produção de um filme em escala mundial deve ser assinado em novembro.
Embora negociações estejam em andamento com emissoras nacionais, incluindo a Rede Globo, a oportunidade internacional representa um salto significativo para o projeto. "Isso daí foi uma coisa que Deus nos deu", celebrou Paulo, destacando que a parceria internacional não estava nos planos iniciais da equipe.
Impacto social e educacional.
O Projeto Menino Verde vai além da literatura, promovendo atividades culturais em escolas. "Estamos nas escolas levando peças teatrais para as crianças que não frequentam nem shopping center no Rio de Janeiro, quanto mais teatro e cinema", explicou Valentim Paulo. A iniciativa oferece acesso gratuito a atividades culturais para crianças em situação de vulnerabilidade social.
"Nós vamos propiciar a custo zero para essas crianças terem um cinema e um teatro para eles desfrutarem e de fato serem cidadãos", enfatizou Paulo. Esta abordagem reconhece que a cidadania plena requer acesso à cultura e educação de qualidade.
Filosofia de trabalho e legado.
A equipe destaca que o projeto nasceu de uma obrigação social compartilhada pelos três criadores. "Eu acho que nós três nos unimos por uma obrigação social vinda do céu, porque os três não estão só pensando em desfrutar financeiramente, nós estamos pensando em deixar um legado", declarou Valentim Paulo.
Esta filosofia de trabalho, baseada no amor pela arte e responsabilidade social, tem sido fundamental para sustentar o projeto durante oito anos de desenvolvimento. "O sucesso financeiro vem pelo amor que você dedica à arte", refletiu Paulo, demonstrando o comprometimento genuíno da equipe com a causa ambiental.
Estreia no Rio+Agro 2025.
A participação no Rio+Agro 2025 marca a primeira apresentação pública do projeto em um evento de grande porte. Carlos Favoreto, presidente do evento, apoiou a iniciativa e ofereceu espaço para apresentação. "Aqui é o nascimento do Menino Verde", celebrou Valentim Paulo, agradecendo a oportunidade.
O projeto representa uma nova abordagem para educação ambiental, combinando literatura, tecnologia, arte e responsabilidade social em uma iniciativa que promete impactar gerações futuras. Com aprovação na Lei Rouanet, interesse internacional e uma equipe comprometida, o Projeto Menino Verde está posicionado para se tornar uma referência em educação ambiental no Brasil e no mundo.

Por Robson Talber @robsontalber repórter Renata Barbosa @beleza.naotemidade
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