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A política, quando resolve funcionar, nem sempre faz alarde. Mas deixa marcas. Em 2025, a Câmara Municipal de Nova Iguaçu encerrou o ano com um balanço que foge do lugar-comum e merece registro sem juridiquês: a engrenagem rodou, as contas fecharam e o diálogo prevaleceu.
Sob a presidência do vereador Dr. Márcio Guerreiro, a Casa mostrou que nem sempre mais cadeiras significam mais gastos fora de controle. A Câmara saltou de 11 para 23 vereadores — movimento que costuma assustar qualquer contribuinte — e, ainda assim, conseguiu fazer o inesperado: devolver R$ 5 milhões aos cofres da Prefeitura. Dinheiro que sobrou porque houve planejamento, economia e uma leitura mais responsável do dinheiro público.
Esse reembolso não é detalhe contábil. É sinal político. Em um cenário onde quase sempre falta recurso, devolver milhões mostra que alguém resolveu fazer o básico bem feito. Mesmo com o aumento natural das despesas provocado pela ampliação do plenário, o orçamento foi equilibrado e o ano terminou no azul.
No plenário, os números também falam. Foram 121 projetos de lei votados, com 85 sancionados, além de 913 indicações legislativas e 75 sessões ordinárias. A Câmara ainda aprovou 84 decretos legislativos e 7 leis complementares, ajudando a organizar a vida administrativa do município sem crises, atropelos ou disputas desnecessárias.
O clima político ajudou — e muito. O ano foi marcado por harmonia entre os vereadores e uma relação institucional madura com o Executivo. Nada de cabo de guerra. Projetos avançaram com diálogo, respeito aos limites de cada Poder e foco no que realmente interessa à cidade.
Fora do plenário, a Câmara também abriu espaço para a população. Audiências públicas, sessões solenes e debates sobre saúde, educação, meio ambiente, segurança e desenvolvimento urbano aproximaram o cidadão das decisões. A presença da juventude, por meio do projeto “A Escola no Legislativo Iguaçuano”, deu um respiro democrático e ajudou a formar novos olhares sobre a política local.
No fim das contas, 2025 entra para a conta como um ano raro: mais vereadores, menos desperdício, mais diálogo e dinheiro devolvido ao caixa público. Quando os Poderes conversam e a política sai do palanque para a planilha, quem ganha não é um grupo — é a cidade inteira.
Fonte: ASCOM/CMNI.
Por: Arinos Monge.
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