Quaquá de olho na presidência do PT Nacional esquece Maricá que está travada, depois de três meses está com empregabilidade negativa

Prefeito foca no projeto de ser presidente nacional do PT e tentar fazer do filho presidente estadual, mas esquece de dar exemplo e atacar o desemprego crescente em Maricá.

Quaquá de olho na presidência do PT Nacional esquece Maricá que está travada, depois de três meses está com empregabilidade negativa

Em meio à arrecadação bilionária dos royalties do petróleo — mais de R$ 1,3 bilhão só este ano —, Maricá convive com uma crise silenciosa de falta de ação do poder público.

Após três meses de governo, os principais projetos prometidos pela atual gestão continuam parados, enquanto as viagens internacionais frequentes do prefeito Washington Quaquá, vice e secretários, não param.

Chama atenção atenção ainda o foco do mandatário em sua carreira política nacional, Quaquá quer presidir o PT no Brasil, enquanto articula para ver seu filho comandar o partido no estado, mas para isso sacrifica os moradores de Maricá.

Cidade amarga resultados negativos em empregabilidade

Segundo dados divulgados pela FIRJAN, Maricá apresenta saldo negativo de empregos formais nestes primeiros meses de gestão, uma situação que incomoda até mesmo o prefeito, segundo fontes próximas. A Secretaria de Trabalho é vista com preocupação: sob comando de Rosana Horta, não há números positivos ou políticas marcantes de geração de empregos para os trabalhadores maricaenses.

As consequências da má gestão e da prioridade dada aos projetos pessoais de Quaquá são sentidas nas ruas. Famílias impactadas pelo corte de programas sociais, incertezas sobre possíveis trocas de secretários — incluindo especulações de nomeação de vereadores para pastas municipais — e ruído envolvendo a Codemar, que deve trocar de comando e busca retomar credibilidade diante de um orçamento robusto para 2025.

O clima de inércia também é reforçado pela rotina de viagens internacionais de comitivas de governo: como se não bastassem os meses iniciais do mandato passados entre Portugal, Espanha, França e Cuba, há expectativa de nova ida à França para o Festival de Cinema de Cannes nos próximos dias, ignorando a crise interna.

Nas redes, Quaquá busca cobrar resultado dos secretários, inclusive ameaçando demissões, mas ignora o exemplo esperado pela população: é preciso priorizar quem precisa de emprego. Em meio à pressão por mudanças, Maricá espera que a administração volte os olhos para os problemas locais, antes que o foco político nacional custe caro para quem mais precisa.

Prefeitura não executa projetos mesmo com arrecadação bilionária e prepara troca em secretarias diante de crise interna.

A ausência de ações concretas tem gerado incômodo entre vereadores, servidores e, principalmente, entre os moradores que dependem dos programas sociais — muitos deles recentemente cortados, ampliando o impacto negativo na economia local.

Nos bastidores, cresce a expectativa de uma reforma administrativa que pode atingir em cheio o primeiro escalão. Há rumores sobre a possível nomeação de vereadores como Dr. Richard e Júlio Carolino para secretarias municipais, o que abriria espaço para novos nomes na Câmara e mexeria com o tabuleiro político local. A medida é vista como tentativa de dar novo fôlego ao governo, mas levanta dúvidas sobre a ampliação dos gastos públicos, indo na contramão do discurso de “fazer mais com menos” defendido por Washington Quaquá.

Outro ponto central da crise envolve a Codemar, empresa pública que gerencia projetos estratégicos com orçamento previsto de R$ 252 milhões para 2025. A provável saída do atual presidente Hamilton Lacerda, com possível entrada de Celso Pansera, demonstra que a busca por eficiência administrativa virou prioridade em meio ao cenário turbulento.

Fonte Maricá Info

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Por Ultima Hora em 12/05/2025
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