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Encontro entre Lula, Eduardo Paes e Ceciliano deve definir estratégia petista para governo do RJ
O Partido dos Trabalhadores intensifica as articulações para o secretário de Assuntos Parlamentares do governo federal, André Ceciliano dispute o governo fluminense na eleição indireta que ocorrerá na Assembleia Legislativa (Alerj) após a renúncia de Cláudio Castro.
A pressão partidária visa construir um palanque sólido para o presidente Lula no Rio de Janeiro, diante das incertezas sobre o apoio de Paes, isso colocaria prumo nas intenções de Paes
A cúpula do PT demonstra crescente preocupação com o Rio de Janeiro a postura do prefeito carioca Eduardo Paes (PSD) em relação ao apoio a Lula. Dirigentes petistas questionam a confiabilidade do político como aliado estratégico no estado, especialmente após declarações controversas de seu vice-prefeito.
A entrevista de Eduardo Cavaliere ao jornal O Globo, em 3 de dezembro, acendeu o sinal de alerta entre os petistas.
O vice-prefeito criticou duramente o que chamou de "lero-lero do PT" na área de segurança pública e defendeu abertamente a neutralidade de Paes em relação a Lula, buscando atrair apoios da direita política.
Articulação política em curso
A mobilização para convencer Ceciliano é liderada pela ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, e pelo líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias.
O grupo conta ainda com o apoio de deputados estaduais e federais que consideram fundamental ter um candidato petista no comando do estado, mas o apoio de Paes e sua bancada poderá sacramentar os votos que precisam para alcançar a vitória.
Ceciliano, que ocupou a presidência da Alerj entre 2017 e 2022, inicialmente planejava retornar à Assembleia Legislativa e possivelmente reassumir a presidência da casa. Sua família e círculo próximo apoiam essa estratégia, mas a pressão partidária tem feito o político repensar seus planos.
Histórico de dissidências no Rio.
Segundo informações de deputados de centro-direita, o presidente estadual do PSD, Pedro Paulo, estaria articulando uma "chapa alternativa" sem Lula para a eleição presidencial de 2026, seguindo modelo semelhante ao de 2014, logo porém na roda da política já se fala que Ceciliano pode chegar até a 40 votos com ajuda de Paes, podendo ampliar se Bacellar romper com os planos do PL.
Cenário eleitoral complexo
O Rio de Janeiro apresenta um quadro político desafiador para a esquerda. Nas últimas eleições, o estado votou majoritariamente em candidatos de direita e bolsonaristas, criando um ambiente hostil para políticos alinhados com Lula.
Paes, como pré-candidato ao governo estadual, tem evitado associações diretas com o presidente petista, numa estratégia de ampliar seu espectro de apoios. Fontes políticas indicam que Lula e o prefeito carioca não se encontram há aproximadamente três meses, e que marcarão um encontro para colocar os pingos no "I", e certamente o apoio a Andre estará na pauta.
Decisão iminente
O encontro entre Lula e Ceciliano, previsto para os próximos dias, deve definir os rumos da estratégia petista no Rio de Janeiro.
A decisão terá impacto direto na formação de alianças para 2026 e na capacidade do PT de manter influência política no segundo maior colégio eleitoral do país.
A eleição indireta na Alerj para escolher o substituto de Castro ocorrerá após a renúncia do governador, que pretende disputar uma vaga no Senado. O escolhido comandará o estado até dezembro, período crucial para as articulações eleitorais futuras.
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